ÚLTIMA HORA: FCP também "jantou" com a FIFA

“O departamento que gere as bases de dados da FIFA esclareceu à agência Lusa que a Taça Latina de futebol, que o Benfica conquistou em 1950, «não merece o reconhecimento oficial» do organismo.”


Entrevista de Pinto da Costa à RTP1

Acabei de ver a entrevista a Jorge Nuno Pinto da Costa na RTP1 e achei tão deprimente o trabalho de Fátima Campos Ferreira que me apeteceu por várias vezes mudar de canal. A senhora tem muito boa vontade, mas não percebe um corno de bola, ou, como diria Gabriel Alves, do “fenómeno futebolístico”. Um guião formado por um conjunto de perguntas desligadas entre si, algumas sem qualquer interesse jornalístico, entoações estranhas, exclamações a despropósito, muitas interrupções ao entrevistado, algumas gaffes (disse que o FCP tem 68 títulos, quando tem 69; apontou para a Taça de Portugal e disse que tínhamos ganho a “Taça da Liga”; chamou “Estádio das Antas” ao “Estádio do Dragão), de tudo um pouco houve nesta entrevista. Mais valia terem posto lá o Jorge Jesus a entrevistar.
Do nosso grande presidente não se ouviu grandes novidades, muito por culpa da condução da entrevista, mas também porque nesta altura já tudo foi dito sobre esta época maravilhosa. Ainda assim, ficou a certeza de que as cláusulas de rescisão de Falcao e Hulk (e de qualquer outro jogador…) serão para respeitar religiosamente. Fátima Campos Ferreira questionou-o sobre Fernando, porque “No Brasil, diz-se que já não volta“, ao que Pinto da Costa respondeu, por entre sorrisos “Eu se fosse ao Brasil também não voltava …

Pesadelos em azul e branco

Não há dia em que a sombra de Pinto da Costa e a ameaça do FC Porto não paire sobre as cabeças galináceas. E nem sei por onde começar.
A notícia de que o Tribunal Central Administrativo do Sul considerou inexistente a deliberação que castigou Pinto da Costa e o FCP (e, já agora, o Boavista…) constituiu mais um estrondoso abalo nas convicções benfiquistas, que têm coleccionado um tão grande número de derrotas neste processo que até dá pena. Eles, que sempre se consideraram isentos e impolutos, apesar das evidências em contrário, às quais nunca foi dada “importância devida”, quer pelo Procurador quer pela esposa do falecido benfiquista Saldanha Sanches, já não sabem para onde se virar.
Ontem, surgiu a notícia que os adeptos do segundo-classificado-a-19 pontos receberam a newsletter do FCP por engano e que o clube que processar judicialmente a Sportinveste pela ofensa. Achei fantástico. E imaginei o Sílvio Cervan ou o Rui Gomes da Silva ou até mesmo o imbecil que desejou a morte ao nosso Presidente a abrirem as suas caixas de correio e a darem de caras com uma mensagem de CAMPEÕES em azul e branco ou a agenda dos próximos jogos, que inclui o Jamor e Dublin.
O jornal i adianta mesmo que há na Luz uma espécie de paranóia em relação ao facto de os e-mails institucionais do clube poderem estar, desde há muito tempo, a ser lidos pelo FC Porto (a empresa que gere a coisa é a mesmo nos dois clubes). Um caso delicioso de espionagem, portanto. Será que é esta a razão pela qual tantos bons jogadores têm sido desviados da Luz para o nosso clube?
Mas o terror continua. Hoje, A Bola noticia que o Benfica quer evitar a todo o custo o desvio de Maxi Pereira para o Porto e que o empresário, que é o mesmo de “Cebola” Rodriguez, vem em “missão de paz”. Para além disso tem sido notícia o flagelo mental a que os benfiquistas têm estado sujeitos só com a possibilidade de o Porto se chegar à frente em relação ao Sálvio.
Perante tantos cenários apocalípticos, só lhes resta recorrer ao humor de Leonor Pinhão, que escreve na edição de A Bola de hoje: “Um grande Benfica estaria empenhado em bater a cláusula de Falcão”. Ao menos que haja sempre boa disposição!

Delgado em espanhol diz-se Gallardo

O jornalista Juan Ignacio Gallardo brinda-nos hoje, no jornal A Marca, com uma brilhante peça jornalística na qual acusa o FC Porto de ter jantado com o árbitro após a primeira mão do jogo das meias-finais. A fonte é credibilíssima, como se pode verificar através deste sucinto e científico “Según ha podido saber MARCA” (“Segundo o que apurou a Marca”). O texto evoca o processo Apito Dourado, confunde a justiça desportiva do Ricardo Costa com a justiça dos tribunais civis e apresenta um tom que eu até podia dizer que saiu directamente de uma qualquer redacção de A Bola qualquer, pela mão de um Delgado qualquer.

Actualização (16:28): estamos a seguir com toda a preocupação este caso, que promete fazer do discurso de Sócrates um fait-divers. O MaisFutebol, preparem-se, caríssimo leitores, o MaisFutebol adianta, numa revelação explosiva, que… “A UEFA ainda não tem posição sobre o alegado jantar”! É a verdadeira “não-notícia” do mais puro “não-jornalismo”. pobo do Norte sabe de fonte segura que Bin Laden ainda não comentou a notícia e podemos assegurar que não o fará nos tempos mais próximos!

Actualização (5-5/00:13): A ligação foi deixada na caixa de comentários pelo leitor Nuno, mas merece ficar em local mais visível. Então, aquando da “inauguração do novíssimo” Departamento de Conservação e Restauro do segundo classificado a 21 pontos, em Novembro de 2010, o jornal Marca ofereceu a primeira página da sua edição de mil novecentos e troca-o-passo, quando eles ganharam uma Taça dos Campeões, da altura da TV a preto e branco. E adivinhem lá o nome do ilustre jornalista que entregou, em mão, a dita primeira página a Vieira? Exacto, Juan Ignacio Gallardo, o mesmo do artigo sobre o jantar. Há coincidências do catano!

Falcao Viagens – Próximo destino: DUBLIN

Perdi as finais europeias de 2003 e 2004 e, na altura, jurei que haveria de ir à próxima. Porque teria de haver uma próxima. Ainda faltam 90 minutos, mas aqui está ela ao virar de um “intervalo” em que estamos a ganhar por 5-1. O Nilmar disse no fim do jogo do Dragão que tudo é possível em futebol, mas eu não acredito que possamos sequer perder o jogo no El Madrigal, por muito boa equipa que o Villarreal seja, sem dúvida a melhor que defrontámos esta época.
Na primeira parte, não jogámos mal, como alguma comunicação social pareceu querer dizer. É correcto dizer que o Villarreal criou mais oportunidades do que nós, e nesse sentido não estou de acordo com o nosso treinador, mas nós também chegámos à área adversária com perigo. O problema é que houve nervosismo a mais e discernimento a menos em alguns dos nossos jogadores, o que desequilibrou a equipa. Fernando, Álvaro Pereira e Guarín foram exemplo disso nos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, todos vimos o que aconteceu. Caímos autenticamente em cima do adversário, não o deixámos respirar e fomos altamente eficazes. Viveu-se no Dragão um ambiente fenomenal, uma energia positiva que tem pontuado esta caminhada que todos queremos que culmine com o erguer da taça, em Dublino, pelas mãos de Helton.
PS – Não falei em Falcao neste texto. Palavras para quê?

Understanding Jesus

Para quem é católico, compreender Jesus, o Messias, é uma questão de Fé, de crença em algo transcendente. Para quem é benfiquista, compreender Jesus, o treinador, é uma questão de sorte: depende das palavras que ele se lembra de utilizar e da forma como as organiza em frases. Hoje, o jornal A Bola adianta que, pelos vistos, esta angústia do adepto na hora da conferência de imprensa de Jesus se estende aos seus próprios jogadores. Agora já não foi o Carlos Xistra, nem o Gaitán, nem o Sálvio. Agora foram os jogadores que “não entenderam as indicações de Jesus” e que “comentaram que a estratégia para evitar eliminação não ficou clara” (se calhar foi às escuras). Cada vez estou mais convencido de que o pior que lhes aconteceu foi terem ganho 2-0 no Dragão e ficado sem saber o que fazer na segunda mão. Atacamos? Levamos com o Hulk e companhia no contra-ataque. Defendemos? Levamos com o Hulk e companhia na mesma. Que fazer, perguntaram eles, virados para o treinador. “Eh pá, o Jara joga andbóle, o Saviola margulha, e o Carlos Martins e o Coentrão berram com o árbito. O resto vem por acrechento“. Para acrechentar à confusão, ontem, o jornal oficioso do Benfica noticiava que, depois de Cardozo ter marcado o penalti, Carlos Martins “foi ao banco perguntar as regras“: “É preciso marcar mais?“. Mas estes tipos existem mesmo ou são personagens dos Monty Python? Pelos vistos existem! E nós agradecemos!