Ainda na luta, mas por quanto tempo?

Começando por fazer um comentário sobre o resultado do jogo, diria que o Sporting mereceu ganhá-lo. Quando teve oportunidades, marcou-as. Nós, quando as tivemos, desperdiçámo-las. Esta foi a diferença que marcou o desequilíbrio na primeira parte. O Sporting, durante os primeiros 45 minutos não nos foi superior, não criou mais oportunidades do que nós, não jogou mais do que nós. Mas quando surgiu a oportunidade, Slimani, sozinho na área, meteu a bola lá dentro. Aqui nunca saberemos onde acaba o mérito do avançado e começa o demérito da defesa, ainda que eu ache que seria teoricamente impossível deixar o líder dos melhores marcadores cabecear à vontade na área. Seria. Mas aconteceu. Jesus diz que “foi determinante a equipa que marcou primeiro” e não podemos deixar de concordar. Nós falhámos: Corona no início do jogo, por uma vez, Aboubakar, por duas vezes, ambas com grande mérito de Rui Patrício.

Na segunda parte, sabendo nós – e Jesus também – das dificuldades da equipa de Lopetegui em reagir às adversidades, voltámos a ver um FC porto previsível, demasiadamente dependente de dois extremos (cada vez mais cansados) e sem uma referência de qualidade na área. A segunda parte foi o exercício normal do contra-ataque de uma equipa compacta e munida de jogadores rápidos para o efeito e a gritante incapacidade de outra equipa em fazer o que se exige a um campeão. Resultado justo, portanto.
Disse, na altura do empate em Moreira de Cónegos, que estava farto de Lopetegui, e mantenho a ideia de que no fim da época deve ir embora, mas admiro a forma como o espanhol enfrenta uma comunicação social sempre preparada para atirar a matar, uma comunicação social voraz na sua vontade de o espezinhar e, por extensão, fazer o mesmo ao nosso clube.
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4 thoughts on “Ainda na luta, mas por quanto tempo?

  1. Estou triste como uma tolinha debutante e ingénua. Esperava algo diferente,apesar de tudo. No entanto, viu-se o mesmo de sempre, em ambas as partes. Não sei que mais dizer de um treinador que em consciência e no século XXI abdicou do jogo entre linhas, criando uma espécie de gosma futebolísticas.

    Quando à comunicação social, já sabemos o que acontece quando o FCP está em baixo, mas eu não diria “espezinhar”. Paguem-me 1/3 do que Lopetegui recebe e até aceito ter todos os jornais em coro, diariamente e ao pequeno-almoço, insinuando que o Rui Gomes da Silva é meu pai.

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  2. Tá mais do que visto que não existe fio de jogo, não há entrosamento, não há absolutamente nada coletivamente.

    Ganhar segundas bolas? É raríssimo.
    Passes certos e lançamentos com critério? Nem vê-los, nem de perto nem de longe…

    Hoje na 2ª parte, Brahimi ( como várias vezes nesta época com outro qualquer jogador ) recuperou uma bola a meio campo e…ficou com ela, porque olhou, olhou, olhou e não viu ninguém pra lançar, pra tocar, pra tabelar, zero…

    Os lances de perigo do Porto foram TODOS em tentativas individuais…do outro lado, as jogadas e os contrataques, principalmente no 2º tempo foram todos organizados, bem trabalhados e quase letais, tinha sempre um lagarto solto pra receber a bola…

    Uma coisa é certa: os 2 Andrés não podem ficar fora desta equipe…pelo menos lutam, correm, brigam, dão trabalho, jogam à Porto…o maivelho tem que ser titular e o mainovo merece ser titular, porque Aboubakar se tivesse feito apenas metade dos gols feitos que perdeu, não estávamos nesta situação…

    Resumindo e concluindo: 6 meses e ainda não há jogo coletivo visível. Num clube das distritais não devia acontecer, quanto mais num clube de top…algo vai muito mal…

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  3. Caro Rbn:

    Tudo certo. Mas André André não está em condições. Num sistema de jogo improfícuo, Lopetegui pediu-lhe tudo quando o seu talento se tornou óbvio. O nosso rapaz rebentou. De mais a mais, assusta muito ver o que é a nossa equipa em Janeiro!

    O Sporting – podia ter sido outra equipa qualquer minimamente competitiva – ganhou com naturalidade e sem grandes manobras tácticas. Já se sabe que a nossa modorra há-de sempre dar umas quantas fífias na defesa e que basta tapar os flancos para anular qualquer veleidade atacante portista. O resto é aproveitar falhas e bolas perdidas na pseudo-circulação ao meio campo.

    Assusta perceber que no nosso clube acabou a gestão desportiva. Caso contrário, este longo sofrimento, cujo desfecho todos conhecemos, já teria sido estancado. Não foi, e não será. Lopetegui não pode sair agora e só o fará caso se verifique uma situação semelhante à de Paulo Fonseca. Não estamos longe disso. Empate, derrota, acumulação de exibições merdosas, não interessa – Lopetegui é neste momento um zombie.

    Lopetegui precisa que o Sporting volte rapidamente a falhar, para poder respirar. Partindo do princípio que nós aproveitaremos, claro…

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