Aterrar de queixos

Legenda: eu sei que é uma piada fácil mas fica bem neste post (como resposta à capa do Record de hoje)



“Ái, úi, atirem-me água fria”

Vítor Pereira deve ser o homem mais feliz do mundo esta noite. Para quem tanto asneirou neste campeonato, quem tanto falou o que não deveria ter falado, vencer este jogo terá sido o momento mais alto da sua carreira. Mas os “heróis” são outros: chamam-se Hulk, James e, sobretudo, Maicon.

O essencial: sim, o golo que deu a vitória é precedido de um fora-de-jogo indiscutível. Do mesmo modo que existe um penalty clamoroso, por mão na bola do Cardozo, minutos antes do remate vitorioso do Maicon. E Jorge Jesus não tem razão quando refere que o segundo golo do Porto nasce de uma falta sobre  o médio belga do SLB em que Proença terá aplicado a lei da vantagem – a repetição mostra que a falta é sobre o defensor do FCP. Depois da chicla,vai uma Rennie?

Mas como esta semana só se vai falar do fora-de-jogo (o lance do penalty do Cardozo nem sequer teve direito a repetição e muito menos foi alvo de referência por parte dos comentadores), não vou perder mais tempo com o assunto. Vencemos, estamos na frente, esta vitória valia 4 pontos (os 3 do costume mais a vantagem directa) e agora o SLB já não pode vencer o campeonato – só o Porto pode perdê-lo.

As coisas boas

O carácter, a raça, o ímpeto e a crença de Maicon – apenas esforçado como defesa direito mas imperial como central. Para além do golo da vitória (ninguém como ele merecia marcá-lo), fica a ideia de que o 1º central do Porto, a voz de comando que faltava naquela defesa, não virá definitivamente de Rolando – o brasileiro ex-Nacional, com percurso “à Pepe”, parece imitar o luso-brasileiro, que de “patinho feio e asneirento” se transformou num dos mais brilhantes e valiosos centrais do futebol europeu.

O génio colombiano que chegou a tempo da festa – James é hoje, muito provavelmente, para além de Moutinho e Fernando, o único jogador indispensável da equipa. Com ele e com a bola colada no seu pé esquerdo, tudo parece tudo fácil. Quando o SLB marcou o segundo golo, pensei que o mais sensato seria retirar de campo “El Comandante” (que fez um jogo intermitente, com pormenores de “Lucho” e ausências em campo que deixaram Moutinho e Fernando entregues às correrias adversárias) e fazer entrar James. Temi que o sacrificado fosse Djalma, que já tinha um amarelo. Mas, nessa altura, VP teve uma epifania – eu já explico porquê.

Hulk não fez muito mas o “pouco “que fez foi simplesmente decisivo – marcou o melhor golo da noite, um daqueles que só ele poderia marcar, e arrancou a expulsão do Emerson, que foi o sopro que acelerou a queda do castelo de cartas que era, nos momentos após o empate a 2, a equipa de Jorge Jesus. Física e animicamente, o Benfica estava quase a sucumbir depois do lance brilhante de James Rodriguez. A expulsão foi quase um knock-out.

As coisas ainda assim boas

O nosso treinador surpreendeu o mago da chicla ao fazer a equipa jogar como no início da final europeia com o Barcelona – defendendo quase na área adversária, ousadia que foi premiada com o soberbo golo de Hulk. E, mais do que isso, quando toda a gente pensava, como eu, que faria a substituição banalmente óbvia e “cagona” de trocar Djalma por James, o homem excedeu-se e fez aquela que terá sido, muito provavelmente, a mais corajosa e, possivelmente, melhor jogada de banco que já o vimos fazer: retirou de campo o central com mais estatuto (sim, já tinha um amarelo, mas havia mais gente nessas condições) e colocou o angolano a fazer o corredor direito. Simplesmente genial. Mas como tudo que é bom em Vítor Pereira tem o seu “lado negro”, a jogar em vantagem numérica, quando a equipa estava a encostar o Benfica lá atrás com segurança, fez uma substituição à moda do Championship Manager (Moutinho por Kléber), correndo sérios riscos de “partir a equipa” e, quem sabe, sofrer um golo em contra-ataque. Felizmente para ele e para nós, Maicon resolveu o assunto antes do ponta-de-lança brasileiro sequer tocar na bola.

Fernando e Moutinho foram 2 dos que estiveram bem sem serem brilhantes. O “Polvo” esteve em todo o lado e até fez a assistência para o segundo golo. Moutinho foi a “cola” do nosso meio-campo quando a lentidão e a falta de frescura física de Lucho, aliadas ao recuo da equipa após o golo inicial, quase ofereceram o meio-campo a Javi Garcia, Aimar, Nolito e Gaitan. Tal como Alvaro Pereira e Djalma, foram essenciais nesta vitória, mas não foram decisivos.

As coisas que não foram nada positivas

Janko ofereceu luta aos centrais do SLB e foi uma referência na frente, mas foram mais as vezes que perdeu os lances disputados no ar com faltas escusadas do que as bolas que ganhou para Lucho dar continuidade ao ataque. Além disso, a responsabilidade do primeiro golo do SLB é do austriaco, que foi lento a sair e colocou em jogo os dois benfiquistas que intervieram no lance. Deveria ter saído no lugar de Moutinho.

A tremideira depois da vantagem inicial: se reparem bem, o Benfica não criou por si mesmo nenhuma oportunidade golo na primeira parte – foram as asneiras da nossa defesa e e aquele recuo imprudente que criaram condições para o SLB marcar.

As coisas que ficam por fazer

As 4 derrotas que o SLB registou nos últimos tempos e as mazelas físicas e psicológicas que aquela equipa tem depois de desbaratar uma vantagem de 5 pontos e perder em casa com o rival depois de ter estado a vencer serão o suficiente para que se crie uma onda muito má em torno de Jorge Jesus. Pior ainda: estão criadas as condições para que a equipa falhe na Champions porque, com o pouco tempo de recuperação e a pressão de ter de vencer que tolherá os movimentos aos jogadores benfiquistas, os russos têm todas as condições para fazer um jogo como o que fizeram no Dragão e saírem por cima.

Mas, no essencial, o que fica por fazer é a nossa parte – não podemos esperar que o SLB tropece sozinho, ainda que tudo indique que isso irá acontecer. Teremos de vencer jogos muito complicados – na Madeira, contra o Nacional e o Marítimo, e em Braga. Se não ganharmos a este Sporting em nossa casa, esta vitória na Luz terá sido apenas um acaso do destino.

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26 thoughts on “Aterrar de queixos

  1. Está tudo dito!

    Só queria deixar um apelo aos portistas.

    Acaba de dar um espaço de comentário na Sic Notícias, com o habitual cenário virtual, decorado com jogadores do Benfica e FCP, tendo o nome do clube por baixo. Ora, enquanto atento em Toni comentando, ao fundo vejo a silhueta de Hulk com “Porco” escrito por baixo. Esfrego os olhos. O foco muda de comentador. Volta a Tony e ao fundo, lá está Hulk, com um garrafal “Porco” por baixo. Durante a meia hora que durou o espaço de comentário, a coisa não mudou e não restam dúvidas.

    Já escrevi à Sic um protesto com CC para a ERC. Sugiro aos amigos portistas que façam o mesmo.

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  2. “Do mesmo modo que existe um penalty clamoroso, por mão na bola do Cardozo, minutos antes do remate vitorioso do Maicon”
    Não, não – “MÃOS na bola do Cardozo”, porque o homem parecia que estava a jogar voleibol. O primeiro golo deles caiu do céu, vamos ser sinceros, e o segundo nasce de uma falta não-existente (corte de Djalma foi limpo). Deus escreve direito por linhas tortas.

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  3. André, por acaso eu também reparei nisso.
    Até comentei isso com a minha namorada ao que ela respondeu : “Lá estás tu, sempre a ver coisas que não existem.”
    Execráveis vermes…

    mas eu vou dormir que nem um bebé.
    Eles, em contrapartida, devido ao tamanha da cornadura, vão passar muito mal esta noite…

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  4. a propósito da SICN

    a imagem parece não oferecer dúvidas.

    porém – e sem pretender ser defensor do diabo – acho que o lettring induz-nos em erro, de tão pobrezinho que é.
    penso que poderiam ter escolhido outro que não oferecesse tantas dúvidas e legítima indignação. mas nada mais do que isso.

    se estiver errado, então esta Bitória é ainda mais saborosa 😉

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! 😉

    Miguel | Tomo II

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  5. Caro Migual:

    Ainda dando de barato ter-se tratado de um problema de lettering, lê-se claramente “Porco” e, tratando-se de um cenário virtual, facilmente editável, é da responsabilidade da produção que a situação se tenha mantido até ao fim. Se o problema era lettering, bastaria mudar o estilo da fonte, mas o objectivo era claramente provocar e insultar, a coberto da desculpa do lettering.

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  6. É preciso entender as queixas do Benfica – não me matem já, que aí vem a bordoada.

    Os objectivos do Benfica para este jogo, passavam por concretizar uma superioridade propalada durante quase toda a época na comunicação social. É um pouco o que aconteceu no ano passado, durante a fase de pior jogo do FCP, em que toda a gente dizia que o Benfica fazia melhor futebol. Agora, além desse argumento, havia uma posição na tabela mais favorável, um plantel universalmente louvado, e a fraca qualidade técnica da liderança do rival.

    A realidade é muito dura para o adepto encarnado. Afinal, o Benfica não está a milhas do FCP. Pior: Jorge Jesus, pela enésima vez, demonstrou que está muito longe de ser um catedrático do futebol, título que reclamou para si. Se coisa gritante houve no jogo de ontem, foi a inépcia de Jesus no banco e a falência do seu modelo de jogo.

    Vejam o 2º golo do FCP, marcado por James, como nasce. Seguindo os modos jesuanos, toda a equipa vermelha se concentra sobre a área contrária, num posicionamento que os adeptos consideram ser de pressão sobre o adversário e controlo do jogo. O Benfica estava por cima, como se diz na gíria, mas lá trás não morava ninguém, ou quem morava sentia-se como uma mulher-a-dias incumbida de limpar sozinha o palácio de Versailles. É um “estar por cima” fictício. Perda de bola infantil de Gaitán, Witsel não consegue parar o contra-ataque, ainda que recorrendo à falta, e o resto é História. Ora, jogar desta forma terá os seus resultados contra o Rio Ave e quejandos, mas contra uma equipa organizada e com algum talento no ataque, o Benfica é uma equipa vulnerável. Mais: tanto investimento, tanto elogio ao plantel do Benfica, mas apostaram num lateral esquerdo nitidamente de 2ª categoria, num desleixo que, para mim, não é menos grave que o da falta de ponta-de-lança no FCP. Até nisso havia equilíbrio. Mas já sabemos da tendência vermelhusca para a erecção precoce….

    O que dói aos benfiquistas não é o golo em fora-de-jogo. Há uma esperança defraudada que custa muito admitir: o desejo de ver uma superioridade, fundamentada apenas na crença, ser confirmada por uma exibição esmagadora em confronto directo. Mesmo sem o golo do FCP, o máximo que levariam dali seria um empate. A haver o tal penalty na situação de andebol do Cardozo, nem isso. E esse desaire que magoa os peitos defraudados dos benfiquistas -“Eramos os maiores, mas afinal não somos.” Doi muito, pensarem-se uma das melhores equipas da Europa, com Jesus ao comando, e perder para o principal rival, pela 4ª vez consecutiva, não sendo Jesus capaz de levar a melhor na estratégia de um Vítor Pereira. Pinto da Costa não nos lê, mas se nos lesse, ficaria aqui a mensagem para pensar 200 vezes antes de sequer sentir a inclinação de ter Jesus no FCP. Ontem, jogou-se muito com o coração, tacticamente foi um jogo trapalhão. Vítor Pereira até inventou nas substituições. Mas nem assim Jorge Jesus conseguiu mudar a forma de jogar da sua equipa. De Vítor Pereira ninguém esperava nada. O mesmo não podem dizer os 6 milhões de Jorge Jesus…

    É frustrante e não gostaria de ter pele de galinha neste momento.

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  7. Miguel, acreditas mesmo em inocências dessas?!
    Repara que o letering usado para o nome Benfica é o mesmo que é utilizado pela Benfica TV.
    Onde foram eles então buscar o letering para escrever Porto?
    Não vamos ser anjinhos….

    A beleza dos golos com fora de jogo é que começarem só nesta jornada.
    Tirando o golo do Nolito em Barcelos esta época.
    E tirando o golo do Saviola em Coimbra o ano passado.
    E tirando o golo do David Luiz contra o Braga há dois anos (o qual, aliás, foi classificado pelo próprio como o mais saboroso da carreira dele).

    O facto de ter sido em fora de jogo torna esta vitória ainda mais saborosa. É como se um puto estivesse prestes a lamber um enorme gelado e de repente tivessemos chegado lá e dito:”Dá cá essa merda…”
    E o puto…chora.

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  8. Como já deixei escrito “noutro lado”, quando vejo Jorge Jesus não posso deixar de pensar no personagem “comic” da Marvel, Thor:

    Temos ali um fulano com grandes melenas loiras, mas no fundo a única coisa que se vê é um grande martelo…

    “O fora da jogo, porque o fora da jogo, se não fosse o fora da jogo, partantos o fora da jogo”

    Vamos pensar por um momento. Se o FCP não marca o terceiro golo e o jogo acaba empatado, teria sido este um bom resultado para o Benfica? Nâo teria sido Jesus trucidado pelos seus adeptos?
    Este fora de jogo foi providencial para esta avestruz e deu-lhes o melhor resultado possível após o que aconteceu durante os 90 minutos.

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  9. É a pronuncia do Norte somos o povo mais forte.

    Tenho uma superstição que me está a sair cara, e ontem foram mais 5 € mas foram dados com todo o gosto…a que sempre que aposto que os coisinhos ganham eles perdem!!!
    Quanto ao jogo confesso que mais uma vez aquando da substituição do Rolando dei por mim a lançar alguns mimos ao Vitor Pereira…mas porra ontem correu-lhe bem e o homem foi brilhante (…continuo a achar que não é treinador para o Porto).
    Peço desculpa pela linguagem mas tenho de escrever isto:

    TOMEM E EMBRULHEM MOUROS FILHOS DA PUTA!!!!!!!!

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  10. Exatamente, Ribeiro. Se exceptuarmos a vitória, o melhor resultado possível para o Benfica seria uma derrota passível de ser transformada em vitória moral.

    Não havia desculpas para o FCP, na opinião de Vítor Pereira, que ontem mostrou ter tomates, apesar da falta de cabecinha. Já para o Benfica, todas os pretextos e desculpas são poucos para explicar como tanto investimento se torna tão difícil de rentabilizar.

    Eu respondo-lhes que é o reflexo do amadorismo crónico que habita nos corredores da Luz.

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  11. Foi um jogo bem conseguido, e, é justo dizê-lo, com uma óptima leitura de Vítor Pereira. Confesso que torci o nariz quando vi Maicon de novo na lateral direita, quando me parecia que deveria iniciar a central para contrariar a maior estatura de Cardozo, em relação a Otamendi. Mas percebi a ideia do treinador. Preferiu o equilíbrio defensivo já que a tendência do constante adiantamento de Palito, aconselhava o outro lateral menos subido. Djalma na esquerda foi nitidamente para compensar os avanços de A.Pereira e tentar travar os de Maxi.

    Até nas substituições VP esteve à campeão. Arriscou e petiscou. Eu que não sou um particular fã do treinador dou-lhe os meus parabéns muito sinceros. Espero que este desempenho tenha sido a regra para manter. Se assim for ninguém ousará criticá-lo de novo.

    Justa vitória, conquistada com todo o mérito e muita raça. O caminho fica aberto para a renovação do título, mas é preciso manter os pés bem firmes na terra. Há ainda caminho difícil para desbravar. Não percamos a serenidade.

    Um abraço

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  12. Mas confesso que não pude deixar de soltar uma gargalhada ontem quando o iletrado presidente da agremiação começou o seu discurso com:

    “Eu não vou de arbitragens. Mas só quero dizer isto: O ÁRBITRO blá blá blá blá, reu beu beu, pardais ao ninho….”

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  13. Comentário do dia num jornal diário:
    “Bruxaria pq razao morreu um jogador do Benfica no dia da gala do clube pq é que o benfica n ganha desde Fevereiro??? que foi ao Zenit alguma coisa entrou na casa do benfica quando se deslocou a s.petersburgo, pq é que o Eusebio ja foi parar 3 vezes ao hospital???”

    Ainda se admiram por não ganhar nada…

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  14. E falando ainda daquela imagem da SIC, que por aí circula…
    Alguém me explica porque é que Porto está escrito “PORtO” (com R maiúsculo e t minúsculo)?
    Sim, podem argumentar que estaria escrito “porto”. Mas o R, está em maiúsculas…

    Ainda acreditam em inocências?…

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  15. Achei brilhante a comparação dos onze Guarda, este post também está muito bom Poncio, mas no dos onzes o Guarda acertou quase em tudo, melhor, previu!

    O jogo foi brilhante, uma bomba de Hulk e dois golos do Benfica com responsabilidades claras de Rolando, depois do amarelo pensei que ele tinha de sair, mas nunca pensei que o Vitor Pereira fizesse o que fez, foi uma surpresa e uma boa surpresa, finalmente o Vitor pôs os colhões em cima da mesa para todos verem, achei brilhante, assim como as outras duas substituições, mas a primeira substituição foi de génio quando podia ter tirado tantos outros jogadores Vitor acertou na mouche, e claro o jogador que entrou(James) mudou o rumo do jogo, para mim o momento que mudou o jogo foi esse, e o momento em que acreditei que não iamos perder o jogo(estávamos a perder)

    André compreendo que te seja difícil roer essa dura realidade que é o osso Vitor Pereira, agora dizeres que o Vitor não teve cabecinha quando tu próprio disseste antes do jogo que era preciso meter toda a carne no assador é de quem tem pouca memória.
    Vitor esteve impecável ontem, e até no fim do jogo falou como um senhor, acha coerência para os teus azedumes com o treinador.

    De resto estás impecável.

    Maicon foi imperial, não diria outra coisa, mas o momento de Maicon, também assim como Vitor, não foi o golo, foi quando confrontou o Gaitán, aquele “tête à tête” perto da grande-área. e a raça que mostrou arrepiou-me e fez-me lembrar o Jorge Costa nos seus bons tempos, carago! aquilo é que é ser Porto. Acho que é um dos momentos do jogo, mostrou que o Porto não vinha ao Estádio do Benfica baixar a crista e deixá-los fazer o que quisessem do jogo, o Porto vinha para vencer, e ninguém punha a mão no campeão.

    Mas o jogo não foi o melhor momento da noite.
    Ganhámos, jogando um bocado mal pelo meio, mas saindo por cima no fim, e fazendo uma bela exibição, com um James que foi o “menino d'oiro” dos corações portistas, ganhando 3 pontos que valem ouro, mas o melhor estaria para vir.

    Pinto da Costa dá uma entrevista enorme(de fazer corar a Judite de Sousa) no fim do jogo, respondendo aos jornalistas com uma inteligência fantástica e deliciosa, mas a cereja no topo do bolo ainda estava para vir.

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  16. Eis que acaba de falar Pinto da Costa e os jornalista apanham Luis Filipe Vieira a sair do camarote, eu pensei em deixar de ver o streaming porque já não valia a pena ouvir mais nada, depois da entrevista de PC era impossível o LFV dizer algo que importasse ou que me desse interesse, mas eis o meu espanto(ontem foi a noite das surpresas) LFV começa com uma candura incrível a falar, como bem disse o Ribeiro(que me parti a rir com o comentário), que não ia falar da arbitragem, que tinha sido um jogo muito bem disputado, pensei inocentemente que LFV e PC tinham-se tornado amigos e que LFV ia dar um discurso de Paz e amizade e boas novas aos homens de boa vontade, ahah, que cambalhota no discurso, começa a dizer que o Paixão se sente condicionado a arbitra o Benfica,(porquê pergunto eu) que faria um grande favor aos benfiquistas se nunca mais apitasse o Benfica(mas porque é que o Paixão quereria fazer favores ao Benfica?) e acaba com o golo da noite já aos berros efusivo, a cuspir para todos os jornalista num estilo “agarrem-me que vou-me a ele” ao mesmo tempo que se enconsta aos reporters “toda a gente viu! Toda a gente viu o que aconteceu ao Witsel, toda a gente viu o que aconteceu ao Emerson, toda a gente viu o fora de jogo, toda a gente viu o que aconteceu em Coimbra, toda a gente viu o que aconteceu a semana passada em Guimarães, toda a gente viu que o livre do terceiro golo não existe, toda a gente viu o Witsel, toda a gente viu a expulsão…” e a cassete continuou assim até eu e o Ribeiro e mais alguns portistas que tiveram a coragem de ficar a ouvir o homem, mijarmo-nos todos a rir com a frustação do líder do Benfica, como o Ribeiro disse e bem, o gelado soube mesmo, mesmo, mesmo bem ah ah ah ah ah, e o ica lá perdeu outra vez… yuhuu

    P.S.: De realçar, porque quando merecem merecem mesmo, as claques do Porto e o apoio dos sócios, não só neste jogo como no jogo em Manchester, em que mesmo a perder, os Superdragões e o Colectivo, não se calaram no fim do jogo, acho que esse espírito “inglês” do futebol é algo que faz falta e deve ser aplaudido quando se vê com o afinco como é defendido e celebrado mesmo nos piores momentos, os meus parabéns pelo apoio fantástico que têm dado à equipa do FCP.

    P.S.2: Os comentários do LF Lobo – Qualquer semelhança com o jogo contra o Feirense uma semana atrás é pura coincidência, e nós que somos muito inocentes não acreditamos que o Freitas Lobo diga que a expulsão de um jogador(em ambos os jogos, sem margem para dúvidas) seja o factor de mudança de um jogo porque quer menosprezar o valor e a vitória do FCP, ou porque o Benfica estava do outro lado, não, Freitas Lobo ainda vai percorrer um grande caminho à frente da televisão como um antigo sportinguista, reparem na pérola da noite “a expulsão mudou o rumo do jogo, a expulsão, o Porto estava a jogar melhor mas a expulsão mudou o rumo do jogo e foi o factor decisivo do jogo, se tivesse de dizer o factor decisivo que mudou o jogo é apenas um, a expulsão… e a entrada de “R”ames Rodriguez…”

    Gabriel Alves não diria melhor…

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  17. Depois de ver um pouco o Zona Mista hoje (o que consegui aguentar) digo:
    Viva a caça à baleia, caralho!!!

    O João Gobern a falar de futebol.
    Ceus.

    E a seguir vamos ter o quê?
    José Castelo Branco a discutir a situação na Síria?! Stevie Wonder a criticar Picassos e Dalis?

    Aquele gajo, que já não deve ver a pila desde as últimas décadas do século passado, alguma vez terá dado um chuto numa bola?…

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  18. Não percebeste, Cian – e a culpa é minha, por não ter sido suficientemente explícito. A “falta de cabecinha” era um elogio. Na 6ª só havia uma forma de jogar: raça, tomates. E Vítor Pereira correspondeu, roçando algumas vezes a genialidade. Por exemplo, a substituição de Rolando, seguida da modificação defensiva de Djalma, dando protecção às incursões de Hulk, foi uma decisão temerária, mas muito corajosa. Por momentos, parecia que tinhamos Mourinho no banco. Os tipos na rádio estavam incrédulos. Por alguma razão, nunca tinha sido manobrada essa alteração….Quanto a azedumes, um jogo em nada invalida o que havia escrito antes – a História não se altera.

    Também escrevi muitas vezes que, para bem do FCP, preferia não ter razão nenhuma naquilo que escrevi. Portanto, não me podes apontar incoerência nenhuma a esse respeito. Não me será nada difícil mudar de opinião relativamente ao nosso treinador, se ele, de facto, o justificar com resultados e exibições. Só os burros e os obstinados têm opiniões imutáveis. Eu gostava é que Vítor Pereira fosse sempre o treinador arrojado e afirmativo que vimos na 6ª feira. Também tens razão, relativamente à declarações na sala de imprensa, serenas e lúcidas: uma bofetada de luva branca na bazófia benfiquista. Ainda faltam muitos jogos, que serão importantíssimos, e Vítor Pereira terá oportunidade para mostrar que este jogo não foi uma anomalia na sua senda anterior de mediocridade. Faço votos para que tenha visto a luz (trocadilho fácil) e que os rapazes trilhem um resto de campeonato ao seu nível, rumo a uma vitória final que nos fica sempre bem.
    Como tu, cian, eu quero é que o FCP ganhe sempre.

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  19. Caro André,

    Retiro o que disse.

    Concordo plenamente contigo.

    Aqui estão dois videos do que disse LFV, mas não apanha tudo,

    começou aqui:

    http://www.maisfutebol.iol.pt/videos/video/13585728/1

    continuou aqui:

    e continuou mais mas não há mais vídeos com o resto(censura?), aqui fica um resumo, muito pequeno, do que foi dito:

    http://www.maisfutebol.iol.pt/aa—videos—desporto/benfica-porto-benfica-porto-arbitragem-pedro-proenca-benfica-porto-pedro-proenca-benfica-porto/1330071-5799.html

    como se costuma dizer na gíria,

    “It ain't over till the fat lady sings”

    Depois como eles condicionam os funcionários da Liga:

    http://www.dnoticias.pt/actualidade/desporto/311460-rui-costa-furioso-na-garagem-da-luz-apos-a-derrota-frente-ao-fc-porto

    Aguardemos, sentados, a fazer crochê, pelo castigo a Rui Costa, obviamente daquia um ano, quando este sair do futebol, e dedicar-se à pesca.

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  20. E quanto ao “fora-de-jogo” que todos estão a engolir como a mentira-muitas-vezes-dita-que-se-torna-uma-verdade, podia falar do fora de jogo de David Villa frente a Portugal que é muito mais fora-de-jogo do que este, ou que não consigo decifrar ainda nas imagens se o Maicon tem as pernas antes do defesa do Benfica ou não com a inclinação que leva na jogada, acredito que o fiscal de linha tem um melhor ângulo, mas para mim chega quando o arbitro mais benfiquista no Tribunal do Jogo,(Rola), diz o seguinte, “metade do jogador está adiantado, consegue-se ver isso com ajuda das imagens televisivas…” ou seja, como diz a lei, “em caso de dúvida beneficia-se o infractor”, se até com as imagens televisivas apenas se tem metade da certeza, quanto mais no campo em milisegundos? mas é um claro encobrimento de uma falha da defesa do Benfica em deixar fugir o Maicon para as costas(ou mérito do Maicon?), e de uma falha do Artur em sair tardio da linha de golo (ou mérito do James por pingar tão bem a bola para uma zona suficientemente longe do guarda redes e longe da defesa do adversário?)

    Agora Fora de jogo? tenham vergonha.

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