Pobo com "fezada"

Não vi o jogo com a Dinamarca em directo. Vi uma parte significativa mais tarde e isso chegou para reter 2 ou 3 coisas importantes:

  • bastaria ter um Ronaldo com 50% da inspiração habitual para que uma vitória enrascada tivesse sido uma cabazada das antigas;
  • sem um médio que defenda na esquerda, não temos hipótese de suster cruzamentos – o Coentrão tem sido dos melhores mas não faz milagres;
  • talvez fosse boa ideia colocar o Hugo Viana em campo o Meireles abafa (algures entre os 55 e os 70 minutos de jogo).
Resumindo: o Varela esteve bem mas nós já vimos este filme – é um jogador para grandes momentos… infelizmente, nem sempre bons momentos… O 2.º melhor jogador do mundo, a quem agora toda gente exige infalibilidade, não deixou de ser aquilo que sempre foi: um futebolista trabalhador e genial, excelente marcador de livres, super difícil de parar em progressão e senhor de um remate mortífero. Mas também um indivíduo egocêntrico, gajo propenso a dizer parvoíces, a pensar que o mundo circula em seu redor e que acha que Portugal lhe deve alguma coisa só porque se farta de ganhar dinheiro a jogar à bola. Mas lá dentro, no relvado, prefiro apostar o meu dinheiro neste madeirense do que no Drogba da Caparica.
O que me leva a concluir que hoje:

  •  o Ronaldo vai aparecer em grande,
  • o Meireles vai arrancar um meteoro a 40 metros da baliza holandesa,
  • o Pepe vai secar o Huntelaar…

penso eu de que

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2 thoughts on “Pobo com "fezada"

  1. Foi um bom jogo, mas estou chocado com a prestação de Postiga, que não pode abordar os lances de golo feito com tanta displicência. Contra a Holanda, o ser-se perdulário ficou mascarado pela vitória, estribada num jogo em que Portugal jogou à vontade, contra um adversário que não pressionou e mal defendeu. Ganhar por 2-1, considerando as ocasiões flagrantes e a forma como se desperdiçaram, é preocupante.

    O espelho disso mesmo é o lance em que um defesa holandês comete um erro grave, passando a bola para Postiga, completamente isolado na cara do guarda-redes. É com vergonha que recordo a conclusão do luso… Uma simples questão: se fosse contra a Espanha, ou contra a Alemanha, quais as consequências de não se aproveitar uma rara oportunidade dessas? Quantas surgem?

    Toda a gente fala de Ronaldo, porque os focos da ribalta nele se depositavam à partida e fez um excelente jogo, após as birrinhas da Dinamarca. Mas, com bastante diferença, o melhor jogador em campo foi claramente João Moutinho, que correu quilómetros, jogou, fez jogar, desmarcou Ronaldo e Nani imensas vezes para golo, defendeu com rigor, esteve em todo o campo. Foi um gigante. Não é preciso ser-se um génio para discernir que é em Moutinho que recai toda a responsabilidade criativa do meio-campo e da transição para o ataque. Foi assim que a Alemanha nos secou o meio campo durante grande parte do tempo, obrigando a que Coentrão assumisse as despesas da condução. Pressionem Moutinho e Portugal deixa de ter fio de jogo. Ontem, os holandeses cagaram. Até Veloso se passeou pelo miolo. Para os populares, que salivavam para as câmaras da TV, Portugal já era campeão. Nem tanto, nem tão pouco. A equipa é curta, com um estilo de jogo fácil de contrariar por uma seleção de topo. Coisa que a Rep. Checa não é e o resultado, bem vistas as coisas, só se aceita como vitória.

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