O inexplicável e o insustentável

Já levamos com esta conversa do “fim de ciclo” (em relação ao Presidente) há mais ou menos 20 anos. Uma coisa é certa: algum dia hão de acertar. Eu só peço que esta época termine de forma serena de forma a criarmos os alicerces para um regresso em força na próxima época. Quando falo em serenidade, apenas peço vitórias nos jogos que faltam (sei que é pedir muito) e, vá lá, uma vitória nos troféus que falta disputar. Se isso acontecer, e seguindo os critérios do treinador dos coisinhos, a época já será boa.
O jogo de ontem em Guimarães mostrou, pela primeira vez, o divórcio entre o treinador e os jogadores. Não é propriamente algo de surpreendente, a coisa já estava mais ou menos latente, mas até hoje o treinador tinha evitado responsabilizar os jogadores, dividindo culpas entre a falta de sorte, o excessivo azar e o “inexplicável” (curiosamente, este último argumento voltou na flash-interview, mas desapareceu, ao que percebi, na conferência de imprensa).
Estou de acordo com Paulo Fonseca quando diz que fizemos uns bons 40 minutos (o “excelente” talvez seja exagerado). Com um Ghilas eficaz, o Vitória teria reduzido para 1-4 e não 1-2 ao intervalo. Com esta referência ao argelino, não o quero criticar. Até acho que deve manter a titularidade em detrimento de um Jackson que está uma sombra do jogador que foi. Ontem, estava em nítida inferioridade física, mas a sua época tem sido medíocre se tomarmos como ponto de comparação a anterior.
Em relação à forma como consentimos os golos (e temos consentido a maior parte dos golos nesta época), creio que o treinador tem de se chegar à frente e assumir o falhanço da estratégia defensiva, o falhanço na motivação dos jogadores, do estado emocional da equipa, ou do raio que o parta.
Uma coisa é certa. Neste momento somos o bombo da festa do campeonato. É ler nas entrelinhas das manchetes dos jornais do costume, é ouvir os comentadores desportivos quer na rádio quer na TV e é ouvir, inclusivamente, os treinadores adversários, que nos perderam totalmente o respeito. Marco Silva, do Estoril, já o tinha feito para a Taça da Liga, agora foi a vez de Rui Vitória expressar a sua frustração por não nos terem ganho. Quando isto acontece, quer dizer que estamos à mercê de qualquer um.
Resta agora saber durante quanto tempo irá Pinto da Costa aguentar esta situação insustentável. Eu tenho para mim que o Presidente já começou a tratar da sucessão de Fonseca logo após a derrota com o Estoril e que nesta semana teremos novidades.
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4 thoughts on “O inexplicável e o insustentável

  1. Falar do momento da equipa e da continuidade do treinador é como chover no molhado….o homem só sai quando o presidente quiser e ponto final!
    Agora o que acho é que está na hora de alguém responder aos comentadores vergonhosos da sportv. O anormal do Freitas Lobo dizer que o penalti não é penalti é de bradar aos seus.No jogo com o paços ficou indignado com o penalti assinalado dizendo que foi bola na mão….mas para os jogadores do porto é sempre mão na bola!
    Não percebo a defesa constante que o nosso presidente faz da olivesdesportos.

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  2. O problema actual do FCP tem um rosto: Alexandre P Costa, filho de PC. Esse é o grande cancro do nosso clube nestes dias que correm… É ele que está a impor Josué e Licá e é. Esse factor que está a afastar do clube gente séria e competente.

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