Resumos e comentários

Uma coisa é dizer-se objetivamente que o Bate Borisov é uma equipa muito inferior ao FC Porto e fazer uma análise equilibrada às carências dos bielorussos e às qualidades que o FCP apresentou no jogo. Outra coisa é passar um resumo alargado a gozar com o Bate, fazendo comentários jocosos sobre as falhas dos jogadores, elaborando piadinhas para provocar o riso do parceiro. O achincalhamento de uma equipa tem como inevitável consequência o desvalorizar dos méritos do vencedor e tratá-los como benesses do adversário. Foi isto que acabei de ver no nojento resumo ao jogo que a TVI24 apresentou.
Na RTP Informação, vejo um José Nunes que, com semblante algo carregado, qualifica de “boa exibição” a prestação do FCP. Ao mesmo José Nunes, tinha ouvido, ontem, na antevisão do SLB-Zenit, a expressão “excelente exibição” para se referir ao 5-0 dos coisinhos em Setúbal. Quem tem avenidas mais largas, o Bate ou o Vitória?
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7 thoughts on “Resumos e comentários

  1. A azia é fodida, e como em quantidade de adeptos o benfica gosta sempre de apregoar “que é o maior” (e que por isso se julgam os maiores em tudo), é natural que a comunicação social portuguesa tenha grande quantidade de aziados.
    No jogo do benfica até chegaram a gritar golo antecipadamente na segunda parte a um remate que parecia golo, mas saiu ao lado. Tristes figurinhas.
    Quanto ao sporting a maior parte do tempo joga bem, mas tem muitas janelas abertas na defesa e perto da pequena área adversaria, não sabe muito bem o que fazer à bola. Fez o serviço mínimo, que foi castigado com um empate com sabor a derrota.

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  2. Alguém me pode dizer onde é que está o resumo do Porto 6 Bate 0 no site da RTP? Repararam na prioridade dada ao empate do Sporting sobre a vitória do Porto? Entre o Record e a RTP venha o diabo e escolha, aquilo foi mesmo vendido à mediocridade e à bandidagem.
    Guarda, a TVI hoje é um mimo ao lado da RTP, mas é mesmo vergonhoso, ainda existem portistas em Portugal ou já está tudo vendido?

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  3. Que os gajos o façam, nada mais seria de esperar; que os portistas o façam (basta abrir certos blogues) custa um pouco…
    – Anseio pelo dia – que virá – em que vamos ganhar à equipe do Mourinho e depois à equipe do AVB… – depois disso teremos finalmente um projeto como clube!
    (Entretanto ao Lopetegui para ser aceite, claro, terá de dar uma abada de pelo menos 5 ao benfas! e, mesmo assim será ao mais fraco benfas dos últimos anos…)

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  4. De certa forma, os factores apocalípticos reunidos no D. Afonso Henriques repetiram-se hoje diante do Boavista. Em parte, a ausência de reacção por parte da nossa tão propalada “estrutura” ao escândalo da jornada passada ajuda a explicar o desmando arbitral a que hoje assistimos. A outra parte é, incontornável questão!, o modelo de jogo que Lopetegui trouxe ao Dragão.

    Até entendo o que o nosso mister pretende – emular os princípios de circulação/basculação contínuas do sentido do jogo, desenvolvido pelo Barça de Guardiola e também aplicado na selecção espanhola. No entanto, é o óbvio ululante que o nosso plantel, por excelentes que sejam as individualidades, não tem o perfil adequado a esse sistema. Não temos criativos no miolo. Não existe um Xavi, um Iniesta. Em virtude dessa lacuna fundamental, existe posse de bola, existe circulação e basculação, mas sempre executadas a uma velocidade muito longe da necessária para desequilibrar a organização defensiva do adversário. Veja-se como uma equipa miserabilista como o Boavista nunca se viu sob grande pressão, não se verificou nenhum sufoco dos axadrezados. Com movimentos defensivos de uma elementaridade ao nível da distrital, taparam quase sempre com tranquilidade os caminhos para a sua baliza, porque o nosso Porto circula a posse de forma inócua.

    Lopetegui pode insistir até onde quiser, que um meio campo onde pontifiquem Herrera e Casimiro nunca jogará “à la Barça”. A chave poderia estar na explosão de Quintero, que tarda em acontecer e eu vou perdendo esperanças de que algum dia a vejamos. Eu mudava um bocado o paradigma. Reimplantava as rotinas de jogo interior, dava mais liberdade aos laterais para apoiarem o ataque, mais cedo no jogo. Apostava mais em rapidez pelas faixas e menos na esperança de que a peladinha mole venha abrir brechas na defesa contrária.

    Infelizmente, vamos ver mais jogos como este, essa é a única certeza que tenho.

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