Sofre sofre, Dragão, sofre

Sofrer com o União da Maderia e acabar o jogo a chutar bolas para a frente sem critério é mesmo um sinal dos tempos. Depois de uma primeira parte assim-assim e de uma entrada na segunda metade com um golaço do melhor em campo, nada faria prever a derrocada que aconteceu. Ou melhor, as autoestradas sem portagem de que os avançados do União fizeram excelente proveito. Felizmente que o único lance que correu bem a Corona em todo o jogo foi precisamente o do golo da vitória. Este mexicano que causou tanto entusiasmo nos primeiros tempos em que chegou é hoje uma espécie de jogador de futsal a tentar adaptar-se ao futebol de 11. Chega a ser exasperante.
Já falei do melhor em campo? É que não é só criticar. Hector Herrera foi sempre o mais esclarecido e aquele que teve mais arte para levar a equipa para a frente. Mas tentar extrair mais “coisas bonitas” (como diria Artur Jorge) deste jogo com o União é um exercício complicado.
PS – Ir ao estádio em noite gelada e ver a equipa a jogar pouco já é sofrimento que chegue. Agora, ter de levar, ainda por cima, com o som da aparelhagem no volume máximo é tortura. Querem espantar os poucos adeptos que lá vão de vez?
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