A atualidade do clube

O assunto do momento chama-se Bernard. Há quem jure a pés juntos que o brasileiro vem para o nosso clube. Pessoas que conhecem pessoas. Pessoas que têm fontes fidedignas. Vamos ver. O visionário Rui Gomes da Silva afirmou há dois meses que o FC Porto ia contratar Fernando e Bernard. Quanto a Fernando, já foi parar ao Shaktar, clube que, curiosamente, segundo dizem, compete connosco pela aquisição do puto do Atlético Mineiro. As últimas notícias dão conta da vontade do jogador e do pai de que  venha jogar para Portugal e da vontade do Atlético de aceitar a proposta ucraniana, que é consideravelmente mais elevada.
Com a iminência de contratarmos este craque brasileiro, A Bola tenta tirar-nos um craque colombiano chamado Jackson Martinez. Que está tentado pelo Nápoles, que lhe oferece uma pipa de massa. Sabemos que até 31 de agosto vamos sofrer um bocadinho, mas, depois do que ouvimos da própria boca do cha cha cha, do seu empresário, do nosso Presidente, não acredito nesta saída. Chamem-me inocente.
Ontem, o mundo portista foi surpreendido pela contratação de um guarda-redes turco de 24 anos. Corre a teoria de que Fabiano, que precisa de jogar com regularidade, seria emprestado, e que Bolat viria assumir o papel de “suplente de luxo do Hélton”. Se for assim, parece-me bem. De outra forma, não estou a ver um internacional turco de 24 anos vir ser o 3º guarda-redes ou jogar na equipa B.

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De Vigo vem sempre um amigo

Achei completamente dispensável aquele sururu final entre as duas equipas. Apesar de conseguir acordar-me da letargia em que me encontrava, aquela confusão estragou, de certa forma, um encontro bonito entre dois clubes que têm muito em comum. Os galegos estiveram em grande número nas bancadas e até houve tempo para lembrar as vítimas da tragédia do comboio. O Kelvin não precisava de jogar nas pernas do Nolito daquela forma e o Nolito não deveria ter reagido como reagiu.
O jogo foi o mais aborrecido desta pré-época, no que nos diz respeito. Apenas um ou outro momento mais cintilante, num relativo deserto de ideias. Fucile só pode ter sido titular por lesão de Alex Sandro. Defour precisará de mostrar mais para ser um “Moutinho”. E da malta que entrou na segunda parte, apenas gostei dos esforços defensivos do Licá. A equipa estava, naturalmente, esfrangalhada e o Celta até podia ter marcado.
Paulo Fonseca deverá agora começar a fixar um onze para jogar 60 ou 70 minutos e nada melhor do que um torneio exigente como o do Arsenal.

3 golos do D-A-N-I-L-O????????? Será que vale o que pagamos por ele?

Nem quero imaginar o que seriam as capas dos jornais desportivos portugueses se em lugar de uma vitória categórica do Porto estivesse um triunfo equivalente dos coisinhos. E, claro, o Danilo seria comparado ao Eusébio, ao Maradona e ao Messi. Todos juntos, obviamente…

Ultima hora: nem é necessário marcar 3 golos fantásticos num só jogo – segundo o Record de hoje, a glória galinácia José Augusto considera que “o Markovic faz-me lembrar o Eusébio”…

Primeiras impressões 2013/2014

Até agora, gostei muito das contratações e do que vi nos primeiros jogos. Temos comprado jogadores promissores, parte deles com experiência no nosso campeonato, sem tentar entrar em loucuras pelas vedetas que só os Citys, os Mónacos, os PSGs, os Barças e os Reais podem fazer. E, claro, evitando compras de “has beens”… O plantel tem muitas soluções e os problemas principais da equipa da época passada parecem ter sido alvo de atenção:

  • já temos um complemento/alternativa ao Jackson;
  • o meio-campo está mais preenchido;
  • a frente de ataque tem gente em quantidade e qualidade nas alas.

Porém, duas ou três questões persistem:

  •  ter apenas o Fucile como suplente para as duas laterais defensivas não é curto?
  • Quintero terá um impacto imediato que o transforme no desiquilibrador que James chegou a ser?
  • que alternativas temos para o Fernando?

Resta-me acrescentar que temos um evidente excesso de centrais com qualidade, o Iturbe está finalmente a mostrar alguma coisa, o Varela está com o gás todo, o Ricardo e o Carlos Eduardo ainda estão “verdinhos”, o Josué ainda não mostrou nada, o Tiago Rodrigues e o Castro nem sequer têm tido oportunidade de mostrar o que valem, e o Izmaylov está leeeeeentooo. Quanto ao Kelvin, tem feito coisas com graça, mas o pouco que fez no ano passado já lhe deveria garantir um lugar cativo no plantel. Nem que seja para fazer certos adeptos cagarem-se de medo quando o jogo com o FCP chegar aos descontos.

E, claro, é preciso despachar ASAP os Rolandos, os Atsus, os Klébers e os Djalmas…
 

Bruma de Carvalho

O nosso sempre fiel leitor inuite, deixou esta “bomba” na caixa de comentários do artigo anterior. Rolando e Atsu por Bruma? Eu voto a favor. Trocar um central que já cumpriu o seu papel no clube e que não é melhor do que qualquer um dos quatro que lá estão e um rapaz ganês que “não-dá-mais-que-aquilo” e que vai sair a custo zero por um puto português cheio de garra e talento? Eu alinho.
O que me parece é que isto é assim um bocado para o impossível, dado o empertigamento do jovem com voz de bagaço em relação ao tricampeão nacional. Vamos ver. No futebol nada é impossível, como sabemos.
PS – A Bola já utiliza expressões como “vendaval de ataque” para caracterizar os jogos de preparação dos coisinhos. É bom sinal.

Miau

O presidente do Sporting insurgiu-se hoje contra o facto de Ghilas ter acabado no FC Porto quando, segundo Bruno Carvalho, havia um direito de preferência leonino sobre o jogador. O meu espanto foi quando ouvi o rapazote com voz de bagaço dizer que o acordo com o Moreirense “estava mal feito” e que o Sporting “precaveu-se mal”. Deixa ver se eu percebo: o Sporting queixa-se de ter sido ultrapassado pelo FC Porto de forma menos ética, quando tinha um acordo mal feito com o outro clube? Deve ser para rir. Mas há mais: a certa altura diz que o acordo não estava escrito. Muito bem. Espero que os sportinguistas tenham a noção do gajo que lhes calhou em sorte.

Injemunia de verão

Interrompemos as nossas férias para assinalar o facto do homem da chiclete precisar de um dicionário novo ou de alguém (mais culto, com mais juizo e/ou menos álcool no sangue) que lhe explique que ser hegemónico no que quer que seja é incompatível com ser reiteradamente segundo classificado ou finalista vencido.