Selecção a meio gás

Estes dois jogos de apuramento para o Europeu confirmaram que a ressaca do Mundial vai ser dura e complicada. Perdemos a referência do meio-campo, Deco, e não temos quem a substitua. Para além disso, falta nervo e aço ao nosso meio-campo, onde jogadores como Raul Meireles, Moutinho, Tiago ou Manuel Fernandes seriam apenas razoáveis suplentes numa selecção como a Espanha, só para citar um exemplo. Na frente, fazer uns números de circo não chega. É preciso ser letal.
É claro que tivemos muito azar no jogo contra Chipre. E que hoje o Eduardo deu a sua contribuição para o descalabro. E que faltam, por lesão, jogadores suficientes para dar outra qualidade ao onze. Tudo isto é verdade, mas temos de aceitar que vamos entrar, ou já entrámos, num período de renovação, com jogadores a entrar na casa dos trinta anos, e que esse período de renovação deveria ser tratado com um cuidado e estabilidade que, neste momento, não existem.

4 thoughts on “Selecção a meio gás

  1. Há ali uns feudozinhos que me custam a entender. O Meireles está claramente fora de forma, mal jogou esta temporada. Porque não joga o Moutinho no seu lugar? Vale mesmo a pena convocar o Liedson? É para fazer número? Está visto, que sem futebol apoiado, ter Liedson em campo é como jogar com menos um. Sem meio campo que faça jogo, Liedson fica sem espaço e não tem físico, nem velocidade, para o conquistar à sua própria custa. Os jogadores da nossa defesa estão a fazer frete, claramente.

    É preciso encarar os factos de frente: esta seleção, ao contrário do que a imprensa (doente de benfiquismo) diz, é fraca. A culpa foi de Mourinho, por ter rotinado no FCP os jogadores que viriam a fazer as seleções de 2004 e 2006, mérito atribuído a Scolari pela maioria benfiquista, invejosa da glória alheia. As pessoas habituaram-se mal. Acabado esse maná, os jogadores seguiram as suas carreiras, entretanto alguns já se reformaram, outros estão perto disso. Scolari pôs-se ao fresco, obviamente. Voltamos ao que sempre foi o normal. Nada mudou no panorama do futebol nacional durante esses anos de boa seleção, a não ser o trabalho que Mourinho fez e que teve o seu período de influência. Acabou-se. Esta é a nossa realidade e não vai ser o Paulo Bento que a pode mudar. A esperança está em treinadores como Villas-Boas e Domingos, que podem lançar novos talentos nas suas jovens equipas.

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