Tello lesionado

Partindo do princípio de que os extremos titulares são Brahimi e Tello, a lesão deste último abre as portas da titularidade para o jogo com o Estoril a Quaresma… ou a Hernâni, que deu muito boa conta de si no jogo contra os coisinhos da Madeira. Aliás, dizem as “más línguas” que Lopetegui não os teve no sítio quando preferiu tirar Hernâni em vez de Quaresma, quando o rendimento deste era manifestamente inferior. Por uma questão de equilíbrio dos humores de balneário, será natural a entrada de Quaresma no onze, mas o cigano vai ter de fazer muito mais do que o que lhe vimos fazer na quinta-feira.

Uns metidos no jogo, outros longe dele

Perder uma vez com o Marítimo e dizer que foram lá uma vez e marcaram ainda se aceita. Agora, perder duas vezes já é burrice, no mínimo. E desleixo. Ninguém me tira da cabeça que esta equipa, este plantel, este treinador já estão completamente com a cabeça na Champions. Enquanto isso, vamos perdendo oportunidades. No campeonato e, agora, na Taça da Liga. Por isso, das duas uma, ou estes jogadores fazem o jogo das suas vidas contra o Bayern (com a devida compensação no resultado) ou levamos que contar.
Lopetegui tem tido um discurso acertado em relação às arbitragens, por muito que isso faça espécie aos José Nunes e aos Carlos Danieis deste país, mas hoje não tem razão em falar do penalti. A questão aqui é só uma: pagámos o preço da adaptação de um extremo a defesa. Ricardo não pode abordar aquele lance daquela maneira, até porque Maicon estava lá para fazer o corte. Ricardo tem estado bem naquela posição, mas é nestes pormenores que se nota quem tem rotinas defensivas e quem não as tem.
Voltamos ao início. Lopetegui diz que o penalti “os meteu no jogo”. É caso para perguntar por que saímos nós do jogo depois da reviravolta. A mim não me impressionam os minutos de posse de bola e as combinações no meio campo se a equipa não é capaz de chegar à área com instinto letal. É que, convenhamos, uma oportunidade de golo em 45 minutos, para uma equipa que se orgulha de estar “entre as oito melhores da Europa” é muito pouco. Foi uma segunda parte mais de confusão do que razão. Pouca ou nenhuma estratégia. Apenas o amontoar de jogadores lá na frente (acabámos com Gonçalo, Aboubakar e Maicon na área).
Sim, Julen, estamos nas “duas competições mais importantes”. Ganhar uma delas, pelo menos, fazia-me esquecer esta eliminação.