Fatal como o destino

O PdC já tinha dito que com os coisinhos seria mais fácil e creio que isso resume tudo. O Braga foi igual a si mesmo: um conjunto guerreiro, resguardado antes do golo, arrojado q.b. quando se encontrou a perder. Mais importante do que isso, com alguma rudeza à mistura, limitaram o nosso meio campo, fizeram-nos jogar pelo ar, em suma, fizeram o que estava ao seu alcance.

O jogo teve 5 momentos de golo provável, os do Minho tiveram uma a abrir o jogo e outra no início da segunda parte, enquanto que o Porto teve o lance do Hulk, a jogada do golo e o remate ao lado do Bellushi. Como espectáculo de futebol não foi brilhante, sobretudo se comparado com o triunfo de 2003.

Mas qualquer jogo decisivo, e especialmente as finais de competições deste tipo, decidem-se em pormenores, nos erros de uns e na capacidade dos outros os aproveitarem. Resumindo, poder-se-ia dizer que a diferença foi ter Falcao ou Mossoró. Mas isso seria injusto para os nossos: olhando posto a posto, é mais do que óbvio que nenhum jogador do Braga teria lugar no actual 11 do Porto (talvez o Sílvio, se actuasse na direita) e isso diz quase tudo.

A festa foi bonita e percebeu-se até que ponto, ao contrário de outras equipas alegadamente favoritas, os jogadores do Porto não davam a vitória como um dado adquirido. Julgo ter também percebido o ar comprometido do Sr. Platini, a quem faz sentido dedicar esta vitória. Quanto ao anafado governante que confunde Fafe com Braga, sugiro uma Rennie.

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13 thoughts on “Fatal como o destino

  1. Bom dia,

    Ontem vivi mais uma enorme alegria. Está é a 7º. título internacional (5º. europeu) conquistado pelo nosso Porto.

    Foi uma grande festa em Dublin, e uma grande festa por todo o País.

    O FC Porto venceu com inteira justiça. Tivemos 2 oportunidades claras de golo na primeira parte (remate rasante de Hulk e cabeçada de Varela) e o lance do golo da vitória.

    Na segunda parte o Braga dispôs da única oportunidade de golo, bem defendida por Helton, e nós ainda dispusemos de uma excelente oportunidade por Belluschi.

    O jogo do Braga enerva-me. São daquelas equipas à italiana. Meteram-se lá trás, com o GR Artur a passar tempo em cada reposição de bola, e sempre à espera de uma desatenção nossa, ou de uma transição rápida para marcar.

    Não me levem a mal, mas deste futebol de Domingos não gosto.

    Quanto às alegadas queixas do Braga … são ridículas. E eu nem falo das cotovelas em Falcao, Hulk e Otamendi…

    Só mesmo para fazer jeito ao Braga, o árbitro daria amarelo a Sapunaru num lance normal de disputa de bola.
    O futebol é um jogo de contacto físico e Sapunaru dá 2 de Sílvio. O único grave erro do árbitro na minha opinião foi a não expulsão de Sílvio aquando da entrada perigosa a pés juntos sobre Hulk na primeira parte … mas aceito o critério do árbitro, que não quis entrar pelo caminho das expulsões e percebeu que tinha o jogo na “mão”.

    Agora vamos festejar. Hoje a equipa tem passagem marcada para os Aliados e para o Dragão, onde irá comemorar esta fantástica conquista com os adeptos.

    Domingo temos outra final … e as finais são para vencer.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    http://pronunciadodragao.blogspot.com

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  2. Sim, é verdade, temos todos os motivos para estarmos felizes e orgulhosos. Para festejarmos mais uma vitória importante na vida do nosso Clube.

    Estou muito grato a quantos contribuíram para este meu estado de espírito, desde o inigualável e humilde Presidente até ao humilde roupeiro. Obrigado a todos!

    Quanto ao jogo confesso que esperava e desejava um espectáculo mais arrebatador, bem ao alcance das duas equipas. Quem não se lembra do magnífico espectáculo que ambos proporcionaram no jogo do Dragão, para o Campeonato. Isso sim, seria uma vitória muito mais brilhante e uma grande propaganda ao futebol português.

    Sem muitos argumentos, o Braga optou por actuar num bloco defensivo compacto, agressivo, às vezes em excesso, roubando espaços e procurando explorar os erros do Porto, contribuindo decisivamente para a pobreza do espectáculo. O FC Porto acomodou-se, convencido que o seu momento apareceria, deixando rolar o tempo, também à espera de uma eventual falha para aproveitar.

    Este resumo sintetiza a forma como ambas as equipas encararam a final, mais preocupados em a não perder do que realmente ganhá-la.

    Ganhou o Porto, porque, apesar de tudo foi a que mais oportunidades criou (Hulk e Bellushi estiveram perto de marcar) e aproveitou com competência uma falha de Rodríguez para fazer o seu golo. O Braga teve dois lances perigosos (Custódio e Mossoró, este numa falha incrível de Fernando, que Helton salvou).

    Agora é hora de festejar e preparar a próxima final que queremos vencer para acabar a época como começamos: A VENCER!

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  3. É um ano mágico, porque os títulos são agigantados pelas circunstâncias que rodearam a preparação de toda uma época. À partida, fomos tratados como uma equipa à beira da irrelevância desportiva, Villas-Boas foi gozado, apelidado por uns e outros de “miúdo” e “cenoura”, as nossas prestações ao longo da época consideradas pouco representativas da real valia dos jogadores, enfim, fomos considerados um acidente de percurso, sendo o Benfica a verdadeira, grande e melhor equipa. Até ao raiar do ridículo e do burlesco, em virtude das inúmeras e humilhantes derrotas em confronto directo. A medida certa da dimensão e clareza do nosso sucesso, foram as sucessivas manifestações de tremendo mau perder dos nossos adversários. Com o que fizemos em campo, e para além da glória conquistada, fomos calando, vitória a vitória, as mais aziadas e manipuladoras vozes do futebol nacional. Agora, sob um fundo de impoluto silêncio, apenas ecoam de Norte a Sul os rumores da festa portista. Foi o ano da vitória, em toda a escala, da humildade sobre a bazófia, do trabalho sobre a presunção, do realismo sobre a hipérbole, da classe sobre o grosseiro. Vai ficar nos anais da História e de muitas pessoas.

    Um palavra amiga para Domingos, que tem todos os motivos para se orgulhar da sua equipa. Fizeram o que podiam e o que deviam. O Braga jogou no limite da agressão, abdicando de atacar de forma organizada. Era a táctica que se impunha, apesar do queixume do seboso da Sic. Se o Braga jogasse abertamente com o FCP, arriscava-se a sair de Dublin goleado. Domingos sabia isso, foi competente e acertou com a estratégia. No entanto, quem joga para empatar, perde. Está escrito nas estrelas. Quem arrisca, pode perder e pode ganhar. Quem não arrisca, não ganha.

    Para acabar, Domingos queixa-se de um vermelho que ficou por mostrar a Sapunaru. É normal algum nervosismo depois da derrota. Por isso, e a comunicação social também omitiu esses dados, não se lembrava das duas entradas selvagens de Silvio e Hugo Viana, por trás e sobre o pé de apoio de Hulk, na primeira parte, meritórias de vermelho directo. Dando de barato que Domingos tem razão, o Braga ainda assim ficaria com um jogador de campo a menos.

    Venha o Guimarães! Até os comemos!

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  4. Além da festa dentro do campo, é de notar a civilizada festa nas bancadas e nas ruas! Não vi autocarros a arder nem com vidros partidos (dentro do estádio!)

    Onde andava a polícia? Não vi mas também não foi preciso… O futebol também é isto!

    O SCB fez um grande jogo dentro das suas limitações e possibilidades, entregando o controlo ao FCP que não se fez rogado e tentou de tudo mas, o Domingos que é e sabe ser paciente tinha a lição bem estudada e a defesa bracarense foi difícil de furar mas, quem tem jogadores de classe como o nosso FCP, sabe que o destino é furar as redes adversárias! E assim foi, mais uma vez na Europa! Domingo, haverá certamente mais…

    Obrigado Fernando por dares uma oportunidade ao Helton para aquecer!
    Obrigado Mossoró por seres um nabo com tijolos nos pés! Aquela bola oferecida até o cardoso marcava… ou não!

    Artur, se fores para onde se diz que vais, é bom que te habitues a golos do tipo que mamaste ontem. Vão acontecer muitas vezes e a culpa será sempre tua! Ali é assim…

    Viram o Platini? Tinha o pescoço inchado… foi dos sapos que teve de engolir quando teve de cumprimentar o nosso presidente! Temos pena…

    Em tempos idos, houve um artista orelhudo que botou faladura dizendo que o seu clube em 2011 seria um colosso europeu!
    Directamente do jornal do regime, aqui está o colosso europeu:

    http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=263983

    É bom ser portista.

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  5. Boas Pobo!
    Tenho estado a digerir a minha estadia em Dublin (digestão complicada, com tanta cerveja, diga-se).
    Um ambiente inesquecível! Uma festa azul e branca (pontuada aqui e ali por adeptos do Braga, naturalmente em muito menor número).
    Para quem gosta de dizer mal, devo dizer que a organização a nível de voos, ligações para o Estádio esteve impecável. Quase sem atrasos. 5*
    Quanto ao jogo, bom, podia ter sido melhor, mas entre uma final bem jogada e perdida como em 84 e esta, prefiro de longe o caneco.

    Vi alguma polémicas nos adeptos multi-cabeçudos acerca das bandeiras.
    Pergunto: o que fez Portugal pelo FCP? Portugal merece-nos? Se nem sequer a câmara municipal da cidade que o clube ostenta no seu nome nos recebe.
    Vão-se foder, bando de hipócritas!!
    A minha bandeira é azul e branca.

    É engraçado também verificar que aquele fulano que usa uns óculos apaneileirados e tem uma vozinha de quem entalou os tomates no elevador chamado Silvio Cervan, usa a sua crónica de hoje na bola para ressalvar o gigantismo do SLB (parabens ao FCP, nada, mas também não é preciso).
    Pois, é tão grande, tão grande, que nem o vi em Dublin. Deve ter jogado noutro estádio da cidade.
    É natural este azedume pois o Silvio andava a anunciar a toda a gente que ia a Dublin beber a Guiness, mas a única coisa que comeu foi um salpicão dos grossos em Braga.

    E isso não ajuda nada a voz a ficar mais grossa como se sabe.

    Silvio, quando alguém te chamar de “filho da puta, glorioso filho da putaaa”, não fiques contente porque achas que isso é sinal de grandeza.
    Não é sinal de nada.
    É mesmo um insulto…
    E se tivesses estado em Braga no dia em que o SLB foi eliminado, irias perceber que é um insulto/cântico cantado por cada vez mais pessoas.

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  6. Boa noite ao Pobo

    O nosso Porto fez uma temporada espectacular, nos limites do atingível (e ainda não terminou). Em títulos, em recordes pulverizados, em jogo jogado. E não é algo de extemporâneo, basta ver o palmarés do nosso clube neste século: 22 troféus, algo não encontrado em mais nenhum clube dos 30 primeiros países do ranking da UEFA. Razão tem o Pinto da Costa quando diz que os grandes da Europa somos nós.

    Esta época reserva-nos ainda um nível de bónus. Caso vençamos a Taça de Portugal, vamos ver o que nunca vimos, e os nossos pais também não. O Porto como o clube português com mais títulos. Sobre este assunto falarei mais, espero que depois de domingo.

    Quanto aos cânticos “filhos da puta slb”, admito que já houve uma altura em que não gostava, agora sinceramente até acho piada: afinal se o são porque não cantá-lo? É arte. Maravilha-me que os encornados vejam nisso um sinal de grandeza. Ora, assim sendo, é uma relação win-win: nós batemo-lhes e eles gostam. Espero que esta grandeza encornada continue em crescendo, até terem o melão como um dirigível, e o olho do cu como a Gare do Oriente.

    Quanto à polémica das bandeiras, recordo apenas que o equipamento do Porto foi inspirado nas cores nacionais azul e branca, aquando da fundação do clube. Assim sendo, a nacionalidade portuguesa está devidamente representada e homenageada cada vez que a equipa entra em campo com o seu equipamento azul e branco. Algo que muitos adeptos do nosso clube desconhecem, e a maior parte dos outros nem sequer merece.

    Política à parte (cago para política), lamentavelmente Portugal é o único país europeu que mantém uma bandeira partidária como bandeira oficial. A Alemanha nazi e a Rússia comunista adoptaram bandeiras partidárias durante a vigência desses regimes. Com o seu final, as respectivas bandeiras nacionais foram repostas. Em Portugal a bandeira oficial é a do Partido Repúblicano, inspirada nas bandeiras da Maçonaria e da Carbonária. Porquê, e até quando?

    Abraço a todos!

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  7. Grande Poncio.
    Grande, grande Ribeiro DeepBlue.
    Ainda vai levar muito tempo para que eu possa esquecer a humilhação, raiva, tristeza, dor e vergonha de ver aquela que foi a minha bandeira, ser manipulada, contra todo o povo do norte, por um bando de jagunços da Capital do Império Corrupto ás ordens de um qualquer coroné Scolari.
    A minha Pátria é o FCPorto.

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  8. Foi feito um achado arqueológico de valor incalculável.
    Um papel amarelecido encontrado num baú de Trás-Os-Montes.
    Diz qualquer coisa como isto:

    «Olá,
    Chamo-me António-Pedro, mas toda a gente me trata por Tó-Peido.
    Tenho 'doje' anos, ando na 'chegunda clache', e quando crescer quero 'cher' bailarina.
    Ontem, vi o meu Benfica sagrar-se campeão europeu.
    Pela segunda vez!
    Foi fantástico.
    Toda a gente se reuniu no café da aldeia, o único 'chítio' que tem 'telebijão'.
    Há quem diga que lá fora, no estrangeiro para onde as pessoas aqui da aldeia fogem a monte, estas coijas já 'chão' a cores!!
    Mas aqui ainda não.
    O Benfica jogou de cinzento clarinho e a outra equipa, de cinzento escuro. O árbitro jogou de preto escuro.
    Foi um jogo fantástico…Bola para cá, bola para lá.
    O comentador gritava muito sempre que o clube representante de Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné se aproximava da baliza. Acho que temos uns jogadores que vieram das nossas colónias que dizem ser muito bons.
    Quem o diz é A Bola e o Radio Clube de Portugal. Como não temos forma de ver outros clubes, temos que acreditar…

    Quando chegar à velhice, recordarei este dia como aquele em que vi o meu Benfica ganhar a 2ª das suas 10 taças europeias!

    O único que não gostou do jogo foi o 'Zé Francesinhas'.
    Gosta do Porto.
    É meio “esquijito”.
    Talvez por ser o único portista da aldeia.
    Ele “chó dijia”: “Vocês um dia, hádem ver! Um dia, o meu clube vai ganhar coisas que vocês nem sonham”
    Rimo-nos.

    E depois balbuciou qualquer coisa sobre uma maldição de não sei do Guttman.
    Rimo-nos outra vez.

    Depois disse que um dia o clube dele iria “pachar” o Benfica em títulos e que teria o triplo das taças internacionais.
    Rimo-nos ainda mais.”

    Há cada maluco!
    Só faltou 'dijer' que um dia o Homem iria à Lua, ou que cada 'pechoa' teria o seu telefone e que estes nem sequer precisariam de fios!
    Ha ha ha, como eu me ri com o Zé Francesinhas.
    É tão 'engrachado' com o 'cheu' 'chotaque'.

    Ele então, chateado, disse-me 'Um dia, terás que meter esse apito no cú, e vai doer-te. Muito!'.
    Não percebi essa frase.

    Agora tenho que ir. O meu pai disse-me para continuar a estudar, que assim, um dia, teria muitos 'chubchídios' do estado. »

    Alguns estudiosos que tiveram acesso ao diário comprovaram tratar-se de um documento único sobre os costumes do povo português no início da década de 60, quando em pleno obscurantismo salazarista, uma vitória de um clube era vista como um apaziguador da revolta popular, fazendo esquecer a fome, a miséria, a falta de democracia e cultura e, no fundo, fazer o que qualquer regime totalitário sempre fez:
    controlo das massas através de espectáculos agregadores( Jogos Olímpicos de Berlim, Real Madrid de Franco).

    O documento irá ser guardado na Torre do Tombo.
    Está no entanto a ser disputado pelo Museu do Benfica, pois a sala “Trofeus-Anos 1990-2011” está algo vazia e precisa de ser preenchida com alguma coisa, vindo este documento mesmo a calhar.

    As tentativas de localização do autor do texto continuam.
    A primeira hipótese, um realizador de cinema decrépito, famoso por nada de especial, negou ser ele o autor.
    As buscas continuam.

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  9. Ribeiro… és grande!!!!

    São gajos como tu, o cian, o tp, o André Pinto e mais uns poucos (fora os autores aqui do canal) que fazem com que o pobodonorte seja passagem obrigatória do meu quotidiano 😀

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