Sem colinho é outra coisa

Jesus tinha razão. Este grupo podia dar para qualquer lado. Podia e pode dar para o Bayer, podia e pode dar o Zenit e podia e pode dar para o Mónaco. Só não pode dar para os coisinhos, que foram de vela depois da derrota de hoje. Para compor o ramalhete, o Mónaco ganhou ao Bayer e fez o resto. Bem dizia o mestre das chicla, no final do jogo com o Zenit, que “o que se vai passar no jogo do Bayer e do Mónaco é um problema do Bayer e do Mónaco, e o Benfica não tem nada a ver com isso“. Com isso e com a Europa. Nada a ver.
Acabo por ficar um pouco chateado com esta saída da Europa dos coisinhos porque, assim, vão poder poupar jogadores para o jogo do Dragão quando receberem o Bayer. Nós também, já agora, mas por outras razões.
Falando agora do maior clube do mundo, ontem, fizemos o que nos competia contra o Bate Borisov, ou seja, ganhar. Fosse por um fosse por seis, o importante era trazer os três pontos. Missão cumprida, num jogo em que Herrera foi mágico. Mas apenas o foi porque Lopetegui lhe deu instruções, ao intervalo, para aparecer na área, ao lado de Jackson, coisa que não tinha acontecido numa primeira parte soporífera. Acabei de elogiar Lopetegui, caso não tenham percebido.
PS – Uma pessoa tenta abstrair-se dos coisinhos e há sempre qualquer coisa que não deixa. Alguém viu o que Roberto fez hoje na derrota do Olympiacos com o Atlético de Madrid?

Anjo Pérez

Como é que foi possível o árbitro não assinalar grande penalidade naquela bordoada do Anjo Pérez no jogador do Moreirense? É que não é por nada: se o clube de Moreira de Cónegos faz o segundo, não sei, não. Assim, passa-se de um mais que provável 3-2 para um 4-1 demolidor, segundo a opinião da imprensa. Pois é, esta época está a ser muito engraçada.

No sítio certo

Adrien falha completamente o remate. A bola tabela com alguma violência num Eder que, apesar de não perceber muito bem o que lhe aconteceu, está no sítio certo. O ressalto envia a bola na direção da linha de fundo, mas Quaresma, um extremo puro, está no sítio certo e faz o sprint de uma vida para chegar primeiro que o defesa. O cruzamento sai perfeito para a cabeça de Rafael Guerreiro, que estava, também ele, no sítio certo (para um ponta de lança, não para um defesa esquerdo). Portugal marca golo. Portugal ganha à Argentina.
Alguns minutos antes do golo, António Tadeia tinha comentado o jogo pouco feliz de Ricardo Quaresma. É engraçado como se poupam críticas às vacas sagradas ou a meninos de ouro em ascenção por terras valencianas, mas não se hesita, sempre que há oportunidade, em fazer observações negativas a Quaresma. Caramba, ele já estava há dois jogos consecutivos a ser importante na seleção. Não podia continuar a ser. Mas o cigano mais uma vez fintou o destino e mostrou-se decisivo.