Um fim-de-semana jeitoso

Quando se ouve Jorge Jesus dizer, na conferência de imprensa, que Ramires e Di Maria saíram para “clubes financeiramente, repito, financeiramente melhores que o Benfica… porque no resto não o são“, percebe-se por que é que aquele clube continua a fazer parte do anedotário futebolístico nacional. Mas dizer “massacrámos a Académica” – repare-se no verbo utilizado -, sem nunca referir o pormenor de terem jogado a maior parte do jogo contra 10, já não dá vontade de rir. Este Jesus pode ser grande na hora da vitória, mas na hora da derrota – e vão três seguidas – representa bem a pequenez intelectual do clube que lhe paga o ordenado. Eu apenas vi os últimos vinte minutos do jogo de hoje, mas ainda fui a tempo de ver mais uma agressão de David Luiz passar impune, quando, para ganhar posição ao Sougou, lhe aplica uma cotovelada no tórax. Isto, a dois metros do fiscal de linha.
O Sporting perdeu ontem na Mata Real. Eu não vi o jogo, mas reza a opinião do meu amigo poncio que os leões não estão a jogar nadinha. O sempre insuspeito Record não faz a coisa por menos e aplica um doloroso “Este Leão nem arranha” na primeira página.
Quanto a nós, a vitória foi mesmo o mais importante. A exibição foi fraquinha, principalmente na primeira parte. E o futebol tem destas coisas: Belluschi e Varela, que tinham sido os melhores na Supertaça, ontem foram os piores em campo. Só com a entrada de Guarín – um verdadeiro tornado em campo, para o bem e para o mal – é que o nosso meio-campo começou a mexer e os lances de perigo começaram a aparecer. A vitória foi justa e surgiu na sequência de um penalti bem assinalado pelo árbitro, por muito que os Ruis Santos deste país torçam o nariz.

Os Campeões (ainda) somos nós

Passei há bocado ali pela Rotunda da Boavista e não vi ninguém que tivesse reserbado aquele local na semana anterior para os festejos de não-sei-o-quê. Pensei que ia haver festa, mas, pelos vistos não houve. A avaliar pela generalidade da imprensa, que no outro fim-de-semana não se cansava de dizer “Título adiado para o Dragão“, a coisa estava já praticamente decidida antes do tempo, não se admitindo que, no Dragão, houvesse outra coisa que não o “título”. O próprio Jesus, fiado num qualquer milagre, dizia, como o amigo André Pinto bem apontou, que iam ao Dragão “confirmar” o título. Sim, confirmar algo que não têm, mas que vem sendo assinalado por muitos como “natural”, há muito tempo…

Foi por estas e por outras que a vitória de ontem me soube imensamente bem. A sério. Ainda para mais quando ela foi obtida a jogar com os jogadores “possíveis” (ausências de jogadores fulcrais como Falcao, Varela e Ruben Micael), com menos um em campo, (numa habilidade de Olegário Benquerença, que não quis fazer ao Di María o que fez ao Fucile), e com a maior presença de adeptos benfiquistas que o Dragão já viu. Só tive pena que a polícia de choque não lhes tenha reserbado as costas para os cacetetes quando se puseram a lançar petardos para o meio dos adeptos portistas. E isto comparado ao brutal apedrejamento de que o autocarro benfiquista foi alvo (o veículo ficou irreconhecível, sem poder transitar e foi directo para a sucata), de que a imprensa fez caso nacional, não foi nada, claro. Já estamos habituados.

Sobre o jogo em si, gostei da capacidade guerreira da nossa equipa. Achei que ontem vimos o FC Porto que faltou em momentos-chave no campeonato. Vimos uma atitude, diria eu, à Mourinho (desculpa, lá, Jesualdo). Esta vitória, aliás, fez-me lembrar uma outra, do tempo de Mourinho, contra o mesmo opositor em que, com menos um, virámos o resultado. Ontem, o grande destaque, na minha opinião, foi para Guarín e Bellushi, dois não-titulares na maior parte da época. Mas a nossa defesa também esteve bem, com situações de perigo resolvidas com grande classe, com Álvaro Pereira e Rolando em plano de destaque. Beto fez a melhor exibição ao serviço do FC Porto e deve ter carimbado a ida ao Mundial. O visitante, por seu lado, jogou com todo o seu dream-team e foi derrotado por um conjunto de rapazes que raramente jogaram juntos dois jogos seguintes esta época e com menos um em campo durante toda a segunda parte. Magnífico.

Já li por aí muita gente com fé num golpe de teatro na última jornada. Deixem-se disso. Não acredito que o clube do bairro do Alto dos Moínhos perca em casa com uma equipa em baixo de forma e sem nada a conquistar como o Rio Ave (e já agora, será muito difícil que o Braga vença o Nacional, que ainda tem aspirações à Euroliga). Não nos esqueçamos que há sempre um João-pode-ser-Ferreira pronto a abrir caminho com um penaltizito ou uma expulsão nos primeiros cinco minutos. Se tal não acontecer por iniciativa arbitral, haverá sempre um Delson qualquer a provocar um penalti e a expulsar-se cinco minutos depois. Ao contrário do que se diz, a História repete-se, e todos nos lembramos da forma como este clube ganhou o campeonato com Trapattoni na liderança. Por isso, não se iludam. Aquilo que me traz alguma satisfação é constatar que, afinal, a equipa maravilha que, de forma demolidora, passeou classe por este campeonato, goleou este e aquele, deu tantas manchetes eufóricas aos pasquins do costume, vê os seus jogadores todos os dias cobiçados pelos tibarões europeus, a equipa que tem um treinador genial com uma visão única, só comparável aos Mourinhos, Guardiolas e Wengers deste mundo, afinal essa equipa apenas ganha o campeonato na última jornada! Há coisas, realmente, inexplicáveis!

Nós falhamos e o Paixão decide

Eis a receita para se dizer adeus a um campeonato:

1. Falhar quatro ou cinco golos só com o guarda-redes pela frente.

2. Ver o árbitro sonegar um penalti escandaloso sobre o Ruben Micael.

3. Levar com o anti-jogo do Leixões (que Deus o envie e mantenha na 2ª divisão).

Depois deste bom jogo que fizemos – apesar das contrariedades acima referidas – tenho a certeza de que estamos a construir uma equipa para mais uma série de vitórias em campeonatos seguidos. Resta saber se com Domingos, Vilas-Boas ou Jorge Costa.

Qualidade

Segundo a imprensa, Rúben Michael está (finalmente, digo eu) a caminho do Dragão. Será tarde demais? Será o suficiente para dar “cola” ao futebol daquele meio-campo sem alma? Uma coisa é certa, Bellushi deve ter tido contra o Paços a sua última oportunidade de se afirmar como “playmaker”. E Tomás Costa, um daqueles em que contra todas as vozes eu acreditei, também não me parece que mereça um lugar no 11 inicial.

O jogo de ontem foi o espelho de como é possível perder (mais) 2 pontos num jogo aparentemente fácil. Como? Não apertando com o adversário desde o início, deixando para o fim a pressão sufocante com a qual o jogo deveria ter sido iniciado. Claro está, o Porto não venceu por aselhice própria (a cabeçada do Falcao ao lado, ainda da 1ª parte, é daquelas que não dá para falhar), por sorte alheia (o guarda-redes do Paços fez 2 ou 3 defesas fantásticas) e, para não variar, por influência directa da arbitragem, que inventou um fora-de-jogo ridículo. Mas o FCP já venceu campeonatos em circunstâncias mais adversas: onde está a razão de tanta intranquilidade?

A verdade é que falta qualidade, daquela que decide jogos. Temos montes de jogadores “acima da média”, esforçados e, aqui e ali, com momentos de inspiração (Álvaro Pereira, Fernando, Varela, Rodriguez, Fucile e, num patamar abaixo, Guarin, Tomas Costa, Mariano, Sapunaru e muitos outros). Mas não é este o tipo de jogador que faz a diferença quando as coisas estão “pretas”, quando o adversário parece ter toda a sorte do mundo pelo seu lado, quando o Sr. de preto inclina o campo em nosso desfavor. Estes são “apenas” os que preenchem os espaços. E jogadores dos outros, daqueles que decidem jogos não por mero acaso mas com frequência, o Porto tem poucos e nem todos se têm exibido ao nível que é suposto apresentarem: Bruno Alves, Meireles, Falcao e Hulk. Convenhamos que é pouco para tanta ambição.

Em suma: a velha política de comprar relativamente barato e em quantidade, aguardando que na molhada venha um Lisandro em potência, foi dando para o consumo interno enquanto os nossos adversários não deram o salto em frente, isto é, enquanto não investiram pela certa (independentemente da maneira misteriosa como o dinheiro surgiu, de repente, para tantas aquisições milionárias). O Porto tem quase tantos pontos como tinha no momento equivalente da época passada – o problema é que, com grande probabilidade, vai hoje ficar a 6 pontos da liderança. Sem cair na vertigem popularucha de achar que a nossa equipa vai melhorar se o PC desatar a comprar mais um saco cheio de argentinos desconhecidos, acredito que vale a pena investir no Ruben, recuperar o Pedro Mendes e também o Evaldo (que já fez parte da equipa B). Já agora, porque não dar uma oportunidade imediata ao Ukra?

Acreditar ou não acreditar: eis a questão

No dia seguinte a o sítio oficial do FC Porto ter revelado que o jornalismo de A Bola é bonzinho para o SLB (por falar em Bonzinho, lembram-se disto?), foi a vez de constatarmos que os árbitros insistem em serem mauzinhos para nós, impedindo-nos de, por exemplo, marcar golos.

Ontem, mais uma fez, cortaram as asas ao Falcao num fora-de-jogo muito mal tirado e que daria, por certo, uma história muito diferente àquele jogo. Ainda assim, o colombiano foi capaz de voar para o golo do empate e mostrar, mais uma vez, que golos difíceis é com ele. Bolas fáceis, não dá pica.

Independentemente do erro decisivo da arbitragem, o FC Porto não jogou grande coisa. A segunda parte, então, foi confrangedora, sabendo-se que precisávamos de ganhar. Foi preciso um golo do Paços para nos atirarmos definitivamente para cima deles. Aliás, situação já vista noutros jogos. Parece que precisamos de um golo do adversário para começarmos a jogar. O segredo, digo eu, é deixá-los marcar cedo no jogo, para nos dar tempo de recuperar.

Este empate, se os nossos directos adversários ganharem, tornará muito difícil o penta. Seis pontos para duas equipas é muita coisa ainda para mais sabendo que, a jogar assim, vamos de certeza perder mais pontos. E na segunda volta não devíamos perder nenhum.

A notícia da contratação de Rúben Micael – obrigado, Sr. Presidente – tem o timing perfeito do ponto de vista da SAD, mas não faz esquecer o momento mau que atravessamos. Ainda assim, espero que o médio criativo do Nacional venha fazer aquilo que Lucho não pôde em Janeiro de 2005 quando o FC Porto não conseguiu trazê-lo no mercado de Inverno: lançar-nos na direcção do pentacampeonato. Eu acredito!

A Académica é um Barcelona (mas sem os jogadores)

Ontem fez-se mais uma goleada na Luz (e mais um ou outro penalti por marcar contra os da casa), mas isso não me preocupa, porque sei que quando, daqui a quinze dias, sairmos de lá com uma vitória, todo o castelo de cartas benfiquista se desmoronará. O que me deixa, nesta altura, apreensivo é o estado lastimável daquele relvado, suficiente para pôr em perigo a saúde física dos nossos jogadores (que estão habituados a jogar nos melhores palcos europeus). Creio mesmo que o passaroco que costuma almoçar um naco de carne antes de cada jogo, ontem, contra a Académica, falhou o seu objectivo porque terá confundido uma bola de lama com um suculento pedaço de vaca (ou será de cabrita?) a que está habituado. Não concordo com a opinião de alguns de levarmos os juniores à Luz (a exemplo da ameaça que pairou no ar antes do jogo em Oliveira de Azeméis) porque estaríamos a hipotecar o futuro de algum reforço de qualidade para a equipa principal.
No jogo de ontem, do qual vi dois terços, admirei a forma como a Académica se estendeu ao comprido. Literalmente. Aquilo parecia o Barcelona a jogar, só com a diferença de não serem os jogadores do Barcelona que estavam em campo. Parece que toda a gente ficou satisfeita com o facto de a Académica ter jogado “de igual para igual” com o adversário, numa atitude que recebeu elogios da comunicação social e até de Jesus (ele que não se cansa de repetir que os adversários vão à Luz para perderem por poucos), mas não criticaram quando esta mesma Académica trouxe o autocarro ao Dragão. Nessa altura chamaram-lhe “brilhantismo táctico”. Desconfio que se estas duas prestações da Briosa tivessem acontecido ao contrário, as análises sofreriam, também elas, uma pirueta…
Voltando ao jogo que nos dará o primeiro lugar do campeonato, daqui a quinze dias, é evidente que sabemos reconhecer que este Benfica tem qualidades. Mas também tem defeitos. Um deles, desde que haja coragem por parte dos árbitros, chama-se David Luiz. O rapaz é bom jogador, mas não é forte psicologicamente. Temos, pois, de colocar grande pressão pelo seu lado, obrigá-lo a cometer erros, obrigá-lo a “passar-se da cabeça” (eu sei que já não temos o Quaresma…). Por outro lado, há que ter esperança num árbitro que saiba marcar as faltas quando ele as comete (principalmente as que acontecem dentro da grande-área) e que o saiba punir disciplinarmente. Coisa que não aconteceu ontem.

Hulk-independência

Haverá muita gente ainda a pensar como foi possível dar chapa quatro àqueles que eliminaram o “dream-team” da segunda circular da Taça de Portugal. Eu tenho três sugestões:
1. Hulk no banco. Jogámos como uma equipa. Solidária, em bloco.
2. Varela e Rodriguez. O primeiro a mostrar que é, nesta altura, um jogador fundamental, precisamente por ser tudo aquilo que Hulk não é. O segundo a subir de forma a olhos vistos.
3. O regresso de Fucile. Com ele, a equipa solidifica a asa direita. E Varela tem ali um apoio basilar.
Os sinais de retoma que identifiquei no jogo com o Rio Ave confirmaram-se hoje, com uma das melhores primeiras partes da época, contra uma equipa que vinha, também ela, a mostrar grande evolução. Aqueles vinte minutos iniciais da segunda parte foram assustadores e chegou a pairar a ameaça do empate, mas o terceiro golo (contra a corrente e caído do céu… tal como tinha sido o golo de Andrezinho) acabou com as pretensões vitorianas e colocou-nos definitivamente a mandar no jogo. Guarín entrou muito bem, e foi ele quem liderou a equipa na parte final do jogo. Eu dava-lhe a titularidade em Madrid, fazia descansar o Fernando e, se calhar, punha o Meireles na posição seis. O Belluschi, esse precisa de jogar sempre, para se ir adaptando aos colegas (foi Jesualdo que disse…), e, apesar do erro que esteve na origem do golo do Vitória, gostei da sua exibição.

A small step for man…

Será desta?

O ponto de viragem numa época que tem sido demasiado cinzenta? Será este? Devo confessar-vos que esta tarde, em conversa com um amigo sportinguista, dizia que muito do que se passaria de hoje em diante no campeonato estaria dependente do resultado do FCP em Guimarães. E, felizmente, o Porto fez mais do que suficiente para merecer a vitória, ainda que o início da segunda parte tenha sido penoso. Para a semana, o FCP recebe o Setúbal e o SLB vai a Olhão, dois jogos que não deverão alterar quase nada na classificação geral. Claro está, se o André Vilas Boas não for capaz de atrapalhar os vermelhos na Luz…

Uma Vitória gordinha

Concretizamos oportunidades, lutamos, sofremos e acabamos a golear. A diferença para outros jogos? Está na felicidade de marcar em momentos cruciais do jogo (e no azar de sofrer um golo mesmo antes do intervalo, não é?) mas a sorte procura-se e neste FCP quem procura mais a sorte é um indivíduo chamado Raúl Meireles, que depois de ter iluminado a selecção no jogo com a Bósnia parece outro jogador. A outra diferença chama-se Bellushi, que jogando pouco ou muito, se faz notar no meio campo de ataque. Por último, refira-se o significado de ter o Fucile no lugar de um romeno que tem mostrado não ter categoria para ser titular do Porto, bem como o regresso do Varela, que tem sido a grande surpresa da época portista.

Sempre quero ver o que é que os jornais desportivos de sábado vão dizer sobre este jogo. Depois do épico “Jesus conquista Vitória em Guimarães” suportado num triunfo magro, mesmo no final do encontro e contra 10, este 4-1 merece o quê?

Sinais de retoma

Começo por um apontamento humorístico, mais um dos muitos que a nossa comunicação social nos oferece. A Bola online publica uma série de fotos do jogo FC Porto-Rio Ave e, numa delas, coloca a seguinte legenda: “Varela levanta-se depois de perder a bola para Gaspar“. A imagem é esta e, com alguma atenção (não é preciso muita) podemos observar o público nas bancadas de braços no ar (estarão a festejar a perda de bola do Varela?) e a cara de chateado do Gaspar (“eh pá, que chatice, voltei a roubar a bola ao Varela”). O Varela, esse prepara-se para correr, não sei para onde, possivelmente festejar um golo que o jornalista de A Bola não sabe que aconteceu.

Este jogo trouxe-nos alguns sinais de retoma que, sendo previsíveis, não nos deixam ainda confiantes quanto ao momento da equipa. Desde logo, a subida de forma de Meireles, Rodríguez e de Hulk e os regressos de Fucile e Varela. Eles foram os responsáveis pela melhoria exibicional em relação aos jogos com o Belenenses e com o Marítimo (em relação a este último, não era difícil melhorar…). Criámos oportunidades e chegámos a encostar o Rio Ave às cordas. O problema chamou-se, mais uma vez, finalização. E neste capítulo, Falcao esteve em destaque pela negativa. Começo a pensar se teremos ali uma espécie de Pena. Depois de um período fulgurante, a queda… Será? Por mim, continuo a achar o Radamel o melhor que temos no plantel para aquela posição e o seu trabalho durante o jogo é muito útil.

Sinais de preocupação vieram de Fernando e de Álvaro Pereira. Do primeiro, não lhe conhecia esta faceta de falhar tantos passes. Parece mais interventivo na contrução de jogo, mas mais sôfrego. Quanto ao lateral uruguaio, quanto mais avança o campeonato, mais me lembro de Cissokho… A incorporação de Maicon no eixo da defesa foi uma surpresa para mim. Não tendo sido posto à prova de modo intensivo, não esteve particularmente bem no passe. Não foi por este jogo, mas entre ele o Nuno André Coelho, prefiro o português…

Foram três pontos importantes, porque podem signficar o encurtamento da distância para o primeiro classificado, que para já, é de três pontos. Três pontos que cada portista disposto a enfrentar o frio desta noite mereceu em pleno (excepto os que foram lá para assobiar).