O mínimo exigível

Ainda esperei dois ou três minutos até festejar o golo do Danilo, não fosse o árbitro mandar repetir o penalti. Este inglês fez uma arbitragem muito fraquinha, sempre em prejuízo do FC Porto. E nem estou a falar do golo anulado ao Casemiro (na verdade, Marcano influencia a movimentação do guarda-redes). Estou a falar, como erros mais graves, claro, do penalti escandaloso sobre Jackson e do perdão do segundo amarelo ao Samuel no lance da mão. Mas não foi só isso. Não percebo como é que o Basileia chegou ao fim com os onze em campo nem como é que uma lei que nunca é aplicada no futebol atual (amarelo por “pedir” amarelo) foi-o hoje contra nós.
Em suma, não foi fácil jogar contra um árbitro destes nem contra um Basileia tão “aguerrido” (para ser simpático). Mas, como portista, queria mais. Queria sair dali com uma vitória. A sensação com que se fica é que era possível ganhar este jogo (estou a ver, neste momento, um Lopetegui bastante zangado na conferência de imprensa…). Mas depois começamos a pensar que temos um Tello em subrendimento (ou será que ele é mesmo isto?), um Casemiro que seguramente falhou 75% dos passes que efetuou ou um Herrera que faz passes ao guarda-redes adversário quando teve tempo para se enquadrar com a baliza e preparar o remate – quando pensamos nisto -, o melhor é desfrutarmos deste empate que nos abre excelentes perspetivas de ir para os quartos de final.
Anúncios

Menos dois pontos

Na prática, o empate ou a derrota dos coisinhos vai dar ao mesmo. Em qualquer das situações, teremos de ir ganhar à Luz e ser campeões na ponta final do campeonato. É certo que o resultado de ontem não nos deixa a depender apenas de nós, mas pelo que a equipa do catedrático da bola jogou, acredito que vão perder pontos. Mais do que nós, que também não somos fiáveis na matéria.

Uma vitória, três pontos e… amanhã há mais

Estamos todos curiosos para saber quem é que Lopetegui vai tirar das alas para voltar a pôr Brahimi. Se ele for um gajo como deve ser, tira o Tello, que ainda hoje fez um jogo sofrível, ficando na retina aquele lance incrível em que se isolou, parou, fintou, não passou, não rematou, quis voltar a fintar e perdeu a bola. A indefinição ou a má definição. Um pouco o que tem sido este espanhol ao longo da época. Com momentos bons, sem dúvida, mas a deixar a impressão que não vai dar mais do que aquilo. Um adepto mais radical dirá que Tello é um Adrián Lopez, mas com velocidade.
Quaresma, desta vez, fez os noventa minutos e esteve muito em jogo, por vezes surpreendendo ao surgir no miolo a construir. Um amigo disse-me recentemente que, ao perder velocidade e capacidade de explosão nesta fase da carreira, talvez não fosse má ideia colocar Quaresma no meio, atrás do ponta de lança. Uma espécie de dez. Mas para isso tínhamos o Quintero.
O gajo de que ninguém gosta fez hoje duas assistências para golo. E não errou um passe. Continuo a gostar dele e a reconhecer-lhe muitas qualidades, mas tem de fazer mais jogos destes, com maior constância. E, já agora, rematar à baliza.
Amanhã, temos calimeros contra coisinhos. Uma vitória destes é uma desgraça. Um empate é uma boa notícia. Uma vitória dos verdinhos é a nossa oportunidade.