Eusébio não descansa em paz

O jornal The Sun considera Peyroteu como o melhor jogador português de todos os tempos. Isto é mais uma ofensa à memória de Eusébio e é nitidamente mais um ataque aos coisinhos. Pedro Guerra promete resposta e já se encontra nos arquivos da Torre do Tombo a compilar documentação que vai apresentar no próximo programa da TVI e que prova que esta votação foi um frete do The Sun ao amigo voz de bagaço.
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12 – 3: saldo francamente positivo

Os coisinhos deixaram hoje um rasto de destruição na Turquia, conseguindo um total de 12 golos marcados e 3 sofridos. Um saldo, portanto, francamente positivo. Acho que A Bola podia pegar nesta ideia para amanhã: o que é uma derrotazita por 2-1 comparada aos 11-1 dos miúdos da Youth League? É juntar tudo, misturar bem e servir amanhã numa manchete plena de glória, capaz de ser a continuação feliz da de hoje, que falava em qualquer coisa como “Sonho infernal”, com labaredas a sair das letras para iluminar os “recordes à vista”. O recorde eram as três vitórias consecutivas na fase de grupos, algo nunca conseguido. Vai ter ficar para outra oportunidade. Temos pena. Ou não.

Tranquilamente, primeiros.

Foi pena que, a partir dos primeiros 10 minutos e depois de terem reparado que o Maccabi é apenas uma equipa sofrível para os padrões da Champions, os nossos jogadores tenham encarado com alguma sobranceria o resto do jogo. E é pena porque podíamos ter construído um resultado muito mais expressivo que talvez nos viesse a dar jeito lá mais para a frente se as coisas se resolverem pelo goal-average.
Os golos acabaram por aparecer já na parte final da primeira parte, não porque estivéssemos a exercer uma pressão sufocante sofre um adversário fraco, mas porque, de facto, temos melhores jogadores do que eles. Lopetegui agradeceu e, com as saídas de Corona, Imbula e Brahimi (só o primeiro jogou realmente mal hoje) tratou de dar um sinal lá para dentro: vamos gerir, aguentar, dar posse de bola ao adversário e aproveitar a velocidade de Tello. Podiam ter acontecido mais um ou dois golos, mas não gostei muito desta atitude.
Mais uma vez, tivemos Aboubakar, Brahimi e Maxi entre os melhores e um Imbula que foi o elemento mais esclarecido do meio-campo, ligando bem o jogo da equipa.
Estamos em primeiro lugar, ao fim da primeira volta, com duas vitórias e um empate, o que não deixa de ser algo surpreendente, tendo em conta que temos o Chelsea no grupo. Foi pena aquele empate em Kiev. De qualquer modo, estivemos bem nestes primeiros três jogos e temos tudo para seguir em frente.

Distorções

A mesma notícia, dada por jornais diferentes. Os títulos:
Quem se ficar pelo título de A Bola, pensará que Osvaldo quer por-se a andar de Portugal o mais depressa possível. Quem lê a notícia, facilmente verifica que O JOGO foi quem tomou a melhor opção editorial, de acordo com o conteúdo das declarações do italo-argentino. Já não é a primeira vez que A Bola faz isto (nem será a última). É engraçado, não é? Tirem as vossas conclusões.

O melhor e o pior do futebol português

Em pouco mais de 24 horas vimos o que de melhor e pior o futebol português tem para apresentar.
No Dragão, domingo, vimos o melhor. Uma grande exibição de Brahimi contagiou toda a equipa para uma goleada ao Belenenses. O argelino fez dois grandes jogos seguidos, o que é de assinalar, e parece definitivamente arrancar para uma grande época. Do outro lado, o mexicano Corona já é indiscutível, sempre oportuno no segundo poste e imprevisível em frente aos adversários. No meio-campo, um trio que merece estabilizar: Ruben Neves a assumir-se como patrão, Imbula a crescer e André André a mostrar que está quase a chegar à “fase-João-Moutinho”: nunca joga mal. Lopetegui não tem que inventar, apenas pôr sempre os melhores e nas posições certas. O resto acontece.
Na TVI24, ontem, vimos o pior. Um espetáculo degradante, protagonizado por Bruno de Carvalho e Pedro Guerra. Um duelo de gente mal formada e mal educada. Confesso que me ri muito com o que vi e ouvi, e lembrei-me daquela malta que ocasionalmente pede a renovação da classe dirigente dos clubes, que é preciso gente nova, capaz de regenerar o futebol, etc… Caramba, se o exemplo é este Bruno de Carvalho, o futebol português está bem entregue! É certo que do outro lado está uma mente doentia que merece que o ponham no devido lugar, mas Bruno de Carvalho impressiona pelo baixo nível, pelo raciocínio básico, pelas constantes fugas para a frente. Nunca pensei ver um presidente de um clube que se diz grande prestar-se àquele circo. Nunca. A única coisa que lamento daquilo tudo que vi ontem é a sugestão de uma possível aproximação entre Sporting e FC Porto. Espero que nunca se concretize, pelo menos enquanto este “verdinho” estiver por lá.