Que saudades do Hermínio e do Ricardo Costa…

A Bola publica e Portugal treme:

“O Benfica entende que o que aconteceu em Guimarães, no passado sábado, ultrapassou tudo o que seria tolerável e prepara-se para dar um grande murro na mesa, susceptível de abalar os alicerces do futebol nacional. “

Será dos 9 pontos de atraso? Foi o Benquerença que contratou o Roberto? Foi “o sistema” que marcou os golos que o SLB sofreu? Sim, em Guimarães o Benfica pode queixar-se de 1 penalty por marcar e de 2 foras-de-jogo discutíveis – mas quem é esta gente para falar de “verdade desportiva” depois de terem vencido o “título dos túneis”?

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Fazer as coisas por outro lado

Hoje, soube-se que Hermínio Loureiro se reuniu com a PJ devido a ameaças a árbitros por parte de um grupo de adeptos de “um clube de Lisboa” (é enternecedor este pudor quando se fala do Benfica). Parece agora ter vindo a público que esses adeptos provêm de sítios tão díspares como Paredes, Rio Tinto, Tondela, Nordeste, Lisboa e Ponta Delgada, o que só vem confirmar que o Benfica é mesmo um clube que abrange todo o território. É a chamada “coacção total”.

Esta situação lembra-me aquelas escutas em que Luis Filipe Vieira foi apanhado, – quer dizer, foi escutado, apanhado, não – a dizer que não se preocupava com os árbitros porque estava “a fazer as coisas por outro lado”. Ora aqui está um método certamente eficaz – vejam-se algumas arbitragens que este ano levaram a tantas goleadas infernais -, reunir uma dezena de chabalos, certamente dispostos a ganhar umas massas, a troco de infernizar a vida dos árbitros que vão estar nos jogos da “máquina trituradora”. As pessoas são fortes até certo ponto. Quando lhes falam da família e dos filhos, nada mais importa. Decide-se o jogo nos primeiro 10 minutos com penalti e expulsão e tem-se a família a salvo.