Preto no branco

A questão da boca racista do Javi Garcia nunca se vai resolver. Para mim é mais um fait-divers do nosso futebolzinho. E é a palavra de uns (Alan e Djamal) contra a do outro, daí a dificuldade em resolver a contenda. É claro que o Alan é quem tem missão mais espinhosa pois cabe-lhe provar aquilo diz. E Javi Garcia não tem com o que se preocupar até porque as suas costas estão bem resguardadas por uma imprensa amiga que não hesitará em exigir provas. As mesmas de que abdica quando se trata de condenar jogadores do FC Porto.
Neste caso, o alegado insulto é muito grave, e encerra uma visão terceiro-mundista do Homem, mas o futebol sempre foi terreno pródigo em bocas, insultos, provocações. Quantos jogadores negros não terão ouvido coisas semelhantes e responderam à letra ou deram o devido desconto? E quantos Filho da Puta tem um jogador de ouvir, por exemplo, da boca de um João Pereira, para se vir queixar para a imprensa?
A menos que haja uma câmara que leia os lábios do espanhol (estarei a ser racista?), nada feito. Nem que venha o Nuno Gomes dizer que também ouviu ou que a boca também era para ele. O que eu quero saber agora é se vai ser aberto um inquérito à situação.

7 thoughts on “Preto no branco

  1. Acho que o JaviPorco já tem historial contra jogadores de raça negra. Repara-se na patada que dá ao Varela (que só deu amarelo) seguido de meter a mão na boca e provavelmente dizer algo ao Álvaro Pereira. (Tal como o Djamal veio dizer, como ele fazia para não ser apanhado).

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  2. “O que eu quero saber agora é se vai ser aberto um inquérito à situação.”

    guarda, bem podes esperar sentadinho, que muito dificilmente isso irá acontecer. Que o Javi é um caceteiro do car*lho já toda a gente sabia, agora que além da pancada também gosta de insultar o 'preto' do adversário é nova, mas estando no clube que está, já nada me supreende. Outra besta é o João Pereira, tens toda a razão, tenho vergonha dessa abécula fazer parte da seleção.

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  3. P.S.2: André, tens razão.
    E agora? cantamos o fado? suicidamo-nos em grupo? rezamos pelas nossas alminhas para que a imprensa centralista não nos coma?

    Ou pomos a nossa fé no único homem vivo que nos trouxe até aqui, e esperamos que ele tenha uma última carta na manga?(la)

    Que raio de adeptos somos nós se ao mínimo deslize, à miníma má exibição, pomo-nos a críticar, e a dar juízos por o que quer que seja?
    Tudo bem que os nossos adeptos são assim, não nos perdemos em eloquismos ou amores de perdição, nós somos o juízo, a razão, a análise, mas o futebol não é só isso, o futebol tem tantos cantos como uma bola, ou mais, tem coisas que até os deuses não sabem, coisas que nos fazem comer o chapéu, e gritar “golo!” quando menos esperamos, por isso é que é engraçado, por isso é que é divertido, por isso é que surpreende, e é fascinante, não podemos estar sempre certos, também eu critiquei o Guarin, e de repente ele começou a fazer magia, também eu critiquei vários jogadores, e não foram nada assim, também eu aguentei 3 anos de Jesualdo, e não foi tão mau assim, há coisas que não vale a pena ver, coisas que não vale a pena ouvir, não gostam? não oiçam a conferência, não querem? não vejam as notícias, estão fartos? mudem de canal, NÃO COMPREM ESSE JORNAL, o treinador veio da segunda divisão mas ganhou a Liga Europa, não é um Zé ninguém, não peçam a cabeça de quem o ano passado ganhou os mesmos títulos que o Villas-Boas, que esteve ao lado dele, que o apoiou, que não fugiu quando tinha tudo para o fazer(e ganhar bastante mais lá fora) que arriscou e não teve medo do Barcelona.

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  4. Há momentos em que a razão põe-se de lado e o coração tem de comandar, não podemos atirar pedras a quem ainda agora começou a fazer a sua casa, então o que é a lealdade se só nos serve a nós? o que é o sacrifício se só o pedimos aos outros? É preciso acordar para realidade André, sim, é preciso compreender que é uma má fase para o Porto, nao há remédio, o que está feito, está feito, o que está assinado, está assinado, é preciso aceitar a realidade, a má realidade, e abraça-la e viver com ela, continuar a ir para o trabalho, melhores dias virão, querer o Sol na eira e a chuva no nabal é que não.
    Há momentos em que não devemos criticar os outros, especialmente quando esses outros são os “nossos”, mesmo que nos tenham defraudado, mesmo na desilusão, acreditemos quando tudo parece impossível, quando nem eles acreditam, mostremos que eles não estão sozinhos, compartilhemos a sua dor, mostremos caridade, solidariedade, irmandade, se erraram hão de corrigir, se falharam hão de acertar, se eles falham nós também falhamos, vamos em sua defesa, atiremos-nos nós para as trincheiras se tudo o resto falha, não ponhamos o pré-conceito à frente do nosso amor pelos nossos, se formos como a justiça cega nunca apanhamos um ladrão à frente do nariz, “seremos sempre comidos” se agirmos pelas linhas certas, dizemos que somos o clube da liberdade e agimos como pequenos salazares com a nossa equipa, não quero ser o clube da liberdade, ou da ditadura, quero ser o clube da compreensão, do amor, da misericórdia com o próximo, da igualdade, da fraternidade, mesmo que nos pareça errado, afinal somos ou não somos uma família? que clube somos nós? não devemos criticar quem faz parte da nossa família, especialmente porque a nossa crítica é a nossa imposição de regras aos sentimentos de quem agiu inconscientemente, e erra às vezes, e quem age inconscientemente age por instinto, age por natureza, e nós não podemos estar contra a nossa natureza! ou podemos? É nos maus momentos que devemos apoiar, dar carinho, mostrar que são amados e queridos pelas nossas gentes,mesmo falhando, mesmo caindo, mesmo perdendo, têm o nosso apoio, não lhes faltará o nosso abrigo, mesmo em tempos de crise, especialmente em tempos de crise, exactamente em tempos de crise!

    “To be or not to be”

    Somos Porto, ou não somos Porto?

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  5. Cian afirmou: “o treinador veio da segunda divisão mas ganhou a Liga Europa”. Uma visão muto desfocada da realidade, quem ganhou a Liga Europa foi a equipa e todos os funcionários no clube que contribuíam para tal conquista, o que implica o roupeiro e até o porteiro, o Vítor Pereira teve a sua quota parte de responsabilidade mas foi muito inferior à do treinador principal na altura: o AVB.

    “que não fugiu quando tinha tudo para o fazer(e ganhar bastante mais lá fora)” Também podemos ver as coisas de outra forma: Vítor Pereira não «fugiu» para Inglaterra porque viu na saída/deserção do AVB uma oportunidade para se “fazer” ao lugar de técnico principal, e na realidade o Vítor Pereira está a ganhar mais € enquanto treinador do nosso FC Porto do que estaria a ganhar enquanto adjunto no Chelsea, portanto a recusa em «fugir» para o estrangeiro até está ser lucrativa financeiramente para o Vítor Pereira.

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