No sítio certo

Adrien falha completamente o remate. A bola tabela com alguma violência num Eder que, apesar de não perceber muito bem o que lhe aconteceu, está no sítio certo. O ressalto envia a bola na direção da linha de fundo, mas Quaresma, um extremo puro, está no sítio certo e faz o sprint de uma vida para chegar primeiro que o defesa. O cruzamento sai perfeito para a cabeça de Rafael Guerreiro, que estava, também ele, no sítio certo (para um ponta de lança, não para um defesa esquerdo). Portugal marca golo. Portugal ganha à Argentina.
Alguns minutos antes do golo, António Tadeia tinha comentado o jogo pouco feliz de Ricardo Quaresma. É engraçado como se poupam críticas às vacas sagradas ou a meninos de ouro em ascenção por terras valencianas, mas não se hesita, sempre que há oportunidade, em fazer observações negativas a Quaresma. Caramba, ele já estava há dois jogos consecutivos a ser importante na seleção. Não podia continuar a ser. Mas o cigano mais uma vez fintou o destino e mostrou-se decisivo.
Anúncios

2 thoughts on “No sítio certo

  1. Também achei. A equipa estava muito lenta e acantonada perto da baliza. Quando a bola chegava a Quaresma, este via-se rapidamente rodeado por 3 ou 4 defesas, e sem nenhum apoio, a não ser Éder, mas sempre muito afastado.

    Foi giro, numa jogada perigosa da Argentina, pelo lado esquerdo, quando o lateral fez um corte fantástico in extremis, muito perto da linha de fundo, -“Bom corte de Bosingwa”, dizia Tadeia, mas não era um lateral. Na repetição, corrige: -“Afinal era Ricardo Quaresma”. E mais nada. Porque é perfeitamente normal um extremo puro defender daquela forma, naquela zona do terreno, além de andar quase sozinho a lutar contra a defesa inteira da selecção vice-campeã do mundo, na zona do campo oposta. Para mais o cigano! Eu diria que Quaresma na 2ª parte foi o jogador mais esforçado.

    Não ouvi nem uma palavra para a miséria que foi André Gomes. Nem uma insinuação. Foi perda atrás de perda em zonas proibidas do meio-campo e não me lembro de lhe ver um passe acertado, nem sequer ao apanha-bolas. A certa altura, perguntava-se na minha sala -“Aquilo é jogador de bola?”. Vergonhoso. Por sua culpa, não tivemos meio campo durante quase toda a 1ª parte, porque Moutinho estava a tentar tapar do lado esquerdo o fogo que sobrava para Tiago Gomes, e Tiago mantinha-se demasiado recuado face às constantes borradas de André Gomes.

    Se tivesse sido a doer, com a Argentina a jogar à velocidade normal, aqueles primeiros 20 minutos podiam ter aberto uma goleada.

    Ah, caro Fernando Santos: para mim, o meio campo nacional era Tiago/Adrien, William e Moutinho (adaptado a 10, que não existe de raiz). Deixe-se lá do merdas de Valência.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s