Silly-season em janeiro

Depois de Suk, chega José Peseiro. Em seguida sai Tello (já foi tarde…). Com o novo treinador ao leme, e na ressaca de mais uma pobre exibição – salvou-se a vitória, que era, neste momento, o mais importante – chegam José Sá e Marega. Fala-se em mais um ou outro nome. É uma pré-época em janeiro, um começar de novo. Uma silly-season que bem dispensávamos, mas para a qual somos atirados por força de um janeiro doloroso. E tudo isto acontece a um ritmo estranhamente rápido como se o desespero tivesse tomado conta da lucidez. O que podem trazer estes novos jogadores?
As primeiras indicações mostram um Suk com muita vontade e muita entrega, o que já não é mau no contexto atual. Mas chegará? E o que vale este Marega, para além de ser um espécie de sósia de Jimmy Hasselbaink? Capacidade física impressionante, sim, mas haverá ali qualidade e talento? Quanto a José Sá, trata-se, na minha opinião, de um muito bom guarda-redes. Mas para entrar quando? Fazer monte? Só se percebe esta vinda à luz de uma mais que hipotética saída de um dos dois veteranos que tão má conta de si deram nos últimos jogos. E depois há Gudiño, o natural sucessor de qualquer um dos outros dois.
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3 thoughts on “Silly-season em janeiro

  1. Em relação as contratações, não entendo nada. Parece-me que o plantel necessita de 3 intervenções cirúrgicas:

    – 1 defesa central experiente, autoritário;
    – 1 criativo para o meio-campo;
    – 1 ponta de lança com faro de golo.

    Ora, defesa central experiente, autoritário, nem vê-lo. O criativo, talvez seja o gajo do Twente, e se for terá uma longa adaptação pela frente, porque na Holanda joga tudo a solta, sem grandes preocupações defensivas. Aqui não terá espaço. O ponta de lança, não me parece que esteja resolvido com o Suk, não obstante o esforço e entrega do rapaz. Num FCP normal, este ultimo seria claramente jogador de banco. Marega parece-me que vem mais para jogar a extremo. Pessoalmente, gostava de ver Bueno jogar mais vezes.

    Vejo muita gente carpindo e rasgando as vestes pelo jogo contra o Marítimo. Mas que esperavam? Que saísse o Lopetegui e a equipa passasse a dominar a coisa? Quem é esta gente, senhores, e que merda tem na cabeça?!

    Ja deu para ver o que o nosso novo mister esta a trabalhar nos treinos. Brahimi veio muitas vezes ao centro, enquanto os laterais nao pediam licenca para subir. Apesar da lenta execucao do nosso meio campo, vi os jogadores do miolo tentando desiquilibrar o adversario pelo corredor central, procurando espacos entre as linhas muito juntas do Maritimo.

    Natural, esta é uma equipa que necessita de ser recuperada psicologicamente, porque não tem confiança nenhuma. Se o arbitro tem marcado o penalty clarissimo, nao tem inventado dois foras-de-jogo em jogadas de golo, e devidamente amarelado os jogadores do Marítimo, tenho a certeza que a exibição teria sido muito melhor e o placard final mais dilatado para nos. Mas é o que temos neste momento. O golo nao surge, a defesa treme. Herdados da cancerígena vigência de Lopetegui, a espaços os jogadores ainda se distribuem mal no campo, muito afastados uns dos outros, e não sabem o que fazer com a posse.

    Paciência. Aguentem o forte, apoiem o treinador, que, pelo que vi, esta no caminho certo, da correção. Isto só pode melhorar.

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  2. André, mas mais irritante, para mim, foi a euforia daqueles que viram na goleada do Bessa um sinal inequívoco de que Lopetegui já era passado. Depois, tivera de adaptar o discurso nos desaires seguintes com coisas mirabolantes como “o fantasma do basco ainda paira no balneário”. Será que ninguém percebe que isto não é uma ciência exata e as coisas não acontecem de um fim de semana para o outro?

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  3. Também não percebi a euforia, apesar de ser um sinal inequívoco de que o plantel não confiava no treinador aterior. Os amigos portistas necessitam de entender o patamar de evolução colectiva em que se encontra o nosso plantel: – rudimentar. Em relação a isto, não há dúvidas – treino e muito trabalho para o mister. O contexto externo tem de ser positivo, paciente, tolerante. Caso contrário, não é possível fazer nada com o que temos à disposição. Eu defendo de que o clube tem de apostar em duas estratégias de recuperação anímica: 1) unir hostes, da bancada ao roupeiro, 2) blindar o grupo de trabalho relativamente à comunicação social. Mas para isso é necessária uma excelente coordenação da comunicação do clube, capítulo em que ainda estamos pior do que no futebol jogado…

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