Alguém que salve este futebol

Uma equipa que não joga. Um conjunto de jogadores que não sabem o que fazer em campo e se chegam  a atrapalhar uns aos outros. Futebol aos tropeções, escorregadelas, passes transviados. Um treinador que mexe tarde e, quando o faz, retira de campo a mais talentosa das suas peças. É este o futebol moribundo do tricampeão nacional. É claro que Pinto da Costa não deixará cair Paulo Fonseca. Em janeiro chamará Quaresma, Anderson ou outra qualquer “velha” estrela a necessitar de reciclagem (Liedson e Izmaylov). Como se a reciclagem não fosse necessária a outros níveis…
Anúncios

O bloqueio explicado às criancinhas

Vamos diretos ao assunto. Quando toda a gente procura um fora-de-jogo no golo de Matic, que deu o 1-1 contra o Anderlecht, passa ao lado do que verdadeiramente aconteceu:: um bloqueio irregular que libertou as torres Luisão, Matic e Garay para que um deles fizesse o golo à vontade. Dividimos o lance em cinco frames (podem clicar para aumentar o tamanho). Atenção: as imagens seguintes podem chocar as mentes mais sensíveis.

frame 1

Enzo Perez prepara-se para bater o livre. Há dois jogadores do Benfica completamente adiantados em relação ao restante grupo de jogadores. Das duas uma: ou são estúpidos ou há ali coisa preparada. Vamos pela segunda hipótese. Os dois jogadores são Fejsa e Lima (quanto a este, não tenho a certeza, mas fica assim).

frame 2

A bola está a chegar à cabeça de Matic. Podemos ver Fejsa, junto à linha-limite da área, agarrado ao defesa que supostamente deveria acompanhar Luisão. Vemos, ainda, Lima sozinho, junto à marca de penalti, já depois de ter conseguido atrasar o defesa que estava entre Luisão e Garay. Vamos ver melhor como isto se processou através das imagens por detrás da baliza.

frame 3

O livre vai ser batido. Reparem nos dois jogadores dos coisinhos, adiantados, dentro da área. Fejsa (à esquerda) coloca-se na direção do defesa que marca Luisão. Lima, por sua vez, em frente ao defesa que está entre Garay e Matic. Tudo vai acontecer agora.

frame 4

A bola já vem no ar. Luisão, Matic e Garay avançam livres de marcação. Fejsa bloqueia um, Lima bloqueia outro. O sérvio chega mesmo a abrir os braços para impedir os defesas de passarem (isto é mais facilmente percetível no vídeo a que podem aceder no final do post).

frame 5

Fejsa continua agarrado ao defesa, mesmo junto à linha limite da grande área. Entretanto, o defesa bloqueado por Lima consegue contorná-lo, mas já é tarde. Garay à direita, Matic ao centro e Luisão à esquerda já estão a preparados para receber a bola. Um deles vai metê-la lá dentro.

E assim se fabrica um golo irregular, através dos tais bloqueios de que falava Vítor Pereira no ano passado. E é preciso denunciar isto. Mostrar com imagens. Ver. Desmascará-los. O vídeo encontra-se aqui: O bloqueio segundo os coisinhos.

Primeiros desejos de Natal

Qualquer um dos dois clubes portugueses que estão na Liga dos Campeões arrisca-se a ser trucidado nos oitavos-de-final caso consiga lá chegar. O FC Porto tem, claramente, a pior equipa dos últimos 10 anos (treinador incluído) e não conseguiu fazer nada de relevante na fase de grupos até ao momento. Os coisinhos não estão nada recomendáveis pelo que me foi dado a observar nas exibições dos últimos jogos. Assim, faço votos para que eles passem aos oitavos da Champions e de lá saiam muito bem humilhadinhos. O Celta de Vigo já lá vai muito longe e estamos a precisar de novas alegrias. Quanto a nós, acho que a Liga Europa pode ser interessante, contanto que a equipa vai melhorar (vai, não vai?) e janeiro nos trará mais-valias ao plantel (vai trazer, não vai?).

Desperdícios e ofertas

Dois jogos, dois empates seguidos. Quatro pontos perdidos. Os nossos adversários aproveitam. Eles, que, bem vistas as coisas, até jogam pior que nós.

Hoje, fala-se em falta de eficácia ofensiva do FC Porto. Lucho e Jackson falharam golos feitos, mas eu acrescento a outra falta de eficácia, a defensiva. Porque grande parte dos nosso problemas, este ano, têm que ver com os sucessivos erros que principalmente os centrais têm cometido jogo após jogo. Otamendi e Mangala, alvo dos grandes tubarões europeus, têm falhado consecutivamente, com sérios prejuízos para uma equipa que também não marca por aí além. Jackson Martinez está uma sombra do avançado letal que foi na época passada. Outro a quem acenam com contratos milionários (ou que suspira por um). Não sei se uma coisa está relacionada com a outra, mas há quem diga que sim.

Perante este estado de coisas, que faz o treinador? Tenta alternativas? Não. Mostra confiança no restantes elementos do plantel? Não. Maicon entra quando um dos outros dois se lesiona ou está castigado. Reyes nem cheira o relvado, ele que, até há pouco tempo, jogou a titular de uma seleção que vai ao Mundial. Já perdeu esse estatuto na seleção do México e, nisso, tem de “agradecer” ao clube que o contratou. Na questão do avançado, só a muito custo, e após a opinião pública portista fazer alguma pressão, é que Ghilas começa a jogar mais.

Ontem, tudo correu mal. Também na Luz (posso falar em sorte?). O Braga envia duas bolas à trave, depois comete um erro defensivo grave que origina o golo da vitória do segundo classificado. No Dragão, o FC Porto não marca nas várias oportunidades de que dispõe, comete um erro defensivo grave que origina o golo do empate, na única oportunidade do Nacional em todo o jogo. Jogámos mais do que o suficiente para ganharmos. Os coisinhos não jogaram o suficiente para merecerem os três pontos. No meio disto tudo, passa quase despercebido o amuo de Markovic ao ser substituído. Não estamos bem, mas eles não estão melhor.