Um empate lopeteguiano

Lembrei-me de Lopetegui, hoje. Aquele futebol de posse estéril, de absoluta falta de ideias e fio de jogo, lembram-se? Só vi a partir dos 30 minutos da primeira parte, mas o que vi foi uma espécie de soporífero para nanar com qualidade.

Depois, ao intervalo, a estatística: 3 remates para cada lado, 1 remate à baliza para cada equipa. Nuno haveria de dizer, no final, que não tivemos eficácia. Pois eficácia foi o que precisamente tivemos na primeira parte: uma bola – e que bola! – à baliza, um golo.

Na segunda parte, não criámos assim tantas oportunidades daquelas cantadas para podermos afirmar que tivemos falta de eficácia. Volume de jogo? Sim, principalmente depois da expulsão. Mas sem organização, mais com o coração do que com a cabeça.

E antes da expulsão foi confrangedor vermos os dinamarqueses a mandar no jogo, contra uma equipa que parecia cansada. E com Herrera, que entra já cansado e condiciona negativamente todo o nosso jogo ofensivo. Oliver esteve a milhas do que fez contra o Guimarães (porque será?).

Gostei da entrada de Brahimi, da forma como jogou para a equipa e tentou o um contra um com mais critério do que o costume. Temos de o recuperar porque precisamos urgentemente de criatividade naquela equipa.

Bem, agora vou ali ver o Jorge Jesus a falar espanhol.

E os vermelhos perderam (mais uma vez)

Hoje o Sevilha jogou de vermelho e perdeu. Qual a novidade? Vibrei com este Braga e dei por mim e gritar golo no café onde vi o jogo. Domingos à parte, há qualquer coisa do FC Porto-tipo das últimas décadas neste Braga, na forma como se une em bloco a defender e se organiza solidariamente no ataque, com classe, sacrifício e coragem. Se dúvidas houvessem, está explicado o segundo lugar no campeonato do ano passado e fica a sensação de que, com armas que o SLB teve ao seu dispor, este Braga teria sido campeão nas calmas. Vocês sabem do que é que eu estou a falar.

PS – Já tinha ficado com esta ideia no ano passado quando nos defrontou enquanto jogador de Os Belenenses. Lima tem pinta de craque e caía que nem uma luva no nosso plantel.