As três manchetes de hoje

A vitória de ontem do Braga deixou-me curioso em relação a como seriam as capas dos desportivos de hoje. Pois bem, tivemos direito a três capas diferentes. As de A Bola e O Jogo regeram-se por critérios puramente desportivos e, naturalmente, deram destaque à proeza bracarense. Pena que este critérios puramente desportivos e eticamente justos sejam esquecidos por A Bola na maioria dos feitos do FC Porto (falo de vitória em jogos importantes, não em conquistas de grandes troféus). A capa de O Jogo é particularmente feliz porque dá destaque ao que raramente parece nas primeiras páginas: os adeptos. E graficamente está muito bem conseguida. Depois, temos o Record, esse lixo jornalístico, para quem tudo o que está acima do Tejo é paisagem, preferindo fazer manchete com um suplente do Grémio de Porto Alegre que vem substituir Ramires.

Obrigado, LFV!

Nunca pensei utilizar as páginas virtuais do Pobo do Norte para fazer o que vou fazer, mas cá vai. Obrigado, Luís Filipe Vieira, presidente do clube do bairro do Alto dos Moínhos. E porquê? Porque a manchete de A Bola de hoje é composta por uma frase que é toda ela um elogio do FC Porto dos últimos 30 anos. Nunca pensei ver assim reconhecido, finalmente, o valor das nossas vitórias. “Verdadeiros campeões não ganham só uma vez”. Obrigado pelo reconhecimento!

O pior onze do Barça

Os leitores do jornal catalão Sport tiveram a oportunidade de eleger o pior onze do Barcelona dos últimos anos. Nos eleitos, temos alguns jogadores bem nossos conhecidos. Desde logo, a lateral-direito, Okunowo, que passou pelo clube do bairro do Alto dos Moínhos. Lembram-se? Nós até lhe dedicámos, aqui, no Pobo do Norte, um lugar num onze fantástico de estrangeiros desse clube. No meio-campo, o brasileiro que um dia mandou Peseiro “tomar no cu”, de seu nome Fábio Rochemback. No ataque, pelo lado direito, Geovanni, outro jogador que pisou os nossos relvados, de milhafre ao peito. No ataque, temos Maxi Lopez, um jogador que, embora nunca tenha jogado em Portugal, animou, e de que maneira, um certo defeso porque era um dos alvos prioritários do clube que vocês sabem.


Podem ver a votação completa aqui. Causa-me estranheza o facto de Vítor Baía não ter sido eleito o pior guarda-redes, tal como os adeptos do anti-porto f. c. (liderados por esse vulto do jornalismo chamado Jorge Baptista) por certo desejariam. Mas se calhar os adeptos espanhóis é que não percebem nada disto.

Asneira da grossa

Ontem finalmente tivemos alguma emoção genuína neste Mundial, um torneio que, salvo raras excepções, tem sido um longo bocejo. A animação inesperada chegou através – de quem poderia ser? – dos árbitros, que fizeram asneira da grossa. Refiro-me mais concretamente aos “bandeirinhas”, que avaliaram mal dois lances que, aparentemente, seriam de fácil avaliação.

A Alemanha viu finalmente vingado o lance de 66 contra a mesma Inglaterra. Na altura, a bola não entrou e o árbitro validou o golo. Ontem, a bola esteve bem meio metro dentro, mas o árbitro não deu o golo. Lampard levou as mãos à cabeça, os adeptos ingleses apuparam o árbitro, mas, em boa verdade, a Alemanha foi bem mais equipa do que os súbditos de Sua Majestade. O erro foi muito determinante no resultado, mas algo me diz que os alemães ganhariam o jogo. É impressionante o contra-ataque desta selecção, um grupo muito longe daquele estilo frio e calculista de outros tempos.

À noite foi a vez da Argentina beneficiar de um erro de arbitragem grosseiro (onde é que já vimos isto?). Não consigo perceber como é que um fiscal-de-linha não vê aquele fora-de-jogo. Creio mesmo que é daqueles lances em que o árbitro principal tem obrigação de intervir, pois não havia sequer um jogador entre o Tevez e a baliza. Não está em causa a superioridade da equipa argentina, mas o México estava a jogar muito bom futebol, já tendo inclusivamente acertado na trave. Em termos defensivos, a asneira que permitiu o segundo golo não dava grandes garantias, mas o ataque do México é muito bom (Hernandez é um grande jogador). A um outro nível, continua a irritar-me muito o “espectáculo” Maradona, a sua propensão para se fazer notado no banco…

Quando escrevo este texto, a Holanda já derrotou a Eslováquia, uma das boas surpresas deste Mundial. Só uma pergunta: quantas vezes já vimos o Robben marcar golos como o que hoje marcou? Este é um daqueles lances do Robben que vem nos livros, que toda a gente conhece e testemunhou por dezenas de vezes. Como é que ainda há defesas que permitem um lance assim?

Última referência para os tradutores da SportTV. Acabei de ver o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, a comentar a derrota contra a Alemanha. A certa altura, refere-se ao “third umpire” no cricket, como sendo uma vantagem para o desporto, que o futebol podia aproveitar (a introdução de um terceiro árbitro). Na tradução, surgiu “o terceiro império”. Asneira da grossa, senhores da SportTV!

Sick

Estou profundamente chocado com as palavras que ouvi hoje, na SIC Notícias, da boca de Rui Santos. À pergunta para comentar o pedido de Pinto da Costa de um apito encarnado, Rui Santos não comentou o facto em si, preferindo proferir uma série de insultos às figuras do nosso Presidente e do nosso clube que me enoja reproduzir aqui. Não se inibiu, inclusivamente, de se referir à figura de José Maria Pedroto como um dos criadores de uma estratégia obscura de divisão do país, de procura de inimigos, etc… Patético e nojento!

Tudo isto, no mesmo dia em que nos Barreiros, a fabricação de um título por outro lado teve mais um capítulo. O mais engraçado é que esse mesmo Rui Santos apontou uma série de erros que beneficiaram o clube do bairro do Alto dos Moínhos (e sim, o Ramires, em fora-de-jogo posicional, condiciona a acção do guarda-redes do Marítimo!). O título, a partir de hoje, está entregue, meus amigos. Comecemos a preparar um novo ciclo-tetra, tentando lutar por um lugar na Champions League (sim, ainda credito no segundo lugar!)

A SIC descobriu hoje, também, que o Falcao marcou o golo do empate com a mão. Não vi a peça jornalística, mas li que eles fizeram mil e uma ampliações com bolinha à volta de não sei o quê, tudo para provar o que não pode ser provado. Haja decoro, meus senhores ditos jornalistas!

Meus amigos, estamos entregues à bicharada, como já ouvi dizer por aí. Está criada uma rede vermelha na comunicação social que pretende, acima de tudo, branquear todo o tipo de polémica em que o terceiro classificado da época passada esteja envolvido. Depois, acabar connosco e criar a necessária onda vermelha que faça regressar o país a outros tempos. Resta-nos contarmos com a nossa própria força e capacidade de constante regeneração.

Acreditar ou não acreditar: eis a questão

No dia seguinte a o sítio oficial do FC Porto ter revelado que o jornalismo de A Bola é bonzinho para o SLB (por falar em Bonzinho, lembram-se disto?), foi a vez de constatarmos que os árbitros insistem em serem mauzinhos para nós, impedindo-nos de, por exemplo, marcar golos.

Ontem, mais uma fez, cortaram as asas ao Falcao num fora-de-jogo muito mal tirado e que daria, por certo, uma história muito diferente àquele jogo. Ainda assim, o colombiano foi capaz de voar para o golo do empate e mostrar, mais uma vez, que golos difíceis é com ele. Bolas fáceis, não dá pica.

Independentemente do erro decisivo da arbitragem, o FC Porto não jogou grande coisa. A segunda parte, então, foi confrangedora, sabendo-se que precisávamos de ganhar. Foi preciso um golo do Paços para nos atirarmos definitivamente para cima deles. Aliás, situação já vista noutros jogos. Parece que precisamos de um golo do adversário para começarmos a jogar. O segredo, digo eu, é deixá-los marcar cedo no jogo, para nos dar tempo de recuperar.

Este empate, se os nossos directos adversários ganharem, tornará muito difícil o penta. Seis pontos para duas equipas é muita coisa ainda para mais sabendo que, a jogar assim, vamos de certeza perder mais pontos. E na segunda volta não devíamos perder nenhum.

A notícia da contratação de Rúben Micael – obrigado, Sr. Presidente – tem o timing perfeito do ponto de vista da SAD, mas não faz esquecer o momento mau que atravessamos. Ainda assim, espero que o médio criativo do Nacional venha fazer aquilo que Lucho não pôde em Janeiro de 2005 quando o FC Porto não conseguiu trazê-lo no mercado de Inverno: lançar-nos na direcção do pentacampeonato. Eu acredito!

Até queima!

Jornalista e empresário?

O Labaredas tem optado por ignorar a corja que se alimenta de veneno e histerismo antecipado, mas chega-se a um ponto em que até a paciência de Dragão tem limites… Este «fogacho» é simples: que moral ou sentido crítico tem um jornalista-empresário de jogadores? Não tem nenhuma. Só mesmo a falta de decoro (e A Bola…) lhe permite emitir opiniões.

«Esta semana, pareceu-me ouvir alguém pedir que se faça “um apito encarnado”. Desconheço se é preciso. Mas é preciso ter lata.»

João Bonzinho, A Bola, 15 de Janeiro de 2010

«Fui confrontado com a hipótese de rumar ao Benfica por duas figuras do jornalismo nacional, e em especial da Imprensa desportiva: Leonor Pinhão, assumida benfiquista do jornal A Bola, e João Bonzinho, que também pertence ao mesmo jornal e que nunca fez questão de negar as suas cores clubistas. Foi-me dito que ambos tinham ligações próximas com a direcção do Benfica» (…) «Assinei contrato pelo Benfica, no Bairro Alto, na casa de Leonor Pinhão e do seu marido, o realizador João Botelho. Para além dos dois, estavam lá João Bonzinho, Jorge de Brito, como representante do Benfica, e o meu jovem advogado»

Fernando Mendes, Jogo Sujo

http://www.fcporto.pt/Clube/Labaredas/noticialabaredas_labaredas_150110_49373.asp