Coisas fascinantes

Sobre o que se passou no final do Guimarães-Benfica

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Paulo Madeira, no Record:

“Ele estava a tentar desapertar uma situação”

Ficamos sem saber em que aperto se encontrava o senhor que ele tentou desapertar, já que apertos daqueles são comuns em manifs que dão para o torto e invasões de campos de futebol.

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Vieira, no Record

“Eu não vi o Jorge agredir”

Não vi o Jorge agredir, nem vejo televisão, tal como aquele senhor que agora é presidente não lia jornais. Aliás, não vejo nada desde que o Jorge se ajoelhou.

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Jorge (Jesus) segundo Vieira, na CM TV

“Um polícia? Não pode ser, eram seguranças”

Ahh, eram seguranças, nesses já posso malhar. Mas aquele brasileiro com nome de herói de banda desenhada não foi suspenso por causa disso?! Se calhar, também não posso enxertar nos securitas.

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Fonte da PSP, no JN

“O auto de notícia da Polícia de Segurança Pública refere que o treinador do Benfica, Jorge Jesus, agrediu um agente com uma bofetada na cara e outra num braço.”

Faltou a menção à chuva de perdigotos e a todas as expressões finas do vocabulário habitual da criatura.

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Representantes legais do SLB, n’A Bola

“Jesus desconhecia agressões no relatório”

Pronto, não se fala mais nisso. Se desconhecia é porque não aconteceu. Mas estava no relatório… Mas ele desconhecia. Em suma, é proibido mas pode-se fazer.

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Jorge (o Jesus), segundo o Record

“Tentei sempre serenar os ânimos “

A malta acardita nisso Jorge, está descansado.

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Vale a pena escutar o que disse o Bruno Nogueira (no Tubo de Ensaio da TSF) a propósito do anormal que lidera AFL e a forma como “o Jorge foi separar” o inocente adepto dos mauzões que tentaram controlar uma invasão de campo:
http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=904110&audio_id=3439201

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Uma imagem para legendar

De que riem Rodrigo e Siqueira, num momento tão complicado para o seu treinador? O Pobo do Norte desafia os seus leitores a encontrar as palavras dos intervenientes nesta imagem curiosa. As de Jesus também.

Rodrigo Eu não falei pra você? Esse home é maluco…
Siqueira Vixe! Esse cara é metido a besta, memo! Ah ah ah…
JesusEu quero o meu relógio, fo**-se!

A história do Lobo com pele de cordeiro e do bom selvagem

O homem da xicla é um básico mas anda nisto há muito tempo – deu o recado e os seus efeitos foram imediatos. Paulo Fonseca não sabia que os títulos se ganham com pormenores, apostou numa fórmula em desgaste e teve o azar que se previa. O madeirense do Sporting, que muita água tem deitado na fervura dos excitados lagartos, foi o mais lúcido e esteve bem ao abdicar das desculpas da arbitragem.

Não há muito a acrescentar ao que já foi dito sobre o empate com o Estoril: o árbitro esteve muito mal mas a verdade é que esta foi a melhor equipa que enfrentamos neste ano desportivo e que nos pusemos a jeito. Seria muito negativo para a saúde económica do pais e, especialmente, de alguns pasquins desportivos, que o campeonato estivesse arrumado antes do natal, por isso A Bola fala hoje de um certo “renascimento”…

No meio da confusão, só para distrair os incautos e apelar aos instintos mais básicos dos 6 milhões, surgiu uma figurinha triste que se disse agredida, alegadamente, com uma palmada nas costas. A mesma eminência institucional do futebol lisboeta que foi capaz de, no seu mural do Facebook, chamar “macaco” ao Hulk e juntar aos insultos racistas referências muito elegantes sobre “bananas” e afins.

Já no dia anterior, no final do primeiro capítulo do “renascimento”, o Cristo vermelho mostrou o seu apego ao povo galináceo tentando heroicamente libertar das garras da polícia um adepto do SLB. Ficamos agora todos na expectativa de ver o que acontece disciplinarmente quando um treinador de futebol agride um agente da autoridade fora dos túneis da Luz…

Estoril

A pressão deu frutos. O árbitro Rui Silva, envolvido no Apito Dourado e imediatamente posto debaixo de fogo pela opinião pública vermelha (da qual fazem parte muitos “jornalistas”) após o momento em que se soube da sua nomeação para este jogo, quis mostrar que nada, mas mesmo nada o iria fazer favorecer o FC Porto. Não era isso que se pretendia, mas escusava é de levar tão longe a sua intenção ao ponto de nos prejudicar. Quis mostrar serviço anti-FCP e conseguiu-o com a colaboração dos seus auxiliares. Agora vai ser elogiado pelo Rui Gomes da Silva.
PS – Sim, jogámos mal grande parte do jogo. Sim, Ghilas entrou a um minuto do fim para fazer de milagreiro. Sim, a nossa defesa abriu buracos por todo o lado.

Continuamos a tentar descobrir qual o poço de petróleo que alimenta aquela gente

Mas n’A Bola, a história é contada de uma forma diferente, entusiasticamente até… ainda que o resultado final seja o mesmo e que o clube esteja a perder dinheiro e a enterrar-se em dívidas (mas, vá lá, um bocadinho menos do que no ano anterior…)

Época 2012/2013 gerou maiores proveitos de sempre

Por Redação
A SAD do Benfica anunciou, esta quinta-feira, os resultados financeiros referentes à época 2012/2013. Os encarnados terminaram o exercício com resultado líquido consolidado negativo de 10,4 milhões de euros, tendo aumentado também o passivo para 440,5 milhões, mas registaram proveitos totais de 145 milhões, valor mais elevado de sempre.
O resultado operacional consolidado até foi positivo (7,1 milhões de euros), representando crescimento de 38 por cento face ao período homólogo da época 2011/2012, muito se devendo ao aumento no proveito com a venda de jogadores, com destaque para Witsel e Javi García.Os encarnados podem também congratular-se por terem terminado a época com proveitos totais de 145 milhões, valor mais elevado de sempre alcançado pela SAD encarnada.No entanto fica o resultado líquido consolidado líquido de 10,4 milhões de euros, ainda assim uma melhoria de 11,1 por cento face ao período homólogo anterior, no qual o prejuízo correspondera a 11,7 milhões.Quanto ao passivo consolidado, ascende agora a 440,5 milhões de euros, aumento de 3,4 por cento ao valor apresentado a 30 de junho de 2012.


Este post foi atualizado com a informação d’A Bola por sugestão do Cian (muito obrigado).

Uma vitória com sabor a coisa nenhuma

Paulo Fonseca
Fazer a primeira parte mais tenebrosa de que tenho memória num jogo da Champions, contra uma equipa banal da terceira divisão europeia do futebol. Conseguir uma sucessão inenarrável de perdas de bola e maus passes. Cometer erros grosseiros de desconcentração na defesa que só não deram em golo por falta de categoria do adversário (e alguma falta de pontaria). Jogar sem pressão, sem agressividade, sem meter o pé, contra um adversário que comeu a relva como se fosse o jogo da sua vida. Conseguir duas jogadas decentes, de golo iminente, em noventa minutos: uma deu golo, a outra foi construída pela genialidade de Quintero. Jogar “para o 1-0” com uma série de atrasos para Helton. Deixar estupefactos comentadores estrangeiros que achavam que não estavam a ver o Porto que granjeou fama por essa Europa fora. Não, Paulo Fonseca, não queremos jogos “inteligentes” e “pragmáticos”. Obrigado.