Quem és tu, Jackson?

Jackson parece que desaprendeu. Só ele falhou umas três oportunidades que poderiam ter acabado com os coisinhos na primeira parte. Mas “o futebol é mesmo assim“. O Atlético simplesmente deixou de jogar futebol na segunda parte e um contra-ataque de um Gaitán muito acima da mediania daquela equipa fez o resto. Já agora, que se terá passado no balneário para que a equipa de Rui Vitória tenha voltado para a segunda parte com tamanha pujança e a correr que nem loucos até aos 90 minutos? Talvez Rui Gomes da Silva saiba explicar.
Nas bancadas, a tradição vermelhusca continua a mesma. Após o golo do empate, foram lançadas tochas, tendo uma delas inclusivamente atingido uma criança de dois anos. Se a UEFA mantiver o critério, os coisinhos vão ser castigados, e bem.

Jogar assim com o Moreirense é que era!

Não é altura de bater no ceguinho, não, mas apetecia-me dizer qualquer coisa sobre o jogo de Moreira de Cónegos. Adiante.
Hoje o Dragão viveu mais uma grande noite, com uma grande exibição da nossa equipa, principalmente na segunda parte, plena de garra, entrega e sacrifício. Aproveitámos um momento menos bom de um Chelsea que pareceu querer entregar toda a responsabilidade do jogo a Willian e Diego Costa. Sim, Mourinho abdicou de Hazard, mas também nós abdicámos de Herrera… (smiley)
Começámos a ganhar o jogo na baliza, quando Casillas evitou por duas vezes que a bola entrasse. Então aquela segunda defesa na cara de Pedro Rodríguez… Depois, vimos três monstros em campo: Ruben Neves, Brahimi e Aboubakar. Todos os restantes foram grandes, aqui e ali com falhas que uma equipa como o Chelsea necessariamente provoca.
E por hoje está feito. Amanhã, seria um prazer ver Jackson a marcar outra vez!

Sporting Comédia de Portugal

Depois da tremenda azia de sexta-feira à noite, o fim de semana terminou, surpreendentemente, bem disposto. E quem mais do que Bruno de Carvalho, Jaime Marta Soares e toda a nação sportinguista para nos fazer rir?
A forma como tentaram justificar o empate no Bessa é dos episódios mais lamentáveis – e divertidos – dos últimos anos. A unha do “Sulimane” nas costas do defesa do Boavista (JJ, um comediante!), o penalti por suposta mão do defesa boavisteiro, a excessiva dureza do Boavista (não punida pelo árbitro), o anti-jogo do Boavista, o anti-jogo do árbitro (esta está muito boa, Jaime Marta Soares!), a falta de humildade do árbitro (também está engraçada, esta, Bruno de Carvalho!), o circo e o palhaço rico, etc…
Tudo isto para esconder uma evidência: a lagartagem não joga um caracol. E a lavagem cerebral continuou na assembleia geral do clube, na qual Bruno de Carvalho foi igual a si próprio…

Farto

Estou a modos que um bocado farto de Lopetegui. Eu que fui um seu grande defensor na época passada. Eu que lhe dei tantos descontos pelos desaires na época passada. Eu que lhe dei um voto de confiança para esta época. Acho que chega. Já chega de Lopetegui. Nem estou interessado em saber se hoje fez bem ou mal as substituições, se armou o melhor onze, se fez muitas ou poucas modificações em relação ao jogo anterior. Para mim, é rua. Lopetegui é um “pé frio”. Não tem carisma. Atrai o azar. Descontrola-se no banco. Transmite isso aos jogadores. Pode ter muitas qualidades persuasivas nas sms e telefonemas que faz para reforçar o plantel com craques de Espanha, mas de futebol não percebe grande coisa. Depois de ganhar aos coisinhos, a quatro minutos do fim. Depois de ganhar à rasquinha à pior equipa dos bermelhos deste século, equipa que veio cá em busca do empate (e por pouco que o conseguiu), empata com o penúltimo classificado. Empata com a equipa que em cinco jogos tinha feito um ponto. Um plantel destes, um conjunto de jogadores tão valioso. Como é possível? É um treinador fraco, para mim basta, e só espero que André Villas-Boas esteja pronto para reassumir o seu lugar. E pode ser já em janeiro, independentemente de irmos em primeiro ou em terceiro com dez pontos de atraso.

Líderes

Começámos a ganhar este jogo na nossa baliza quando Casillas evitou, por duas vezes, e em dois cantos, que os coisinhos passassem para a frente (de resto, as duas únicas oportunidades do visitante). Ainda não foi desta que aqueles que esperam ansiosamente um frango do guarda-redes espanhol puderam sair à rua a festejar (e há desses entre os portistas por incrível que pareça).
Depois, foi um jogo jogado com intensidade da nossa parte, mas não bem jogado. E, no final de contas, foi essa intensidade que nos levou à vitória. Os coisinhos sempre quiseram baixar o ritmo do jogo, com idas a passo para a marcação dos cantos ou para as substituições. Quilharam-se no fim porque não contavam com a alta rotação de Osvaldo, Brahimi, Varela e André André.
Também não contavam com a lucidez do árbitro naqueles lances mais polémicos. De facto, nem Maxi Pereira nem Maicon acertaram nos adversários, apesar de todo o alarido à volta dos mesmos. Quem acertou mesmo uma cotovelada no André azul foi o André vermelho, que conseguiu, aqui sim, escapar à expulsão.
Ganhámos. E o José Nunes deve ter hoje uma insónia bem complicada, ele que ontem orientava os seus comentários de antevisão do jogo para as consequências de uma eventual derrota de Lopetegui em mais um clássico.

Arrotatividade

Depois de ter almoçado com Carrillo, no que foi, nas palavras de Jesus, um sinal da sintonia entre o treinador e o plantel, o peruano não foi convocado para este primeiro jogo da Liga Europa. O catedrático da chicla decidiu puxar dos seus galões e fez alterações substanciais no onze titular como que a dizer, “comigo qualquer Tobias parece o Beckenbauer, qualquer Gelson Martins parece o Messi e qualquer Mané parece um Overmars“. Correu mal, claro, porque o plantel do Sporting é desequilibrado e tem um banco apenas mediano. Em Jesus a rotatividade transforma-se em “arrotatividade”. É só ouvir a forma como, à Sporttv, arrotou umas frases mal amanhadas para justificar a não convocação do peruano. Foi tão confuso quanto o jogo do Sporting. Sempre quero ver como é que a comunicação social vai tratar a forma como JJ construiu hoje a equipa.