A Académica é um Barcelona (mas sem os jogadores)

Ontem fez-se mais uma goleada na Luz (e mais um ou outro penalti por marcar contra os da casa), mas isso não me preocupa, porque sei que quando, daqui a quinze dias, sairmos de lá com uma vitória, todo o castelo de cartas benfiquista se desmoronará. O que me deixa, nesta altura, apreensivo é o estado lastimável daquele relvado, suficiente para pôr em perigo a saúde física dos nossos jogadores (que estão habituados a jogar nos melhores palcos europeus). Creio mesmo que o passaroco que costuma almoçar um naco de carne antes de cada jogo, ontem, contra a Académica, falhou o seu objectivo porque terá confundido uma bola de lama com um suculento pedaço de vaca (ou será de cabrita?) a que está habituado. Não concordo com a opinião de alguns de levarmos os juniores à Luz (a exemplo da ameaça que pairou no ar antes do jogo em Oliveira de Azeméis) porque estaríamos a hipotecar o futuro de algum reforço de qualidade para a equipa principal.
No jogo de ontem, do qual vi dois terços, admirei a forma como a Académica se estendeu ao comprido. Literalmente. Aquilo parecia o Barcelona a jogar, só com a diferença de não serem os jogadores do Barcelona que estavam em campo. Parece que toda a gente ficou satisfeita com o facto de a Académica ter jogado “de igual para igual” com o adversário, numa atitude que recebeu elogios da comunicação social e até de Jesus (ele que não se cansa de repetir que os adversários vão à Luz para perderem por poucos), mas não criticaram quando esta mesma Académica trouxe o autocarro ao Dragão. Nessa altura chamaram-lhe “brilhantismo táctico”. Desconfio que se estas duas prestações da Briosa tivessem acontecido ao contrário, as análises sofreriam, também elas, uma pirueta…
Voltando ao jogo que nos dará o primeiro lugar do campeonato, daqui a quinze dias, é evidente que sabemos reconhecer que este Benfica tem qualidades. Mas também tem defeitos. Um deles, desde que haja coragem por parte dos árbitros, chama-se David Luiz. O rapaz é bom jogador, mas não é forte psicologicamente. Temos, pois, de colocar grande pressão pelo seu lado, obrigá-lo a cometer erros, obrigá-lo a “passar-se da cabeça” (eu sei que já não temos o Quaresma…). Por outro lado, há que ter esperança num árbitro que saiba marcar as faltas quando ele as comete (principalmente as que acontecem dentro da grande-área) e que o saiba punir disciplinarmente. Coisa que não aconteceu ontem.

One thought on “A Académica é um Barcelona (mas sem os jogadores)

  1. Não aconteceu ontem,não vai acontecer hoje nem vai acontecer nunca!
    Quanto a obrigar o rapaz do olhar assassino a passar-se dos carretos não sei se vamos conseguir pois sempre que jogamos com esses merdas nessa questão de pressionar psicológicamente o adversário quem perde somos nós!
    Lembram-se de Bruno Alves há alguns anos?O que é preciso é jogarmos á Porto,não entrar em questinunclas e menos responder a provocações e picardias por parte dos meninos da luz que contam sempre com a capa protectora da cs portuguesa,que é como quem diz cs lisbonense!
    Hoje o sbortem marcou aquilo a que chamam o segundo golo,o golo da tranquilidade da forma que todos viram!Todos menos o fiscal de linha!Se fosse o FCP,estava tudo corrumpido!já agora deixa-me atirar um sapato ao toino do redes do Setubal!
    Termino desejando as maiores felicidades a nós próprios no jogo de amanhã em Madrid,a contar para essa competição menor que é por agora a CL!

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