Anjos e demónios

O meu post de 24 de maio não foi produto de uma reacção instintiva. Tive a clara noção, como noutros momentos em que escrevi a propósito de episódios de vandalismo e estupidez em estado puro protagonizados por adeptos do FCP, que não seria um post “popular”.

Para quem não tenha entendido até agora como funciona o Poncio, fica então esclarecido: o objetivo do que escrevo não é ser “popular”. Escrevo porque me dá prazer viver o meu clube desta forma, escrevo porque estou farto de aturar a mitologia dos 6 milhões, escrevo porque sou bairrista, porque nasci no Porto, vivo no Porto e sou livre. Se quiserem câmaras de eco das posições dominantes nas claques, se buscarem um partidarismo clubista acéfalo, se procuram justificações para o que não tem perdão ou uma extensão amadora das mensagens oficiais da SAD, por favor, procurem outro blog.

Mas, ao contrário do que li nos comentários deste blog e até no Facebook, o post não foi redigido em função da (des)informação veiculada pela imprensa vermelhusca. Mencionei as diversas fontes e referi ter assistido à emissão do Porto Canal em directo. Ou seja, li o que foi dito pelos trombones benfiquistas (Record e A Bola) e o que foi escrito e mostrado por dois órgãos de comunicação social dificilmente identificáveis como hostis ao FCP (o Jornal de Notícias e o Porto Canal).

Sim, é verdade que não tinha visto as imagens do que o Carlos Lisboa fez, mas conceder-me-ão o mérito de conhecer o comportamento da figurinha desde os anos 80, de ter visto “live” muitas coisas parecidas quando ele era jogador, e de ter desde logo dado crédito à tese da provocação. Todavia, disse e repito: não se responde a um acto estúpido com outro acto estúpido. Já fiz coisas parvas no calor dos jogos que disputei (e das quais não me orgulho), mas isso ocorreu quando eu tinha 10, 12, 14 anos. Que eu saiba, não eram miúdos aqueles que responderam às provocações com actos igualmente cretinos. E, institucionalmente, os responsáveis pelo meu clube também não precisam de igualar o nível carroceiro do “leitor presidente candidato”.

Por tudo isto, o essencial do que escrevi ontem permanece válido: aqueles que responderam às provocações, que alguns consideram “gente que se sente”, alimentaram o monstro mediático anti-porto e deram argumentos ao senhor dos pneus. Prestaram um lindo serviço ao clube. A minha única consolação é a de que se trate de um acto retorcidamente inteligente inserido na alegada conspiração portista que visa manter o pateta do LFV ao leme dos Coisinhos.

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