Deixar ao acaso

A vitória de ontem foi quase tão indigesta quanto o empate em casa com a Académica. Quando o melhor jogador do Porto numa dada partida é o guarda-redes, algo está mal, a não ser que o adversário seja algum colosso europeu – não me parece existir nenhum na Madeira.

Faltava Hulk e faltava Fernando; faltou também inspiração a quase todos (Helton esteve, uma vez mais, muito bem, e Moutinho fez o possível por manter o nosso meio-campo à tona). A equipa fez uma segunda parte para merecer a derrota, depois de ter tido várias oportunidades para “matar” o jogo na primeira metade. O segundo golo foi uma injustiça para o Nacional.

Lucho apareceu poucas vezes no jogo e não tem frescura física para recuperar bolas. Defour tem a mesma origem mas não vale metade do belga do Benfica – é esforçado, não compromete, não acrescenta nada. Maicon esteve simultaneamente bem (na raça, no querer e no empenho) e mal (quando quis sair com a bola controlada e quase ofereceu o empate). O resto esteve entre o sofrível e os serviços mínimos – infelizmente, aquela belíssima exibição na Luz parece ter sido um acaso. Uma equipa do Porto que a 20 minutos do fim defende chutando a bola para o ar não é uma equipa – é um conjunto de jogadores em auto-gestão.

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3 thoughts on “Deixar ao acaso

  1. O que nos faz questionar as decisões de emprestarem jogadores do meio-campo. Foram contratar um pinheiro e a bola raramente lá chega. Então na segunda parte foi confrangedor.

    Resta acrescentar os comentários nos jornais e tv´s do regime: “… o Ben%&$%# continua a pressionar o FCPorto…”. Há três semanas atrás era “…O Ben&%&%$ continua com a sua vantagem face o FCPorto…”. É engraçado como retorcem o texto para manter o foco sempre na mesma equipa. São estas pequenas coisas, pormenores dirão alguns, que nós deixam a nós portistas picados e que alguns jogadores parecem não querer perceber. Não digo nada quanto ao treinador porque dizem que é portista, logo deve sentir isso naturalmente.

    Mas acho que o homem não tem maturidade para uma equipa de gajos que se julgam estrelas e neste contexto está a falhar o PdC, que lhes devia dar uns puxões valentes de orelhas, assim como assumir novamente o seu papel de presidente e tirar alguma pressão dos ombros do VP, pois dá-me pena ouvir o homem nas entrevistas, quando o começam a apertar.

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  2. Não tenho nada a acrescentar. A situação é clara, e o post do Pôncio não deixa nada ao acaso. Independentemente de se ser um indefectível de Vítor Pereira, ou um eterno desagradado, um coisa é clara: o treinador não tem condições para continuar à frente da equipa, após a conclusão do campeonato.

    Por estranho e injusto que possa parecer, é indiferente se são os jogadores que não rendem, ou se é o treinador que não possui arte para extrair o que de melhor há neles. Nesta situação, ou se despede uma equipa quase toda, ou se muda a gestão técnica, abrindo um novo ciclo nas relações entre plantel e treinadores.

    Estarmos a discutir as razões que levam ao divórcio entre equipa e Vítor Pereira é um exercício especulativo estéril e lateral à questão essencial. O que é claro e exclusivamente relevante – para defensores e críticos – é que esse desfasamento, esse divórcio, ou falta de ligação existe, é notório e insanável com Vítor Pereira à frente desta equipa. Mantê-lo como treinador principal será um erro gravíssimo; a machadada final da crise desportiva que a saída à traição de Villas Boas provocou. Já escrevi muitas vezes que está em causa o modelo de sucesso que o FCP implementa há 25 anos, por ruptura desportiva num momento de crise financeira.

    Ninguém deseja sequer imaginar o que será um plantel preparado por Vítor Pereira, tendo em conta os erros de gestão que cometeu, desde a questão do ponta-de-lança, ao desmembramento do meio-campo por opção técnica, ao encosto de Sapunaru, o desaparecimento de Iturbe, etc.)

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  3. Poncio, foi preciso coragem e muita força de vontade para escrever esta posta depois de um jogo que meteu nojo.

    Já muito se bateu no VP por aqui (e por ali) e muito merecidamente na minha opinião. A esse homem saiu-lhe o euromilhoes quando herdou uma das melhores equipas de sempre do FCP.
    e esbanjou todos os cêntimos.

    Quando já tinha ido com os porcos em todas as competiçoes (a taça da liga só conta para dar coça no benfique) eis que lhe é dada a oportunidade de ficar á frente no campeonato, ganha na luz com um bom jogo e depois não consegue tirar proveito disso.

    Qualquer treinador da liga dos últimos saberia como aproveitar toda essa conjuntura…

    Não aguento o discurso de merda dele, a sua postura azeiteira, a submissão aos jogadores que fazem dele e olham para ele sem respeito nenhum.Preferia ter o manuel cajuda a mister.

    Teve a oportunidade de uma vida e desperdiçou-a quando a equipa estava feita, o modelo de jogo estava feito, era só motivar aqueles jogadores armados em putas finas.

    Nunca mais acaba este campeonato de merda.

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