Osvaldo

Parece que Osvaldo é o nome do ponta de lança que nos preparamos para contratar. Pelo menos há unanimidade na imprensa desportiva diária. Aos 29 anos, Osvaldo tem aqui uma oportunidade de ouro: depois de uma carreira de saltimbanco, em que nunca se fixou por mais de dois anos num clube (só em Itália foram sete!), pode agora jogar num clube de Liga dos Campeões e com perspetivas de titularidade ou, pelo menos, de lutar por ela com otimismo.
Mas este italo-argentino chega ao maior clube português com alguns rabos-de-palha a manchar a sua carreira. Em 2011 pregou um soco ao colega de equipa Lamela (sim, esse de quem se fala também para o nosso clube) e em 2014 deu uma cabeçada ao português José Fonte, também ele colega de equipa no Southampton. Em 2013 já tinha insultado o treinador, enquanto jogador da Roma, quer em campo quer no Tweeter, depois de aquele apenas lhe ter dado 15 minutos de jogo numa partida contra a Lazio.
Ora bem, parece que temos aqui um perfil de jogador especial, para ser simpático. E lembro-me de um Presidente que tivemos, nos anos 80, acho eu, que dizia que o aspeto futebolístico era apenas uma das vertentes que motivavam a contratação de um jogador por parte do FC Porto. Ou seja, o clube não só procurava bons executantes como também bons exemplos do ponto de vista humano. Não sei se se lembram desse Presidente. Parece que as coisas mudaram e a atual direção parece ter como alvo um jogador desta idade e com este perfil. Eu espero que Osvaldo seja muito feliz connosco e marque muitos golos e, a dar um soco a alguém, que o faça ao Luisão, por exemplo.
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Pré-época: experimentar e observar

Descontando o facto de que ver o FC Porto perder é sempre uma tragédia, a derrota de ontem não me deixou assim tão apreensivo como à primeira vista seria de esperar.
Levamos apenas duas semanas de trabalho e os índices físicos em alguns jogadores (Tello e José Angel são casos evidentes) ainda estão muito longe do desejável. Ontem, o Borussia esteve fisicamente muito melhor que nós e isso foi visível na primeira parte, quando praticamente só por duas vezes chegámos com perigo à grande área adversária.
Mas a questão não foi apenas física. A fase é de experiências e de observações, o que quer dizer que, muito provavelmente, só vamos apresentar um onze próximo do titular no jogo de apresentação. Não acredito que o meio-campo da primeira parte se repita, com um Evandro, por exemplo, completamente desaparecido, junto a uma das linhas. Lopetegui estará a ver como encaixar alguns daqueles miúdos no onze, tendo em conta que, quando estiver bem, Imbula é titular… e Herrera (ainda) não saiu. Para além disso, ainda há contratações e dispensas a fazer.
É absolutamente inútil estar já a criticar A, B ou C, numa fase destas e devemos resistir à tentação de cair em comentários sentenciosos do género, “este não serve” ou “mais do mesmo”. Já li por aí gente a considerar o Bueno um craque no jogo com o Duisburgo, e ontem a compararem-no já ao Adrian Lopez. Calma, nem 8 nem 80.

Defender à direita

No dia em que faz dezoito anos que João Pinto pendurou as botas, surge a notícia que o FC Porto terá feito uma oferta a Bruno Peres, lateral-direito brasileiro do Torino. Houve quem se apressasse a questionar a relevância disto uma vez que há Maxi e há Ricardo Pereira, mas eu gostaria de lembrar que, na realidade, Ricardo é uma adaptação e o uruguaio – ele, também, uma invenção de Jorge Jesus – é o único lateral-direito que temos. E com 31 anos, convém não esquecer. Por isso, não me causa assim tanto espanto esta notícia. Numa perspetiva mais radical, mas nem por isso menos divertida, isto poderia signifcar a dispensa de Maxi Pereira, após um período à experiência nesta pré-época. Havia de ser giro.

Primeiros passos

Sobre o segundo jogo de pré-época, em que todos os jogadores tiveram oportunidade de jogar, não há muitas conclusões a tirar. Apenas o satisfazer da curiosidade em ver como se portam os novos.
Casillas não sofreu golos e assustou um avançado que lhe apareceu à frente. Que tenha sempre este efeito sobre os adversários. Maxi Pereira, que, como todos sabem, é o melhor lateral-direito do mundo, esteve bem e até fez um corte que o árbitro entendeu, erradamente, ser falta.
O meio-campo foi todo novo. Gostei de alguns pormenores de Imbula e de Bueno. Aquele, uma força da natureza, este, um jogador de fino recorte técnico (obrigado, Gabriel Alves), mas, à primeira impressão, algo macio na abordagem dos lances. O francês teve lá uma arrancada que deixou meia equipa alemã para trás e deu a ideia que quando estiver a 100% fisicamente vai dominar o meio-campo de ataque. Mas quem me encheu as medidas foi Danilo Pereira, muito bem nas recuperações e a sair com a bola. Na segunda parte, André André e Sérgio Oliveira mostraram, se alguém ainda tivesse dúvidas, que têm lugar no plantel. Uma nota para os que já estavam: Brahimi partiu aquilo tudo, Tello mostrou-se longe do jogo e Adrian Lopez não é deste filme.

A mãe de Maxi Pereira já falou

Pobo do Norte, através do seu enviado especial ao Uruguay, ouviu a mãe de Maxi Pereira que se referiu assim à transferência para o FC Porto:

“Estou muito feliz. É um grande dia para todos nós, na família, e acredito, também, para todo o Uruguay. Depois de tanto tempo fora do país, tínhamos a esperança de ver o Maxi representar um grande da Europa. Finalmente, graças a Deus, isso aconteceu hoje. Só espero que o clube anterior dele faça um jogo de despedida com o FC Porto para agradecer ao meu filho tudo o que fez por ele. O Maxi merece.”

Lembramos que estas são declarações exclusivas a este blogue. Pobo do Norte, sempre na vanguarda da informação.