Regresso à Terra

Enquanto o Maxi Pereira não revela onde vai jogar na próxima época, do que é que se fala? Enquanto o Bruno de Carvalho não põe ninguém em tribunal porque em 1984, deixaram sair o Futre por uma ninharia, do que é que se fala? Enquanto Mitrovic, que é benfiquista desde pequenino, não assina, enquanto o Zivkovic, que acompanha os coisinhos no Twitter não assina, e enquanto o pai do Joel Campbell não mostra a bandeira dos coisinhos que tem pendurada por cima da cama de casal, do que é que se fala? Fala-se do equipamento alternativo do FC Porto, pois está claro. E fala-se num só sentido: aquilo é de fugir, capaz de assustar um morto e de pôr as criancinhas a chorar. Mas querem saber de uma coisa?

Eu gosto.

Oh, que carago, menos cinquenta visitas diárias ao Pobo do Norte. Não devia ter escrito isto. Mas, olha, saiu-me. E mesmo que não gostasse, acham realmente produtivo andar-se a gastar tanta tinta sobre um equipamento alternativo, que, por ser alternativo, tem de ser forçosamente diferente? E, sendo diferente, tem de justificar um investimento? Desde que nunca seja bermelho, é-me indiferente a cor da porra do equipamento. Quero é a bolinha dentro da baliza adversária. Quero é ver o Júlio César a chorar. Quero é ver o JJ outra vez ajoelhado.
Por acaso, volto a dizer, gosto deste castanho com o pormenor azul. E acho que vai criar um efeito engraçado com o verde do relvado, convocando uma espécie de sentimento telúrico, um regresso à terra (e à Terra) capaz de ir às profundezas resgatar a mística portista (carago, afinal o equipamento tem poesia). Eu gosto e estas coisas do gosto pessoal, já se sabe, não se discutem.
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9 thoughts on “Regresso à Terra

  1. O mais relevante é que quem tem atacado mais o equipamento são os adeptos papoilentos e brunodecarvalhentos.
    Como se fossem comprar o trapinho se fosse bonito, querem lá ver…

    Pelo menos, poderemos dizer no final dos jogos: “O gajo sujou a camisola toda!”…

    Isto são fait-divers, o equipamento até é interessante, sai do habitual, é ousada, por isso, siga!….

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  2. É bonito, sim senhor… o post, claro.

    O equipamento, socorro. E certamente que as vendas (falta de) vão
    reflectir este erro de casting.

    Quanto ao contraste entre verde e castanho, se fosse na época passada fazia sentido, de tantas vezes que pareciam ter raízes os morcões.

    Do Porto com Amor,

    Lápis Azul e Branco

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  3. Inteiramente de acordo. Tão bem dito/escrito que não tenho coragem de acrescentar nada. Até na parte em que acha disparatado (a palavra é minha) discutir tanto um equipamento alternativo. Vamos a eles que nem “Tarzões”!

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