Defour

Em 2007, Steven Defour ganhou o Belgian Golden Shoe, prémio que distingue o melhor jogador da primeira liga belga (no ano seguinte, o vencedor seria Axel Witsel). Mesmo descontando o facto de a liga belga não ser propriamente uma liga de grande valor no contexto europeu, não será qualquer jogador que obtém uma distinção destas. Ainda por cima com apenas 19 anos
Em 2009, partiu o pé e recebeu uma carta de Alex Ferguson, desejando-lhe uma rápida recuperação. Defour não era propriamente um desconhecido ali para os lados de Old Trafford. Em 2011, o FC Porto foi buscá-lo, antecipando a inevitável saída de João Moutinho e preparando, assim, uma transição para aquele que poderia vir a ser o seu sucessor. Cedo se viu, porém, que Defour, nem de perto nem de longe, seria um “novo Moutinho”. Faltava-lhe muita coisa, a começar pela inteligência. E não pode queixar-se de falta de oportunidades, porque quando Moutinho saiu para o Mónaco, o belga teve ali a sua oportunidade. Mas desperdiçou-a. Nunca foi um jogador acima da média, nunca foi um jogador que assumisse qualquer tipo de liderança, nunca foi um elemento que fizesse a diferença no jogo jogado. Evolução, em três anos de FC Porto? Zero. A não ser no penteado e nas tatuagens.
Agora vai para o Anderlecht para “recuperar a alegria de jogar”, coisa que “pouco aconteceu no FC Porto”. E aqui é que está o problema de Defour. O mais importante para ele será sempre a sua alegria. Só depois virá a alegria da equipa, do plantel e do clube. Defour coloca sempre os seus interesses pessoais à frente dos interesses coletivos e não hesita em o tornar público. Lamento dizer, mas nunca foi um jogador “à Porto” e é com alguma satisfação que o vemos sair. Felicidades, quand même.
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4 thoughts on “Defour

  1. Não sei qual o melhor negócio do Porto este ano, se os 30,5 milhões do Mangala se os 6 milhões pelo Defour, eu até o dava de graça, conseguir 6 milhões por “aquilo” é um milagre, graças a Deus que temos um Pinto da Costa a liderar o nosso clube.

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  2. “A não ser nos penteados e tatuagens”
    -Na verdade ele estava sempre muito à frente, nesse particular.
    -Quanto à alegria, eu considero que ela é fundamental para fazer emergir o melhor de nós e isso, numa personalidade como a de Defour, não abundava, parecia perdido.
    Espero que agora ele a reencontre e seja feliz.

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