Para que serve a equipa B?

Já muito se escreveu aqui sobre o valor do 11 deste ano e sobre a escassez de verdadeiras alternativas. E basta exemplificar com 3 posições para que se tenha uma noção mais exacta da veracidade desta situação:
– não existe alternativa para o Jackson (depois do infeliz Kleber tivemos um “ausente” Liedson);
– não existe uma alternativa para o Danilo (o Miguel Lopes foi-se e o Fucile só faz número nos treinos);
– não existe uma alternativa para o Fernando (o belga faz uma perninha, o Castro também, mas é notório que nenhum deles “nasceu” para fazer aquela posição).

Vem isto a propósito das notícias de hoje que dão como adquirido que 2 jogadores do Guimarães, Tiago Rodrigues (21 anos) e Ricardo (19 anos), irão integrar a equipa B do FCP em 2013/2014. Alegadamente, pela módica quantia de 1 milhão de euros cada. A facilidade com que se paga na ordem do milhão jogadores que só muito hipoteticamente poderão um dia jogar na equipa principal é algo que me assusta. Neste caso, até são portugueses, muito jovens e com alguns jogos a sério nas pernas, o que pode justificar o investimento. Mas quanto custou (em aquisições, comissões, etc.) e quanto custa (em salários) a equipa B? Tendo em conta os valores veiculados pela imprensa e o facto de uma parte significativa dos jogadores da B não ser oriunda dos sub-19 (Seba, Dellatorre, Guilherme Lopes, Seri, Stefanovic, Quinonez, Caballero, Diogo Mateus, Vitor Luís e Anderson Silva são apenas alguns exemplos), deve ter um orçamento ao nível da maioria das equipas da Primeira Liga.

Tudo estaria bem se, no mínimo, desta dispendiosa equipa B saísse um elemento que se impusesse indiscutivelmente no 11 do Porto ou, pelo menos, na rotação habitual. A verdade é que, exceptuando os que por lá passaram para ter “tempo de jogo” (Maicon, Kevin, Abdoulaye, Fabiano, Mangala e Iturbe),  dali não saiu nada em 2012/2013. Seba jogou 6 vezes como suplente utilizado (4 na Liga e uma em cada uma das taças)  mas não fez nada de substancial; Quinones fez 2 jogos, sem deslumbrar nem comprometer; creio que o resto da malta teve passagens ainda mais fugazes pela equipa principal  (o Tozé terá jogado uma dúzia de minutos) ou nem sequer teve a oportunidade de o fazer. Se a isto somarmos o facto de vários jogadores da B não poderem ser propriamente considerados “esperanças para o futuro” ou “potenciais craques”, como é o caso do Stefanovic (25 anos), do Zé António (36 anos) e do Pedro Moreira (24 anos), o panorama é desolador. Tão desolador quanto o facto do melhor marcador da B, o ponta-de-lança Dellatorre, nem sequer ter tido uma oportunidade na equipa e ter sido contratado um jogador de 35 anos como backup do Jackson Martinez.

 

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One thought on “Para que serve a equipa B?

  1. Sinceramente não percebo a indignação pelo valor pago por estes jogadores! Quando penso nos Tomás Costas, Ibarras, Predigueres (acho que se escreve assim), Walter, Kleber…e muitos mais ai sim fico indignado. Já agora quantos jogadores como estes davam para comprar os 16 milhões dessa nulidade chamada Danilo?

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