Regresso à Terra

Enquanto o Maxi Pereira não revela onde vai jogar na próxima época, do que é que se fala? Enquanto o Bruno de Carvalho não põe ninguém em tribunal porque em 1984, deixaram sair o Futre por uma ninharia, do que é que se fala? Enquanto Mitrovic, que é benfiquista desde pequenino, não assina, enquanto o Zivkovic, que acompanha os coisinhos no Twitter não assina, e enquanto o pai do Joel Campbell não mostra a bandeira dos coisinhos que tem pendurada por cima da cama de casal, do que é que se fala? Fala-se do equipamento alternativo do FC Porto, pois está claro. E fala-se num só sentido: aquilo é de fugir, capaz de assustar um morto e de pôr as criancinhas a chorar. Mas querem saber de uma coisa?

Eu gosto.

Oh, que carago, menos cinquenta visitas diárias ao Pobo do Norte. Não devia ter escrito isto. Mas, olha, saiu-me. E mesmo que não gostasse, acham realmente produtivo andar-se a gastar tanta tinta sobre um equipamento alternativo, que, por ser alternativo, tem de ser forçosamente diferente? E, sendo diferente, tem de justificar um investimento? Desde que nunca seja bermelho, é-me indiferente a cor da porra do equipamento. Quero é a bolinha dentro da baliza adversária. Quero é ver o Júlio César a chorar. Quero é ver o JJ outra vez ajoelhado.
Por acaso, volto a dizer, gosto deste castanho com o pormenor azul. E acho que vai criar um efeito engraçado com o verde do relvado, convocando uma espécie de sentimento telúrico, um regresso à terra (e à Terra) capaz de ir às profundezas resgatar a mística portista (carago, afinal o equipamento tem poesia). Eu gosto e estas coisas do gosto pessoal, já se sabe, não se discutem.
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Lateral direita a ferver

Há uns tempos lemos algures que o Cedric podia vir para o FC Porto. Todos nós, portistas, trememos de susto, mas quando lemos outra notícia que dava conta que podia ser o Barcelona o destino do lateral-direito formado no Sporting, vimos logo que havia alguém a querer fazer humor com o futebol. Hoje, surge a notícia que [modo ironia on] o Southampton ganhou a corrida ao Barça [modo ironia off] e contratou do jogador.
Hoje a bomba é que Maxi Pereira poderá estar muito perto do FC Porto, com um alegado contrato de quatro anos e dois milhões/ano de salário. Que vem, afinal, a ser isto? Contratam-se agora jogadores de 31 anos ao rival? Invertemos agora os papéis e somos nós quem oferece reformas douradas aos jogadores rivais? Estamos a falar de um jogador que há uns dias disse isto sobre nós e agora vamos buscá-lo?

Jesus na cova do leão

As notícias que dão Jorge Jesus no Sporting não deixam de ser surpreendentes. O Expresso refere mesmo que JJ vai ganhar menos do que ganhava nos coisinhos. Ora, a meu ver, um homem com o ego do tamanho de um Titanic (eu disse Titanic?) só se mete numa aventura destas se houver por trás um prometido e enorme investimento na aquisição de jogadores. Ou vamos todos “acarditar” que Jesus vai promover o milagre da multiplicação de Nanis e Williams? Não creio.
Não deixa de ser curioso que o único dos três grandes que nada ganhou é aquele que vai manter o treinador (bem, tudo aponta para que sim).