Um sabor a "toma lá"

Tanto falou o parolo da xicla na suposta sorte que sustenta os resultados do FCP que a coisa se tornou real – a vitória no jogo de ontem é uma daquelas que ajuda a decidir campeonatos e, sejamos lúcidos, decorre da qualidade extra dos nossos colombianos mas também da fé que a equipa manteve num melhor resultado. E, já agora, o VP esteve bem: a mensagem que a substituição do Lucho pelo Kleber passou para os que ficaram em campo até ao fim foi igualmente clara – o empate não era satisfatório.

Mais divertido ainda foi ver o Luís Freitas Lobo a gaguejar. Ele, que passou o jogo todo com uma indisfarçável excitação sempre que o Braga se aproximava da nossa baliza e chegou a dizer coisas como “Éder não chutou com a força que deveria”, ficou quase mudo no final da partida. Acabaram-se as metáforas e foi directo ao lugar comum dos que “buscam mais”.

Imagino como terá sido na casa dos 6 milhões de aziados… Quem ler as primeiras páginas dos pasquins do costume até pensará que o Braga teve muitas oportunidades e que o Porto esteve sempre encostado “às cordas”. E, claro, o alegado penalty por mão na bola do Alex Sandro (não me chocaria se fosse marcado) foi sublinhado como sendo a chave do jogo. Enfim, a memória é curta e o Peseiro deve ter esquecido o facto do primeiro remate do Braga à baliza do Hélton ter surgido próximo da meia hora de jogo… altura em que o FCP já tinha desperdiçado duas ou três ocasiões flagrantes (incluindo uma bola no poste mesmo no arranque do jogo).

Entretanto, essa figura do anedotário benfiquista chamada Manuel Vilarinho, mais conhecido pela sua irreprimível afeição pelos copos do que pela sua capacidade de gestão desportiva, é notícia nas páginas do Record por entender que, passo a citar, Jorge Jesus pode ser o Alex Ferguson do Benfica. Sim, claro, têm em comum o facto de ambos gostarem da pinga, de serem incontinentes verbais e… mais nada. Porque um já venceu quase tudo e o outro não venceu quase nada. Porque um lidera um clube de dimensão mundial e o outro lidera um clube de basófia inter-galáctica. Que eu gostava que o Xeçus ficasse por lá muitos anos, lá isso gostava. Mas, apontem, esta paixão pelo mestre da táctica não deve passar de junho de 2013.

4 thoughts on “Um sabor a "toma lá"

  1. O Braguismo tem crescido imenso por aqui.
    Longe vão os tempos em que se podia afirmar que Braga era uma cidade Benfiquista.
    No entanto, de vez em quando, lá aparecem uns resquícios do “antigamente”.
    (Um “antigamente” em que o Estádio 1º de Maio se engalanava para a recepção do “mais maior bom”, com os sócios do Braga a aplaudirem fervorosamente os golos…na própria baliza).

    Pessoalmente, sinto uma simpatia natural pelo clube cá da terra, simpatia que por vezes sofre pequenos abalos quando vejo discursos do adeptos do Braga (como foi no caso, no fim deste jogo) “à la” “calhau com dois olhos” (também conhecido como “comentador Benfica TV)

    É verdade que o penalty “poderia ter sido”.
    Como “poderia não ter sido”, pois segundo as leis do jogo, ainda não vi onde esteve a intencionalidade do lance por parte do Alex Sandro.

    Bem sei que estes tipos se arranham todos quando as arbitragens não estão de acordo com os seus “elevados parâmetros de verdade” (como foi o caso do lance do John Terry, o ano passado, de braços esticados na grande área, com o SLB a por em prática os treinos específicos que devem fazer desde o tempo do Simão Sabrosa, ou seja, “Atira-ao-braço-que-ele-marca-penalty”, e a tentar arrancar um penaly fajuto. O árbitro não foi na cantiga, obviamente), mas a verdade é, para quem vê jogos do campeonato inglês, dificilmente veria, num lance destes, ser assinalado penalty.

    Mas, como o amigo Pôncio, não me repugnaria se tivesse sido marcado.
    Preferem dar relevo a isso, do que ao facto do FCP do “péssimo treinador” Vitor Pereira não ter ainda averbado uma derrota este ano, então…ok! É deixá-los assim felizes.

    A natureza invejosa do Benfiquista (do Sportinguista, não falo, por respeito aos defuntos) está bem retrada naquela figura anafada que comenta aos Domingos à noite, e fala de lances dos jogo e de arbitragens como se já tivesse sido o melhor jogador do mundo. Foi…o melhor jogador a comer quilos de bifanas, imagino eu.

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