"Intranquilamente" com oito de avanço

Mais uma jornada intranquila da nossa parte, com uma vitória intranquila em Olhão, por uns intranquilos 3-0, depois de um jogo muito intranquilo. Jesus tem razão. Estamos intranquilamente a somar vitória atrás de vitória rumo à intranquila vitória final.
Seguindo o exemplo do miúdo, espero que o graúdo tenha a honestidade de, amanhã, se retratar em relação à opinião sobre o golo anulado do Luisão. Mas pelas figuras tristes que foi capaz de fazer, hoje, no final do jogo, não creio que devamos contar com isso.

As contas de Jesus

As declarações de hoje de Jorge Jesus agitam, do ponto de vista humorístico, este domingo monótono. Diz ele: “É um facto que os 12 pontos que nós temos de vantagem, em relação ao Sporting, dá-nos [sic] uma tranquilidade pontual, em relação à classificação. Portanto, o Sporting, neste momento, na minha opinião, já não corre nem para o 1º nem para o 2º lugar, enquanto o Benfica tem essa possibilidade.” Na hipótese de a sua equipa perder amanhã, Jesus considera que o título não fica impossível, mas “mais difícil“.
Eu estive a olhar para a classificação e reparei que, se o Sporting ganhar, facto com o qual ninguém parece estar a contar, reduz para 9 pontos a distância para o segundo. Ora, Jesus acredita que será mais fácil chegar a um FC Porto a 11 pontos do que ser alcançado por um Sporting a 9. E também acreditas em milagres, Jesus?

Os melhores em Portugal

Jorge Jesus diz que a sua equipa é a que está a jogar melhor futebol em Portugal. Eu, que vi o FC Porto-Rio Ave, poderia dar-lhe razão se… não tivesse visto depois o Setúbal-Benfica. Na realidade, nenhuma das equipas jogou grande coisa neste fim de semana. O que o treinador do segundo-classificado-a-onze-pontos gostava é que se atribuísse um novo “títalo” em Portugal, para além do de campeão por pontos. Seria à “equipa-que-os-benfiquistas-acham-estar-a-jogar-melhor-futebol-em-Portugal“. Esse “títalo”, por certo, não lhes escaparia, aliás, seria vitalício. Ainda inebriado com a vitória no Dragão para a Taça – que, na realidade, nenhum efeito prático teve, nem em pontos no campeonato, nem em eliminação na Taça – Jesus tenta criar a famosa “onda” que os levará… a lado nenhum. Talvez, com a ajuda da imprensa amiga, à valorização de um ou outro jogador. Nada mais do que isso.

Vinte anos de burrice

Digam-me uma coisa. Estão a ver um treinador a ganhar apenas por 1-0, e a permitir que um jogador que está de saída do clube marque um penalti como prémio de despedida, arriscando que este jogador falhe e o resultado se mantenha num perigoso 1-0? Impossível. Só se for um jovem treinador em início de carreira.

Jesus agride

O site oficial do segundo classificado quer fazer de nós parvos, mas ainda temos olhinhos na cara que conseguem ver o que é óbvio. E o que foi óbvio ontem, perante as câmaras televisivas, foi que Jorge Jesus agrediu Luis Alberto, do Nacional. Pareceu-me um soco, mas admito que possa ter sido uma chapada. A cara do Luis Alberto quase que fazia uma rotação de 360 graus. O próprio Luis Alberto tenta ripostar, mas não chega a Jorge Jesus, que, entretanto, foi afastado por Rui Costa e Javi Garcia. Pouco me interessa que o treinador diga que “afastou” o jogador ou que o jogador diga que “foi empurrado” pelo treinador. O que as televisões filmaram é claro e só não vê quem não quer. Esperemos para ver o que vai acontecer.