Euro-apontamentos (3)

Quem disse que um zero-a-zero tem de ser um jogo chato? O Itália-Inglaterra provou o contrário. Sempre em alta rotação, com oportunidades de lado a lado (mais do lado da Itália) e emoção q.b.
A Inglaterra cumpriu o seu papel, que era chegar aos quartos-de-final. Com um Gerrard na curva descendente e dois bons avançados, o grande problema desta Inglaterra, na minha opinião, foi a falta de qualidade nas alas. E, também, a inexistência de um “génio”, um maluco tipo Gascoigne, que dê alma a esta equipa.
Eu gosto desta Itália, uma equipa que trai a identidade “deixa-ver-no-que-isto-dá” das seleções transalpinas, mais apostadas, no passado, a jogar no erro do adversário do que em ir à procura da felicidade. Estes italianos são um conjunto de aventureiros que só têm olhos para a baliza, liderados por um senhor chamado Pirlo, capaz da abertura mais genial, do livre direto mais mortífero, do penalti mais desconcertante. Aquela opção de, em desvantagem, marcar “à Panenka” entra na História do futebol e recordá-la-emos para sempre. Ave Pirlo!

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