Figuras, figurinhas e figurões

Mourinho

Podemos gostar ou não gostar do estilo “eu contra o mundo” do Special One, mas a verdade é que a sua carreira é predominantemente feita de grandes vitórias, em grandes clubes, sempre com um traço pessoal muito vincado.

Diz ele, agora que Madrid ficou para trás, que o Chelsea e o Inter foram os seus dois clubes favoritos. Ter-lhe-ia ficado bem não “ferrar a mão que lhe deu de comer”- afinal, quem era José Mourinho antes do período em que orientou o FCP?

Para mim, o grande feito dele foi vencer a Champions com uma equipa portuguesa, com jogadores portugueses e estrangeiros mas feitos em “Portugal” (Alenitchev era o único com um percurso internacional assinalável). Não sei se isto será possível na próxima década.

Bruno de Carvalho

“Que os outros se habituem às derrotas!” terá dito o empertigado líder dos calimeros. Percebo a euforia de ganhar alguma coisa frente a uma equipa do FCP, mas conviria ter um bocadinho mais de noção do ridículo, tendo em conta que foi “apenas” a final da taça em andebol e o sétimo lugar na liga portuguesa de futebol ainda está “fresco”. Além do mais, existe quem de facto não se habitue, nem se deixe abater e quem por força da regularidade dos seus (maus) resultados não tenha outro remédio…

Sabemos que lhe dói muito o negócio do Moutinho, que no próximo ano jogarão para ficar no primeiro terço da tabela e que o futuro é tudo menos risonho. Mas tentar inventar um papão para fortalecer a imagem interna é um jogo perigoso – bastarão 2 ou 3 resultados menos bons no arranque da próxima temporada e o arrufo contra o PdC e o FCP de nada lhe servirão.

Se o Bruma valesse metade daquilo que a imprensa apregoa, a melhor coisa que o Pinto poderia fazer para calar este triste era oferecer-lhe um contrato irrecusável.

Reinaldo Ventura

Depois das cenas tristes no final do FCP-SLB em juvenis, o nosso capitão mostrou que é preciso saber vencer e é preciso saber perder: foi o primeiro a felicitar os adversários e a equipa não amuou, permanecendo em campo enquanto os benfiquistas recebiam o troféu e comemoravam. Mesmo para quem não vive de vitórias morais, este foi um “triunfo” importante para o nosso clube.

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