Lesados do NES (e não só)

Sinto-me um lesado do NES. Todos nos sentimos lesados do NES. As esperanças que fomos acumulando ao longo da primeira metade de 2016 (quando já se preparava esta época, nas palavras do Presidente), depositámo-las neste novo projeto, neste começar de novo – mais um! -, nesta nova era de Somos Porto. Mas, com seis meses de Nuno Espírito Santo, estamos a ver desaparecer todo este capital de esperança acumulado em agosto e setembro.

Tivemos até aqui coisas boas, ainda que poucas: um apuramento para a fase de grupos da Champions League em condições muito especiais e um apuramento sofrível para os oitavos-de-final da Champions num grupo de pouca exigência competitiva. À parte isso, desilusões atrás de desilusões, com momentos bons aqui e ali. Uma eliminação da Taça de Portugal, uma eliminação da Taça da Liga (na última posição do grupo), e o segundo lugar na Liga, mais longe do primeiro do que do… quinto classificado. Pouco, muito pouco.

NES, claro está, partilha culpas com quem manda, com quem lhe deu este plantel tão desequilibrado, com quem cometeu erros crassos na gestão do clube. Mas as opções que toma jogo após jogo, a insipidez do nosso futebol em grande parte dos jogos contra equipas “pequenas” e o discurso “para fora” pouco ou nada motivador “para dentro”, tudo isto é sua responsabilidade.

Não podíamos falhar em Paços. Depois da vitória dos coisinhos, e para provar que não desarmávamos de ir atrás deste título e que o combate “contra tudo e contra todos” não se fazia apenas da boca para fora, tínhamos a obrigação de ganhar este jogo. Mas nós somos aquela equipa que praticamente não ganha fora. Em oito jogos, ganhámos três, com uma derrota em Alvalade e quatro empates a zero (Tondela, Setúbal, Belenenses e Paços). Pobre, muito pobre. Podemos começar a preparar a próxima época, Presidente?

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2 thoughts on “Lesados do NES (e não só)

  1. De acordo…!
    Para mim, os problemas já vêm de trás, más decisões: Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro e agora NES. Eu fui um dos que logo de princípio detetei a falta de competência do NES. Na minha opinião o NES é um treinador em início de carreira, bom para aprender e tirocinar em equipas do meio da tabela.
    Dadas as circunstâncias adversas (arbitragens), o FC Porto precisa de ter uma equipa técnica de alto gabarito, ou seja, muito competente, um treinador que tenha prestígio internacional…
    Estou intrigado com o comportamento do Pinto da Costa, um homem que costumava ser: arguto e perspicaz. Agora por vezes até parece que perdeu todas as suas antigas faculdades…
    Por vezes fico a pensar se não estará a ser mal influenciado pelo filho Alexandre. É que as decisões já são mais que muitas…

    https://dragaoatentoiii.wordpress.com/

    Gostar

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