Prémio "Engraçado, nós também"

“Teremos sempre esperança. Vamos encarar jogo a jogo e aguardar para ver o que acontece.”
Roberto, 17.11.10

Engraçado, Roberto, nós encaramos cada jogo teu com a mesma motivação: esperança que voltes a armar barraca, aguardando serenamente para ver o que acontece quando estás entre os postes (ou fora deles, como no golo do Varela).
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Comentário do dia

Sem desprimor em relação aos magníficos comentários com que os nossos leitores nos brindam, este é o comentário do dia:
Ao fim de algum tempo, o pessoal que trabalhava na FERTOR habituava-se de tal maneira que já nem sentia cheiro do composto fertilizante. O mesmo se passa com os frangos do Roberto. Já estamos tão habituados a ver o gajo a meter água, que já nem sabemos se é ou não é frango.”

Veio a propósito disto. Obrigado, van d’Alho.

Pensamentos soltos

Ainda não consigo estruturar muito bem as ideias em relação ao jogo de ontem e ao que senti no Dragão. Por isso, fico-me, para já, por estes pequenos apontamentos:
1. Há seis jogadores que tiveram o privilégio de estar ontem no Dragão e nos 5-1 do Olympiacos (2008/2009): David Luiz, Sidnei, Maxi Pereira, Carlos Martins, Ruben Amorim e… Belluschi. O nosso samurai da Argentina, em cinco jogos já disputados contra o segundo classificado – um pelo Olympiacos, quatro pelo FC Porto -, já leva um parcial de 15-3. Só por isto, já fica na História do clube. Por falar em História, há males que vêm por bem. Com a derrota de ontem, os benfiquistas podem estar descansados: os 7-0 de Vigo passaram à História.
2. A crítica é unânime em considerar que o Roberto não teve culpa na goleada de ontem. Eu discordo. Já se deram ao trabalho de observar o guarda-redes espanhol no primeiro golo? Então vejam e depois digam-me alguma coisa. Só assim se explica a baliza aberta que Varela não enjeitou.

5 minutos e um Lisandro

O Lyon esteve hoje a cinco minutos e um Lisandro de ganhar o jogo na Luz. Acredito que, se o jogo tivesse mais um bocadinho, os franceses teriam chegado ao empate. E, claro, um Lisandro faria toda a diferença. “Os jogadores do Lyon acarditaram que podiam dar a volta”, como disse o profeta, e até vimos o Weldon a chutar a bola para longe, com 4-2, para queimar tempo. Está tudo dito quanto à capacidade desta equipa, que se limitou a marcar de bola parada e de contra-ataque, contra um Lyon que andou a nanar durante 75 minutos. No finalzinho, tivemos a alegria da noite: o regresso de Roberto, el frangador, como que a dizer: “No me olviden, chavales”.