O benficanthropus abjectus

A grandeza de um clube pode ser avaliada segundo vários critérios. Não falo da grandeza do tipo “clube mais grande”, com o maior estádio ou o maior número de garrafões per capita. Falo de critérios simples e objectivos: o maior número de títulos internacionais, por exemplo. Um clube pode ser avaliado, também, pelo tipo de adeptos que tem. E também pelo tipo de comentadores que frequentam os painéis desportivos das TVs e das rádios. No Sporting, a coisa é bastante heterogénea. Desde o bipolar Dias Ferreira ao elegante Rui Oliveira e Costa, nos comentadores sportinguistas, tudo pode acontecer. Pensamos no FC Porto e temos exemplos como Pôncio Monteiro, Guilherme Aguiar, Miguel Guedes e Rui Moreira. Pensamos no segundo classificado e temos os três estarolas que podemos ver na imagem (sem esquecer o casal homossexual João Botelho e Leonor Pinhão). A diferença é abismal. O nível, o discurso, os argumentos, a ironia. Não sei o que os adeptos do segundo classificado pensam de António Pedro Vasconcelos, Sílvio Cervan e Rui Gomes da Silva, mas não me admirava nada que idolatrassem aquele discurso arruaceiro, maledicente, fanfarrão e invejoso que os caracteriza. Afinal, do clube do bairro do Alto dos Moínhos jamais, em algum dia, apareceu nas TVs alguém com nível, o que desde já é indicador da qualidade pessoal deste tipo de sub-género humano que é o benficanthropus abjectus.

Deixo aqui o desafio para votarem no vosso animal de estimação preferido. Se quiserem, aquele a quem davam o empurrãozinho numa competição de bungee-jumping sem corda elástica. É o regresso das botações do Pobo do Norte. Na barra lateral.
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