Guardião

Não vou falar da vitória da verdade desportiva leonina a que assistimos hoje em Alvalade. Não vou falar das declarações idiotas de Leonardo Jardim, Adrien & companhia. Não vou falar da tremideira que a nossa defesa revelou. Não vou falar da questão física que parece existir na equipa.
Vou falar do Helton. E será porventura injusto para ele que um texto destes surja numa altura em que se lesionou tão gravemente. Ele que já tanto fez pelo clube, que tanto defendeu as redes da nossa equipa, que é voz de comando, de revolta, de garra, de querer. Ele que também falha, como os outros. Um campeão que, hoje, teve o azar de se lesionar sem bola, naquele momento em que a bota se prendeu ao solo e não o deixou continuar. Naquele sítio onde a relva não nasce, como disse um dia um jornalista brasileiro. Acho que nunca tinha visto um olhar tão angustiado num nosso guarda-redes. Nem na pior das derrotas. Por isso estamos aqui para lhe mostrar todo o nosso apoio e desejar que a recuperação seja completa. Dure o que durar.
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9 thoughts on “Guardião

  1. Se em vez de se preocuparem com Manifestos Bosta, se preocupassem com o estado do relvado daquela latrina a que chamam estádio, talvez a lesao não tivesse acontecido. Mas como para aquela gente, o futebol em si nada interessa para nada, apenas os fait-divers, é isto que há. Um grande abraço para o nosso capitão. As melhoras.

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  2. Fazemos todos votos de rápidas melhoras e que entretanto o seu percurso sirva de exemplo, inspiração a novos valores do clube.

    Os festejos simiescos do energúmeno da voz abagaçada no fim do jogo só revelam a pequenez actual do clube de Alvalade, que exulta dessa maneira com tão parca vitória, manchada por erros graves de arbitragem, e pouco depois de se assistir à lesão horripilante de um jogador histórico na nossa liga. Parecia que o Fátima tinha acabado de tombar um gigante. Mas, se calhar, tinha mesmo…

    Que distância para outros tempos de indignação encapelada!

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  3. Só uma pequena achega sobre o tratamento que o derby de ontem recebeu, um pouco por toda a comunicação nacional.

    O manatim ponderado, que atende ao nome de Gobern, admitia que o FCP fora prejudica pelos árbitros, mas assinalava que o SCP jogara melhor. A insinuação velada à justiça do resultado, não obstante a sua falsificação, foi generalizada pelos opinadores das capelinhas. Tal é infame, hipócrita e o consciente desvirtuar da essência do jogo. Quem pretender divertir-se assistindo a ajustiçamentos, que vá a um tribunal. O âmago dos jogos, dos desportos, é o imponderável, a sorte, o “sabe-se lá”. Sem essa dimensão trágica, não haveria estádios. Mas sabemos como a comunicação social é afoita em aprofundar apoucamentos portistas. Nem um comentário ouvi à inacreditável carga de Cederico sobre as costas de Jackson, quando este tinha o golo feito. Nem na repetição. Só este lance, daria um penalty ao FCP e expulsão de Cederico, com vermelho directo (carga pelas costas sem intenção de jogar a bola, avançado apenas com o guarda-redes pela frente). Já a expulsão de Fernando se justificou com pruridos epidérmicos dos regulamentos. Grossa roubalheira? Não. É justiça, porque o SCP não merecia. Expliquem lá às hordas energúmenas a impossibilidade de um resultado falso ser simultaneamente justo…

    A não ser que a lagartagem perca os 5 pontos de vantagem, não prevejo que o execrável Bruno de Carvalho torne a abrir a bocarra abagaçada para se dirigir a árbitros. O seu objectivo desta semana foi cumprido; está a miséria servida. Pela minha parte, pode contar a partir de ontem com um atento adepto da desgraça sportinguista, cujo futuro opróbrio não hesitarei em zombar e festejar. Cá se fizeram, cá se pagarão.

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  4. Eu diria que é achabiano, mas seria pedante da minha parte, Ribeiro…

    Em resposta ao Movimento Basta, encetarei o Movimento Bosta, empresa unipessoal para enxovedo do Eixo da 2ª Circular, com especial incidência no clube do sapato de vela.

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  5. Não é pedante, não, André 🙂

    A personagem principal do livro Melville (para além do capitão Ahab) tem “Dick” no nome.

    E é bastante apropriado ao dito cachalote da RTP.

    Porque é com “caralhos” destes que temos que aguentar no canal pago por todos nós.

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  6. Eh pá, vocês os dois podiam fazer um programa numa rádio qualquer, que dariam 10 a 0 aos comediantes residentes. O que eu me fartei de rir só com esta caixa de comentários!

    Obrigado e continuem a deliciar-nos com pérolas como este!

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