O fim da linha… com estrondo

Quem acompanhou esta temporada com atenção percebeu perfeitamente para onde tudo isto se estava a encaminhar – refiro-me aos investimentos desmedidos do SLB, à habilidades extraordinárias de alguns senhores de preto e aos jogos de bastidores das comissões da Liga. Por outro lado, também me parece óbvio que o FCP 2009/2010 com o qual iniciamos este campeonato é, já o disse aqui mais do que uma vez, uma equipa de cheia de jogadores acima da média mas à qual faltam grandes jogadores, daqueles que fazem a diferença. Claro está, ou se tem Lucho ou se tem o dinheiro que este rendeu – mas era preciso gastar tanto em gente como o Prediger e manter por cá verdadeiros “pesos mortos” como o Guarin?

Se a época tivesse arrancado com o Ruben Michael de azul e branco talvez a história fosse outra. Talvez… mas é um “se” muito grande e que não justifica, por exemplo, a atitude competitiva desta noite. Sim, porque hoje perdemos em Alvalade porque os jogadores do Sporting quiseram e fizeram por ganhar, disputando todas as bolas com garra. Não precisaram de fazer um grande jogo, apesar do 3-0: bastou-lhes apanhar as sobras dos nossos falhanços. E tiveram alguma sorte, claro, mas daquela que se busca, porque os ressaltos sobraram para eles porque eles foram sempre mais rápidos a reagir. Se quiserem um exemplo flagrante da falta de empenho e desnorte, vejam como o Bruno Alves se alheia do portador da bola no lance do 3º golo – é inacreditável!
Hoje não tivemos Ruben (que tem vindo a jogar com notório desconforto por causa da lesão no ombro), a bola quase nunca chegou ao Falcao, o Varela foi uma nulidade e o Mariano, bem, o Mariano foi o que é mais habitual nele, fora os fogachos ocasionais – um jogador a menos. Na globalidade, foi uma pobreza de exibição, coroada por erros clamorosos em zonas proibidas do terreno e muitas hesitações.
Este campeonato já se foi – façamos o possível por concluí-lo com dignidade porque está em jogo a possibilidade de ficarmos fora da Champions. E, caso o Braga se aguente, temos no mínimo a obrigação de vencer o Benfica no Dragão, para entregar o título ao Domingos.
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Quem tem medo do leão?

A crise do Sporting acabou ontem, como todos sabemos, com a vitória sobre o Everton por três a zero. Já não precisam, assim, de uma filha de um ditador africano a investir no clube, como 59% dos botantes acham. Nem tão pouco de uma estratégia para os túneis, como 15% opinaram (outros resultados: Sá Pinto para motivar o balneário, 9%, bons jogadores, daqueles a sério, 8%, um presidente menos bronzeado, 6%.) Ainda para mais, têm agora um ministro que se lembrou dos tempos que passou num determinado clube e veio hoje dizer que quer um Sporting blindado, com as decisões a serem tomadas por um número restrito de pessoas (nas entre-linhas: o FCP sempre foi uma excelente escola de gestão desportiva, já sabíamos, até para os nossos adversários).

Vigília pela verdade desportiva

“Irá realizar-se na próxima terça-feira, dia 23 de Fevereiro, a partir das 18 horas, uma VIGÍLIA PELA VERDADE DESPORTIVA junto à sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Pretende-se com esta iniciativa juntar, não apenas os adeptos do FC Porto, mas todos aqueles que pretendam manifestar, de forma pacífica e ordeira, a sua revolta pela forma como a Liga Portuguesa tem sido completamente manipulada por factores externos aos campos de futebol.

A sede da LPFP situa-se na Rua da Constituição, nº 2555, Porto.”

Retirado do Guerreiros da Invicta.

Hulk fazer agora?

Ricardo Costa, o fiel servidor da causa vermelhusca

O que já se esperava aconteceu – o FCP vai ficar mais de metade do campeonato privado do contributo de um dos jogadores mais determinantes da Liga Sagres. Jogará, por especial deferência do lacaio do orelhas, nos três últimos jogos da competição, altura em que, com estas e com outras manobras do mesmo calibre, o SLB já terá por certo o título garantido. A verdade deste campeonato é só uma: o Benfica tem de vencer, seja como for, para poder pagar tudo aquilo que gastou, para conseguir tapar o buraco que cavou com mais esta fuga em frente. Para isso servem os túneis, os Ricardos Costas e todas as arbitragens jeitosas.

Mas um portista não desiste, nem mesmo num combate desleal, desproporcionado ou falsificado. Afinal, essa é a história de dezenas de anos de títulos atribuídos ao clube do regime. Dentro do campo, com os 11 que sobrarem das suspensões, dos sumaríssimos e de outras jogadas extra-futebol, vamos ganhar os jogos que restam e, caso aconteça, vender cara a derrota nesta Liga.
Empates nas Tacinhas e vitórias nos Campeões
Alguns pobres de espírito com laivos masoquistas costumam vir aqui passear a sua ignorância, chamando a atenção para o facto de darmos, alegadamente, tanto destaque ao SLB. A essas almas doridas escapa o facto de não me verem a mim ou à maioria dos portistas com bom gosto comentar em blogs benfiquistas. Creio que isto ilustra quem dá verdadeiramente valor a terceiros. Pela minha parte, gosto muito de os ter por cá, do mesmo modo que, às vezes, também deixo o cão entrar em casa.
Referem aqueles tristes o facto de estarmos em terceiro lugar, como se, excepto por antecipação dos jogos, tivessem alguma vez estado em 1º lugar nesta Liga Sagres. Isto deve ser trauma: para quem insistentemente passou os últimos 20 anos entre o 2.º e o 3.º lugares, vendo Porto vencer quase sempre, acredito que a realidade seja dolorosa.
Mas numa coisa estão certos: de facto, vale mais um empate com o último classificado da Bundesliga, esse colosso do futebol europeu chamado Hertha, do que uma vitória tangencial, numa competição de nível inferior como a Champions, onde o pior que nos pode acontecer na fase a eliminar é enfrentarmos clubes anónimos como o Arsenal (quem?!), onde, é óbvio, só actuam ilustres desconhecidos. Aliás, consta que, tal como é o caso de metade do plantel benfiquista, o Real de Madrid, o Barcelona, o Inter e o Manchester United encheram de olheiros o Estádio Olímpico de Berlim, porque o 11 inicial do Hertha é alvo de cobiça por toda a Europa do futebol.
Esqueceram-se dos remédios outra vez, não é? Vá lá, o Sr Doutor disse que as pastilhas eram para tomar todos os dias….
Nota final:
Wenger persistiu em atribuir ao árbitro, por sinal muito amigo das suas cores em todas as decisões minimamente duvidosas, as culpas pela derrota no Dragão. O mau perder do francês é tão grande que, no meio da fúria, a sua memória foi tão selectiva que ele esqueceu o facto de já ter marcado um golo do mesmo modo que o Porto marcou o 2-1. Ou seja, o golo não só é legal como é desportivamente leal… pelo menos, tanto quanto o foi o lance em que o Henry agiu como o Ruben Micael.

Euroliga, essa fantástica competição

Depois de um golo ao primeiro remate e dos seiscentos elogios dos comentadeiros da SIC ao trabalho fantástico desse “treinador muito táctico” (esta foi do oleoso, what else?!)… o hiper-mega-fixe SLB 2009/2010 empatou com o último classificado da Liga Alemã!?????! Pois, já me esquecia, o Jesus atribuiu a culpa do resultado ao árbitro… É óbvio, não foi nomeado pelos amiguinhos da LPF!

O fabuloso Fabianski e os heróis de azul-e-branco

Estar a atribuir exclusivamente ao guarda-redes polaco o mérito da nossa vitória é injusto para com os nossos jogadores, que foram autênticos heróis na batalha de ontem. Fabianski deu uma ajuda, sim senhor, mas o FC Porto mostrou a garra dos campeões e o estofo dos grandes.
Deixemo-nos de ilusões: este Arsenal joga muito à bola. A forma como trocam a bola, jogam sempre em progressão, colocam muito povo na grande-área, aparecem de frente para os centrais chega a ser sufocante. Mas do outro lado também esteve uma equipa que teve todas as suas peças sempre em alta rotação, que se entregou às balas, que nunca cedeu.
Helton salvou-nos. Fucile foi o herói de sempre. Rolando e Bruno Alves apagaram todos os fogos, Álvaro Pereira deu comprimento eo flanco. Fernando voltou a ser grande na segunda parte. Meireles revelou falta de ritmo. Micael desenhou o nosso jogo. Varela foi letal. Falcao fez tudo bem. Hulk esteve demasiado ansioso e foi, claramente, o elo mais fraco.
Do lado do Arsenal, impressionante a qualidade de Diaby e o espírito de liderança de Fabregas. O dinamarquês Bendtner foi dos melhores na melhor fase do Arsenal. Fabianski fez um jogo que não esquecerá tão cedo, e, espero, que marcará a sua carreira se formos capazes de eliminar o Arsenal nos Emirates. Quem acredita põe a mão no ar!